O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu orientação do Partido dos Trabalhadores para reforçar a articulação direta com senadores e reverter a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
A estratégia inclui o envio de cartas individualizadas aos parlamentares, destacando o currículo e a trajetória profissional de Messias. Segundo reportagem do portal Metrópoles, o PT sugere que Lula realize diálogos pessoais com os senadores para reverter a derrota na sabatina.
A rejeição foi classificada por aliados como um revés histórico para o governo. Lula tratará do tema em reunião com ministros, onde a recondução de Messias será prioridade.
Em evento recente, o presidente reafirmou a indicação de Messias, atribuindo a rejeição a motivações políticas. Lula descartou questionamentos sobre a competência jurídica do advogado-geral e garantiu nova indicação.
A decisão sinaliza um embate institucional com o Senado. A medida reforça a prerrogativa presidencial na escolha de ministros para a Suprema Corte.
Leia também: Lula decide insistir em Jorge Messias e transforma vaga no STF em queda de braço com o Senado
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Rick Ancap
31/05/2026 - 07h58
Mais um estadista escolhendo quem vai “fiscalizar” ele mesmo. Que tal acabar com o STF e deixar o mercado resolver?
Marcos Andrade Niterói
31/05/2026 - 08h04
Rick, vai defender a “autorregulação do mercado” aqui em Niterói enquanto a Prefeitura entrega túnel, metrô e mobilidade que o Estado burguês nunca fez? O mercado sozinho não construiu o Charitas-Cafubá, não — quem fez foi planejamento urbano com gestão pública de verdade.
Luan Silva
31/05/2026 - 07h50
Mais um petista pra blindar os corruptos. Faz o L nunca mais, vagabundo!
Letícia Fernandes
31/05/2026 - 07h54
Luan, seu comentário é sintomaticamente revelador. Ao reduzir a complexa engrenagem do Estado burguês a uma suposta “blindagem” operada por indivíduos nomeados, você reproduz o que Althusser chamaria de uma concepção instrumentalista do aparelho jurídico, como se o STF fosse um mero clube de comparsas e não, contraditoriamente, um dos pilares da superestrutura que garante a reprodução das relações de produção capitalistas. A sua indignação, note-se, não se dirige ao fato de que o Judiciário brasileiro, em sua composição histórica, sempre foi preenchido por indicações das frações dominantes da burguesia nacional. Quando um Toffoli, um Fachin ou um Barroso foram indicados por governos do PT, a grita é ensurdecedora; quando indicados por governos tucanos ou militares, o silêncio é cúmplice. Isso não é fiscalização, é partidarismo de classe travestido de moralismo.
Não há “blindagem” que resista à dinâmica estrutural do capitalismo dependente brasileiro. O STF, como qualquer aparelho de Estado, opera dentro de limites dados pela correlação de forças entre as classes. Seu problema, Luan, não é com a corrupção sistêmica — essa, você a ignora solenemente quando ela beneficia a acumulação privada de bilionários que escoam capital para paraísos fiscais, ou quando o Centrão, independentemente de quem indique, distribui emendas e cargos sem qualquer pudor republicano. O problema real é que você interiorizou a narrativa do lawfare como se fosse denúncia genuína. O choro é o mesmo de sempre: a direita não suporta perder o monopólio da nomeação dos intérpretes da lei. O “vagabundo” aí é projeção pura: de quem nunca precisou explicar as próprias contradições entre o discurso anticorrupção e os métodos fascistizantes de defesa do capital.
Capitão Tavares ??
31/05/2026 - 07h45
Lula quer empurrar mais um petista pra dentro do STF pra blindar o bando dele. O STF já virou um aparelho político e esse Messias é mais um soldado do partido. Enquanto isso o Brasil afunda na corrupção e ninguém faz nada. Vergonha nacional, cadê as Forças Armadas pra intervir nessa bagunça?
Mariana Alves
31/05/2026 - 07h48
Capitão Tavares, seu comentário cristaliza um equívoco teórico grave que precisa ser desmontado. Você parte da premissa de que o STF seria um “aparelho político” apenas quando indicados por governos petistas lá chegam, como se antes disso a Corte funcionasse como uma instituição asséptica, acima dos interesses de classe. Ora, desde a redemocratização, o Supremo sempre foi um campo de disputa entre frações da burguesia brasileira. Durante o governo Temer, por exemplo, o STF atuou ativamente para aprovar a reforma trabalhista e convalidar o teto de gastos — decisões que favoreceram a acumulação do capital financeiro em detrimento dos trabalhadores. Mas ninguém na direita falava em “aparelhamento” naquela ocasião. A Corte nunca foi neutra: ela opera dentro da lógica de um Estado capitalista periférico, e o que muda é apenas qual fração da classe dominante terá mais peso nas nomeações.
O mais preocupante, contudo, é o desfecho autoritário do seu comentário: “cadê as Forças Armadas pra intervir”. Isso revela que, para setores como o seu, a democracia formal só interessa enquanto entrega resultados favoráveis. No momento em que o jogo democrático não lhe agrada, a solução é o arbítrio militar. Isso não é patriotismo — é o que Florestan Fernandes chamaria de “autocracia burguesa”, a disposição permanente da elite em romper as regras do jogo sempre que a correlação de forças eleitorais ameace seus privilégios. A história brasileira é farta de exemplos: em 1964, a “intervenção” que você evoca não salvou o país da corrupção; implantou uma ditadura que torturou, matou e concentrou renda como nunca antes visto.
Por fim, acho sintomático que você e outros da mesma vertente nunca demandem o mesmo “aparelhamento” em relação a nomeações do Judiciário feitas por governos neoliberais. Quando Delfim Netto, condenado no escândalo do Banespa, foi indicado para cargos no governo Sarney ninguém pediu intervenção. Onde estavam as Forças Armadas quando o STF manteve a prisão após segunda instância — que atingiu desproporcionalmente réus pobres e negros? O que você chama de “bagunça” é, na verdade, o funcionamento normal da democracia burguesa: um jogo de pressões em que cada um tenta fazer valer seus interesses. A diferença é que hoje a esquerda conseguiu, pelo voto, ter algum peso nesse jogo. Se isso te incomoda a ponto de pedir tanques na rua, o problema não está no STF — está na sua incapacidade de aceitar a soberania popular.
Tonho Patriota
31/05/2026 - 07h34
LULA QUER COLOCAR MAIS UM LADRÃO NO SUPREMO, FAZ O L E ACABA COM O BRASIL!
Carlos Henrique Silva
31/05/2026 - 07h39
Tonho, seu comentário reproduz exatamente o que a direita brasileira tem de pior: redução do debate político a xingamento vazio. Você chamou o ministro de “ladrão” sem apresentar um único fato, um único processo, uma única condenação. Isso é o que Gramsci chamaria de senso comum despolitizado – você repete o que a máquina de fake news do bolsonarismo vomita diariamente sem nenhuma mediação crítica. O STF tem problemas graves, sim, mas são estruturais: é uma corte que historicamente representou os interesses das elites, que validou o golpe de 2016 e que segue operando com lógicas corporativas. O problema não é “fulano é ladrão” – essa é a desculpa rasteira para esvaziar o debate real sobre qual projeto de país está em jogo.
A briga pela recondução de Messias não é sobre “colocar ladrão” – é sobre disputa de hegemonia no aparelho judiciário. O governo Lula tenta, com todos os limites e contradições de sua política de conciliação de classes, nomear alguém que pelo menos não atue como braço político da oposição. Isso é o mínimo em qualquer democracia séria: o Executivo indica nomes alinhados ao seu projeto. Se fosse Bolsonaro indicando um genocida como o desembargador que libertou milicianos, você estaria aplaudindo. Então, vamos combinar: seu “acaba com o Brasil” é medo de perder os privilégios que a elite sempre teve no judiciário. O Brasil real – de 33 milhões de pessoas passando fome – já está acabado há muito tempo para quem vive na periferia. O que está em jogo é se vamos ter um Supremo que continue servindo aos interesses do mercado financeiro ou que comece a olhar para a maioria da população.
Alice T.
31/05/2026 - 07h41
Tonho, querido, cadê os prints da condenação? Enquanto isso, gente que chama os outros de ladrão sem prova vive passando pano pra bilionário que sonega imposto e manda 100% do próprio patrimônio pra paraíso fiscal.