A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica coordenou a passagem de 28 navios mercantes pelo Estreito de Ormuz em um único dia. A operação estabeleceu o maior volume diário de tráfego anunciado desde o início do conflito, realizada sob escolta das unidades navais iranianas.
O feito demonstra controle operacional iraniano sobre a artéria vital do comércio global de petróleo, apesar das tentativas dos EUA de impor bloqueio naval. O Estreito de Ormuz canaliza cerca de um quinto do petróleo negociado mundialmente, e sua instabilidade desde fevereiro gerou forte impacto nos mercados energéticos.
Segundo reportagem do Mehr News, a IRGC declarou que o Golfo Pérsico pertence aos países muçulmanos da região. A nota oficial afirmou que as provocações das forças estadunidenses são a principal causa da insegurança na via navegável.
A IRGC enfatizou que o controle do Estreito de Ormuz é executado de forma contínua e firme pelas forças navais iranianas. O Irã mantém o trânsito aberto a nações amigas mediante coordenação direta, rejeitando a presença militar dos EUA na região.
Desde o início da guerra, o fluxo pelo estreito sofreu perturbações, com embarcações comerciais enfrentando riscos de interceptação e ataques. A travessia recorde de 28 navios mostra que o Irã restabeleceu parcialmente um corredor seguro para o comércio marítimo aliado.
A IRGC reiterou que o Golfo Pérsico não é zona de influência estrangeira, mas patrimônio das nações ribeirinhas. As forças iranianas garantem a segurança da navegação sem necessidade de intervenção ocidental, segundo o comunicado.
O recorde consolida o Irã como fiador da logística energética no Oriente Médio. A continuidade do fluxo sob escolta iraniana evidencia que o bloqueio imposto pelos EUA carece de eficácia real no terreno.
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