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Observatório chinês revela aceleração de raios cósmicos em supernova próxima

Ilustração editorial sobre Observatório chinês revela aceleração de raios cósmicos em supernova próxima. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6) A colaboração LHAASO, que opera o maior observatório de raios cósmicos do mundo em altitude na China, publicou na revista Physical Review Letters a primeira evidência direta de aceleração de raios cósmicos por remanescentes de supernovas até […]

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Ilustração editorial sobre Observatório chinês revela aceleração de raios cósmicos em supernova próxima. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A colaboração LHAASO, que opera o maior observatório de raios cósmicos do mundo em altitude na China, publicou na revista Physical Review Letters a primeira evidência direta de aceleração de raios cósmicos por remanescentes de supernovas até energias sub-PeV.

O estudo analisou o remanescente IC 443, conhecido como Nebulosa da Medusa, localizado a 5 mil anos-luz da Terra na constelação de Gêmeos. Os raios cósmicos que chegam ao planeta possuem energias que variam de milhões a bilhões de bilhões de elétron-volts, e sua origem sempre intrigou os cientistas.

As partículas carregadas são desviadas por campos magnéticos galácticos, o que dificulta rastrear suas fontes. Existem duas hipóteses principais para a produção dos raios gama observados: elétrons de alta energia interagindo com fótons do ambiente ou prótons colidindo com nuvens moleculares densas.

O observatório LHAASO conseguiu distinguir esses cenários ao analisar o espectro de energia dos raios gama de IC 443. Segundo o portal phys.org, os pesquisadores detectaram um ressalto característico no espectro, compatível com o decaimento de píons neutros.

Esse resultado fornece evidência de que choques do remanescente da supernova aceleram prótons a energias sub-PeV. A descoberta reforça a hipótese de que remanescentes de supernovas são uma classe de fontes dos raios cósmicos galácticos, confirmando previsões teóricas de décadas.

Ainda que as energias observadas estejam uma ordem de grandeza abaixo do chamado joelho na curva espectral, não foi detectado corte. Isso indica que o processo pode ir além. O remanescente IC 443, com cerca de 30 mil anos desde sua explosão, continua se expandindo e interagindo com nuvens moleculares ao redor.

As ondas de choque resultantes varrem gás e poeira, criando as condições para a aceleração de partículas. O estudo, que envolve centenas de cientistas da colaboração LHAASO, representa um avanço significativo para a astrofísica de partículas.

A China consolida liderança na área com o observatório, situado a 4.410 metros de altitude na província de Sichuan. O complexo utiliza detectores de superfície e subterrâneos para capturar chuveiros atmosféricos gerados por raios gama e cósmicos.

Os resultados abrem caminho para investigações mais profundas sobre os limites energéticos das supernovas como aceleradoras. Também podem ajudar a desvendar outras fontes de raios cósmicos de energias ainda mais altas, como os misteriosos tornozelos observados na curva espectral.


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Silvia Ramos

31/05/2026 - 06h27

Que prova maravilhosa do poder criador de Deus! Os céus declaram a glória dEle e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Enquanto o mundo busca explicações sem o Criador, a cada descoberta vemos mais da perfeição divina.

    Renato Professor

    31/05/2026 - 06h31

    Sílvia, sua empolgação com a beleza do cosmo é genuína e respeito isso. O problema é que, no método científico, explicar como o mecanismo opera não tira o assombro — aprofunda a compreensão de uma natureza que independe de narrativas sobrenaturais para ser admirável.

    Alice T.

    31/05/2026 - 06h34

    Silvia, a física explica perfeitamente como partículas ganham energia em ondas de choque de supernova sem precisar de um roteirista celestial. A cada descoberta que a ciência faz, o “Deus das lacunas” perde mais um pedaço do terreno dele.

Carlos Mendes

31/05/2026 - 06h17

Enquanto a China investe pesado em ciência e entrega resultados como esse, aqui no Brasil torramos bilhões em shows e eventos para alimentar curral eleitoral. Onde está o retorno para o contribuinte? Liberdade econômica e inovação de verdade viriam com menos Estado, mas pelo menos os chineses entregam dados concretos.

    João Carvalho

    31/05/2026 - 06h22

    Carlos, o dilema não é menos Estado, mas que tipo de Estado temos. A China que entrega esses resultados não é liberal — é um Estado planejador fortíssimo que decide investir em ciência com mão de ferro. Aqui, o problema não é o tamanho do Estado, é sua captura por interesses eleitorais de curto prazo, o que a teoria do rent-seeking já explicava muito antes de virar moda neoliberal.


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