Os lares americanos pagaram 447 dólares a mais em gasolina e energia nos últimos três meses, segundo levantamento da Moody’s divulgado pela CNBC. O jornalista Steve Liesman destacou os dados no programa Squawk Box.
Liesman alertou que a conta da alta do petróleo começa a pesar de forma acumulada sobre os consumidores nos EUA. O gasto extra totalizou 59 bilhões de dólares no período, concentrado principalmente no combustível automotivo, mas também refletido no diesel e no querosene de aviação, repassado para tarifas aéreas mais altas.
A escalada dos preços do barril é consequência direta da ofensiva militar dos EUA contra a República Islâmica do Irã, que desestabilizou os mercados globais de energia. Liesman demonstrou preocupação com a capacidade dos consumidores de suportarem novos aumentos, sinalizando que o aperto no orçamento pode se transformar em insatisfação política.
A Moody’s detalhou que a gasolina é o principal vilão desse impacto, atingindo diretamente milhões de trabalhadores que dependem do carro para se deslocar. A renda dessas famílias é corroída por uma guerra sem perspectiva de solução diplomática, afetando a economia doméstica de forma significativa.
A divulgação do estudo em uma rede voltada ao mercado financeiro expôs o custo real do militarismo para o contribuinte americano. Enquanto os ataques são justificados com alegações de segurança, as famílias arcam com a fatura, em um ciclo que beneficia a indústria bélica e petrolífera às custas do orçamento doméstico.
Conforme reportagem do RT, os prejuízos distribuídos entre milhões de lares contrastam com a narrativa de que a guerra ocorre longe. O impacto é concreto e imediato na economia interna dos EUA, com analistas prevendo novos recordes de gastos forçados nos próximos meses.
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