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Cientistas descobrem por que melanoma se espalha mais na meia-idade

Célula cancerígena em representação gráfica, ilustrando o crescimento tumoral. O melanoma não se torna progressivamente mais perigoso com o envelhecimento, como a ciência supunha. Uma pesquisa revela que esse tipo de câncer de pele atinge seu pico de disseminação na meia-idade e perde força em idosos. O estudo foi apresentado no encontro anual da Associação […]

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Célula cancerígena em representação gráfica, ilustrando o crescimento tumoral. (Foto: sciencedaily.com)

O melanoma não se torna progressivamente mais perigoso com o envelhecimento, como a ciência supunha. Uma pesquisa revela que esse tipo de câncer de pele atinge seu pico de disseminação na meia-idade e perde força em idosos.

O estudo foi apresentado no encontro anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer por cientistas do Fox Chase Cancer Center. A equipe, liderada pelo biólogo Mitchell Fane, identificou um mecanismo imunológico por trás desse comportamento.

Segundo o ScienceDaily, os experimentos com camundongos mostraram que a disseminação do câncer foi menor nos animais jovens, disparou nos de meia-idade e caiu nos muito velhos. Esse padrão contradiz a ideia de uma relação linear entre idade e agressividade tumoral.

A explicação está em células do sistema imunológico chamadas células T gamma delta. Essas células atuam como defesa precoce, mantendo o câncer em estado dormente e impedindo sua disseminação.

Nos camundongos jovens e idosos, os níveis dessas células estavam elevados, mantendo os tumores inativos. Já nos animais de meia-idade, houve redução significativa das células T gamma delta, criando uma janela de vulnerabilidade.

Os pesquisadores também descobriram que as células do melanoma liberam moléculas capazes de suprimir essas defesas. Com as células T gamma delta enfraquecidas, células cancerosas antes dormentes se tornam ativas e se disseminam.

Experimentos confirmaram a importância dessas células imunes. Quando removidas dos camundongos jovens e idosos, a disseminação do melanoma aumentou drasticamente.

Ao bloquear os sinais moleculares que suprimem a atividade imunológica, os cientistas restauraram a proteção nos camundongos de meia-idade. O mesmo efeito não foi observado nos grupos mais jovens ou mais velhos.

A pesquisa destaca um problema nos estudos oncológicos: menos de 10% dos experimentos usam animais envelhecidos. A maioria dos laboratórios trabalha com camundongos jovens, o que pode explicar falhas em testes clínicos.

Para resolver essa limitação, Fane e o colega Yash Chabra criaram uma instalação dedicada a camundongos envelhecidos. O objetivo é reduzir barreiras de custo e tempo, já que os animais precisam de 18 a 24 meses para envelhecer.

A instalação permite testar descobertas em diferentes estágios da vida. Fane afirmou que agora é possível sugerir a colegas que testem seus modelos em camundongos envelhecidos.

As implicações vão além do laboratório. Embora o risco de câncer aumente com a idade, as taxas caem após os 80 a 85 anos, um dado que intrigava especialistas.

Os achados sugerem que mudanças no sistema imunológico determinam quando o câncer tem maior probabilidade de se espalhar. A descoberta abre caminho para tratamentos personalizados para pacientes de meia-idade.

Leia mais sobre o assunto na sciencedaily.com.


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