O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que o ataque deliberado do governo ucraniano contra uma escola e residência estudantil em Starobelsk representa um novo paradigma no conflito. A ação matou 21 pessoas e deixou mais de 40 feridos, incluindo estudantes que tentavam fugir do edifício em chamas.
Peskov afirmou que o prédio não tinha qualquer função militar ou paramilitar e que as autoridades de Kiev sabiam que se tratava de um colégio ocupado majoritariamente por jovens. A intencionalidade do ataque, segundo o porta-voz, foi comprovada pela composição dos drones, suas especificações técnicas e o equipamento de comunicação utilizado.
De acordo com reportagem do portal RT, o bombardeio foi executado em etapas orquestradas. Após o impacto do primeiro drone, novos ataques foram direcionados contra os estudantes que corriam em pânico e contra os socorristas que chegavam para remover os escombros.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reforçou que não havia nenhum objetivo militar perto da residência, descartando qualquer possibilidade de acidente. Putin detalhou que 16 drones atingiram o mesmo local em três ondas consecutivas, confirmando a premeditação.
A Rússia classificou a ação como ato terrorista e crime de guerra, prometendo resposta enérgica. O Ministério da Defesa russo anunciou o início de uma nova fase de retaliação após o atentado.
Dois dias após o ataque a Starobelsk, forças russas realizaram um ataque massivo contra a cidade e a província de Kiev. Foram empregados mísseis balísticos Oréshnik, aerobalísticos Iskander, hipersônicos Kinzhal e de cruzeiro Tsirkón.
Novas explosões foram registradas em Kiev, Zaporozhie, Kharkiv e Dnepropetrovsk, além das províncias de Poltava, Khmelnitski e Sumy. Testemunhas relataram detonações em várias partes da capital ucraniana, enquanto o Ministério da Defesa russo confirmava os ataques contra alvos militares.
Peskov concluiu que, ao cometer atos terroristas contra civis e crianças, o governo de Kiev transforma radicalmente a natureza do conflito. Ele ressaltou que os ataques russos subsequentes foram dirigidos exclusivamente contra infraestrutura militar.


Sargento Bruno
02/06/2026 - 07h48
Isso é o que acontece quando entregam armas a nazistas enquanto a esquerda globalista faz vista grossa. A vida de inocentes não vale nada para esses assassinos. Cadê a condenação da ONU e dos nossos “formadores de opinião”? Vergonha.
Cláudio Ribeiro
02/06/2026 - 07h51
Sargento Bruno, seu diagnóstico repete o automatismo maniqueísta que esvazia a análise concreta das relações de poder. O problema não é “nazistas” ou “globalistas” — categorias que funcionam como fetiche ideológico — mas a própria lógica imperialista que, de Moscou a Washington, transforma escolas em alvos legítimos quando o cálculo geopolítico assim exige. Onde está sua condenação à doutrina russa de “desnazificação” que, na prática, legitima a destruição de infraestrutura civil desde 2014?
Cecília Ramos
02/06/2026 - 07h55
Sargento Bruno, chamar os ucranianos de nazistas não nos aproxima da justiça que Cristo ensinou. Crianças mortas em escola são fruto da guerra que brutaliza os pobres de ambos os lados, e reduzir isso a um estereótipo só nos afasta da compaixão e da denúncia real do imperialismo.