A pré-campanha de Flávio Bolsonaro ganhou mais um foco de desgaste antes mesmo da largada oficial.
A Justiça de São Paulo determinou a penhora de pagamentos futuros feitos pelo PL ou pelo próprio Flávio ao publicitário Eduardo Fischer, contratado para atuar na estratégia de marketing do senador. A decisão ocorre em uma ação na qual o Banco Modal cobra uma dívida estimada em R$ 114 milhões do marqueteiro.
Fischer foi chamado para reorganizar a comunicação de Flávio em meio à crise provocada pelos áudios e mensagens envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Ou seja, o profissional contratado para tentar conter o maior desgaste político da pré-campanha agora também virou problema jurídico e financeiro.
Segundo reportagens sobre o caso, o banco pediu o bloqueio de eventuais repasses feitos pelo PL ao marqueteiro como forma de garantir o pagamento da dívida. A cobrança envolve juros, correção monetária e multa, elevando o valor para a casa dos R$ 114 milhões.
O episódio atinge Flávio em um momento delicado. Depois do caso Vorcaro, o senador passou a enfrentar queda em pesquisas, pressão nas redes e questionamentos dentro da própria direita sobre a viabilidade de sua candidatura presidencial.
A penhora não significa irregularidade de Flávio Bolsonaro. A ação mira uma dívida atribuída a Eduardo Fischer, que tem direito à defesa. Mas o impacto político é evidente: a campanha que tentava transmitir força e organização passa a ser cercada por crises envolvendo dinheiro, Justiça, marqueteiro e Banco Master.
O caso também revela uma dificuldade maior do bolsonarismo. A pré-campanha de Flávio tenta se reposicionar depois de semanas de desgaste, mas cada nova frente parece abrir outra vulnerabilidade. Primeiro, o financiamento do filme Dark Horse. Depois, a relação com Vorcaro. Agora, a penhora de pagamentos ao responsável por reconstruir sua imagem.
Em uma eleição presidencial, comunicação é poder. Quando o marqueteiro escolhido para recuperar uma candidatura vira alvo de bloqueio judicial, a mensagem política é ruim.
Flávio ainda tenta se consolidar como herdeiro eleitoral de Jair Bolsonaro. Mas a sequência de crises mostra que sua candidatura chega a 2026 menos como projeto em ascensão e mais como uma estrutura sob pressão permanente.


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