Um míssil balístico lançado pela República Islâmica do Irã atingiu a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, principal polo militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O ataque destruiu ao menos um drone de ataque MQ-9 Reaper e danificou gravemente outro equipamento do mesmo modelo.
Cinco cidadãos americanos, entre contratados civis e militares da ativa, ficaram feridos no incidente. A informação foi confirmada pela agência Bloomberg, com base em fonte com conhecimento direto dos fatos.
O projétil iraniano, lançado entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, tinha como alvo a instalação militar conhecida como The Rock. A base abriga mais de 13 mil soldados dos EUA e funciona como centro de operações da coalizão internacional.
Embora o míssil tenha sido interceptado por sistemas de defesa antiaérea, os destroços da explosão caíram sobre a base. O impacto provocou danos materiais e ferimentos leves entre o pessoal americano, segundo a agência italiana ANSA.
A perda dos drones Reaper representa um prejuízo financeiro significativo para o Pentágono. Cada unidade do avião não tripulado custa aproximadamente 30 milhões de dólares aos cofres americanos.
O ataque ocorre em meio à extrema volatilidade da trégua entre Washington e Teerã. O acordo de cessar-fogo tem sido violado repetidamente por ambas as partes, com acusações mútuas de descumprimento dos termos negociados.
A ação militar iraniana demonstra que a República Islâmica não aceitará passivamente a presença agressiva das forças americanas na região. Na semana anterior, os EUA haviam bombardeado o porto iraniano de Bandar Abbas, no sul do país.
Teerã respondeu com fogo de retaliação direta, reivindicando ter disparado contra quatro navios que tentavam cruzar o estreito de Ormuz sem autorização das autoridades navais iranianas.
Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo do Irã, acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de trair a diplomacia pela terceira vez. A referência é às sucessivas rupturas de diálogo promovidas por Washington ao longo dos anos.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que as forças americanas estão prontas para retomar hostilidades em grande escala. A escalada retórica afasta as esperanças de uma solução negociada para o conflito.
A tensão no estreito de Ormuz, artéria vital do comércio global de petróleo, permanece em nível crítico. A agência marítima britânica Ukmto alerta que embarcações desligam sistemas de rastreamento e navegam em grupos reduzidos, por vezes sob escolta militar americana.
A Marinha dos Guardiões da Revolução Islâmica informou que ao menos 20 navios receberam permissão para atravessar o estreito após coordenação com as autoridades iranianas. O sistema de autorizações imposto por Teerã consolida-se como fato consumado na logística marítima regional.
A ofensiva israelense no Líbano avança além do rio Litani rumo à periferia de Nabatieh. O Unicef denunciou que ao menos 77 crianças foram mortas ou feridas em apenas sete dias de combates.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, classificou a operação militar como uma escalada perigosa e sem precedentes. Enquanto isso, foguetes do Hezbollah eram interceptados sobre o norte de Israel, ampliando os combates sem perspectiva de contenção diplomática.
Encontros diplomáticos entre oficiais israelenses e libaneses realizados no Pentágono foram descritos pelos EUA como construtivos. Fontes de Beirute, porém, manifestaram decepção com os resultados, segundo relatos da imprensa árabe.
A dissonância entre a retórica diplomática e a realidade dos combates expõe a falência dos esforços ocidentais. O conflito já se alastra para múltiplos teatros de operação simultâneos no Oriente Médio.
Leia mais sobre o assunto na ansa.it.
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