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Israel avança no sul do Líbano e intensifica ocupação militar

Ilustração editorial sobre Israel avança no sul do Líbano e intensifica ocupação militar. As forças israelenses intensificaram sua ofensiva terrestre no sul do Líbano, avançando além do rio Litani e declarando uma área de até 50 quilômetros da fronteira como ‘campo de batalha’. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu a nova fase da operação, […]

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Ilustração editorial sobre Israel avança no sul do Líbano e intensifica ocupação militar. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

As forças israelenses intensificaram sua ofensiva terrestre no sul do Líbano, avançando além do rio Litani e declarando uma área de até 50 quilômetros da fronteira como ‘campo de batalha’. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu a nova fase da operação, anunciando que deu instruções ao exército para ‘estender a manobra’ e ‘consolidar e ampliar’ o domínio sobre territórios libaneses.

A captura do castelo de Beaufort, uma fortaleza medieval estrategicamente posicionada, marca a insistência israelense em cortar o sul do Líbano em dois e isolar o Hezbollah. O local domina os principais corredores de transporte entre o vale do Bekaa ocidental, Nabatiye, Sidon e Tiro, criando graves obstáculos para a movimentação da população civil e das forças de resistência.

O deputado libanês Hassan Fadlallah, do bloco do Hezbollah, rechaçou a justificativa de Tel Aviv e afirmou que o castelo de Beaufort é um sítio arqueológico e não uma instalação militar. a apresentação da fortaleza como um alvo militar é parte de uma narrativa israelense para justificar a expansão da invasão.

Apesar do avanço militar israelense, o Hezbollah demonstrou que está longe de ser neutralizado, mantendo sua capacidade de atingir o norte de Israel com ataques de retaliação. A segurança no norte de Israel se deteriora à medida que a ocupação avança, expondo as contradições da operação militar expansionista de Netanyahu.

Os bombardeios israelenses continuam a deixar um rastro de destruição. O Ministério da Saúde libanês atualizou o número de mortos para 3.412 desde o início do conflito em 2 de março, com mais de 10.269 feridos. Em um dos ataques, 13 membros da equipe do hospital Hiram ficaram feridos após um bombardeio atingir as proximidades da unidade de saúde na região de Tiro.

Três cidadãos sírios, incluindo uma criança, foram feridos durante um ataque aéreo contra uma motocicleta na área de Barak, próxima a Sidon. Novas ordens de evacuação forçada israelenses abrangem toda a região ao sul do rio Zahrani, aproximadamente a 40 quilômetros da fronteira. As tropas de Israel também realizaram demolições de edifícios em Kunine e bombardearam áreas na fronteira com a Síria.

Diante da escalada, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, declarou que ‘nada pode justificar a continuação das operações militares israelenses no Líbano’. A França solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

No front diplomático, especula-se que negociações políticas possam ocorrer em Washington, entre delegações israelenses e libanesas. Qualquer trégua, no entanto, carrega um enorme ceticismo, uma vez que um cessar-fogo anterior, anunciado em 17 de abril, jamais foi respeitado de fato no terreno.


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