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EUA usam bombardeios para enfraquecer Irã em negociações nucleares

Sistema de mísseis antiaéreos posicionado em área aberta. O analista de segurança e política Hasan Selim Ozertem, baseado em Ancara, afirmou que os recentes ataques dos Estados Unidos contra radares e postos de comando de drones iranianos visam abrir caminho para ofensivas contra centros energéticos do Irã. Segundo declarações reproduzidas pelo portal Sputnik, a estratégia […]

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Sistema de mísseis antiaéreos posicionado em área aberta. (Foto: sputnikglobe.com)

O analista de segurança e política Hasan Selim Ozertem, baseado em Ancara, afirmou que os recentes ataques dos Estados Unidos contra radares e postos de comando de drones iranianos visam abrir caminho para ofensivas contra centros energéticos do Irã. Segundo declarações reproduzidas pelo portal Sputnik, a estratégia americana busca forçar Teerã a dispersar suas defesas aéreas, criando corredores para armas guiadas de precisão.

Ozertem explicou que a lógica da escalada militar é uma negociação sob pressão, na qual Washington usa bombardeios como instrumento para fortalecer sua posição nas conversações. Dois pontos críticos precisam ser resolvidos para um cessar-fogo duradouro: o impasse nas negociações nucleares e o descongelamento de bilhões em fundos iranianos retidos no exterior.

Os ataques americanos atingiram instalações de radar e centros de comando de drones da República Islâmica. O especialista turco avaliou que o movimento prepara o terreno para alvos de maior valor estratégico, como os terminais petrolíferos da Ilha Kharg, essenciais para a economia iraniana e o abastecimento global.

A tática de Washington busca obrigar o comando militar iraniano a redistribuir seus recursos de defesa antiaérea para múltiplas frentes. Essa dispersão forçada enfraqueceria a proteção de pontos decisivos, permitindo que mísseis e bombas guiadas penetrem em áreas sensíveis do território iraniano.

Ozertem alertou que, sem avanços nas negociações nucleares e na liberação dos ativos congelados, a troca de golpes pode ser apenas o prelúdio de uma conflagração mais ampla. A estratégia americana de negociar sob pressão militar carrega o risco de um erro de cálculo transformar a escalada em guerra aberta no Oriente Médio.

A postura dos EUA viola o princípio da solução pacífica de controvérsias da Carta das Nações Unidas. A República Islâmica reafirma que não cederá a chantagens militares nem desmantelará seu programa nuclear pacífico em troca de alívio de sanções ilegais.

Leia mais sobre o assunto na sputnikglobe.com.


Leia também: EUA bombardeiam instalações militares no sul do Irã e violam cessar-fogo


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