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Impasse na vice de Haddad pressiona Tebet, Marina e França a cederem ao Senado

Senador lê documento em plenário do Senado. A definição da vaga de vice na chapa de Fernando Haddad para o governo de São Paulo segue em impasse. Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França são os nomes cotados, mas todos resistem a deixar a disputa pelo Senado. Tebet já descartou publicamente a possibilidade de migrar […]

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Paulo Pinto/Agência Brasil

A definição da vaga de vice na chapa de Fernando Haddad para o governo de São Paulo segue em impasse. Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França são os nomes cotados, mas todos resistem a deixar a disputa pelo Senado.

Tebet já descartou publicamente a possibilidade de migrar para a vice. Marina Silva ainda não foi consultada formalmente sobre o assunto. Haddad prefere uma mulher na chapa, mas o presidente Lula aposta em França para a composição.

França reforçou recentemente que mantém sua pré-candidatura ao Senado. Sua esposa, Lúcia França, foi vice na chapa de Haddad em 2022, mas a dobradinha não deve se repetir neste ano.

O deputado estadual Emídio de Souza, coordenador do programa de governo de Haddad, reconheceu a complexidade da negociação. Ele afirmou que o anúncio final depende de consenso entre as lideranças parceiras.

Emídio explicou que há três candidatos ao Senado e alguém precisará desistir. O coordenador destacou que não há como impor decisões em uma aliança política como essa.

O deputado federal Kiko Celeguim, presidente estadual do PT, afirmou que um dos três terá que ceder. Segundo ele, a desistência de um nome melhoraria o desempenho dos demais nas pesquisas.

A campanha de Haddad busca uma vice com perfil ligado ao agronegócio ou à segurança pública. Tebet se encaixa no primeiro perfil, mas sua resistência complica a negociação.

Teka Vendramini, do PDT, foi cotada para a vaga, mas recusou o convite por questões pessoais. A dificuldade em encontrar um nome que dialogue com direitos humanos reduz as opções.

Haddad tem elogiado publicamente as qualidades dos pré-candidatos ao Senado. Ele mantém diálogo constante com todos os envolvidos e com o Palácio do Planalto.

França afirmou que fará o que for necessário para garantir a reeleição de Lula e Geraldo Alckmin. O ex-governador, porém, não quer ser o único a abrir mão da candidatura ao Senado.

A decisão final deve vir diretamente de Lula, fiador da aliança entre PT, PSB e Rede. Enquanto o impasse persiste, a federação corre contra o tempo para apresentar uma chapa competitiva.

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