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Pássaros urbanos usam notas de dinheiro e algemas para conquistar fêmeas, revela estudo

Pássaros jardineiros que vivem em cidades australianas estão recorrendo a objetos humanos inusitados — de cédulas de dinheiro a algemas — para impressionar parceiras, conforme revela uma nova pesquisa da Universidade de Exeter publicada na Royal Society Open Science. O comportamento, observado na espécie conhecida como grande jardineiro (Chlamydera nuchalis), mostra como a urbanização está […]

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Pássaro em ninho com diversos objetos humanos, como plásticos e vidros, ao redor. (Foto: phys.org)
Pássaro em ninho com diversos objetos humanos, como plásticos e vidros, ao redor. (Foto: phys.org)

Pássaros jardineiros que vivem em cidades australianas estão recorrendo a objetos humanos inusitados — de cédulas de dinheiro a algemas — para impressionar parceiras, conforme revela uma nova pesquisa da Universidade de Exeter publicada na Royal Society Open Science. O comportamento, observado na espécie conhecida como grande jardineiro (Chlamydera nuchalis), mostra como a urbanização está alterando rituais de acasalamento ancestrais.

Os machos constroem estruturas elaboradas de gravetos, chamadas caramanchões, e coletam itens coloridos para exibir às fêmeas que os visitam. A originalidade dos objetos parece contar pontos na disputa pela atenção feminina.

Segundo o portal Phys.org, os cientistas compararam caramanchões em Townsville City e em áreas rurais de Queensland, na Austrália, analisando 61 machos sob a perspectiva da visão das fêmeas, que é mais sensível a cores do que a humana. Os pássaros urbanos reuniram, em média, 90 objetos decorativos, enquanto os rurais juntaram apenas 20.

“Os caramanchões são construídos exclusivamente para atrair parceiras, e os machos escolhem decorações que contrastam com sua plumagem e com o próprio caramanchão”, explicou Caitlin Evans, do Centro de Ecologia e Conservação da Universidade de Exeter. Um exemplar urbano chegou a acumular mais de 300 itens em seu caramanchão, um recorde impressionante.

A lista de artigos recolhidos nas cidades inclui vidro, plástico, arame, frascos de remédios perto de hospitais e protetores bucais fluorescentes achados nas proximidades de um campo de futebol australiano. Os itens humanos mais comuns foram vidro verde e arame vermelho, enquanto no campo predominavam folhas, sementes e vidro verde — este último provavelmente surrupiado de lixeiras ou de caramanchões rivais.

Chamou a atenção o achado de uma algema e de cédulas de dinheiro, indicando a criatividade dos pássaros em incorporar detritos urbanos ao seu repertório amoroso. As decorações vermelhas eram mais vívidas na cidade, e as verdes mais opacas se comparadas às rurais, o que pode influenciar a escolha feminina.

Em uma segunda etapa do estudo, os pesquisadores coletaram 20 itens de caramanchões urbanos e rurais e os ofereceram a machos de ambos os ambientes. Tanto os pássaros da cidade quanto os do campo demonstraram forte preferência pelos objetos fabricados por humanos, sugerindo que o brilho e a cor intensa são irresistíveis.

“Nosso estudo demonstra que a disponibilidade de itens humanos — geralmente vidro e plástico — está afetando o comportamento dos jardineiros. Ainda não sabemos se isso é positivo ou negativo, mas é um lembrete de como a atividade humana está mudando o mundo natural de maneiras imprevisíveis”, afirmou a Dra. Laura Kelley, também da Exeter. Os resultados acendem um alerta sobre os efeitos colaterais da urbanização na biodiversidade.

Quando não encontram objetos humanos, os machos costumam usar frutas, sementes, folhas e gravetos. Mas a facilidade de acesso a itens descartados nas cidades parece estar reescrevendo as regras da sedução entre essas aves, que já haviam sido notadas por seus rituais elaborados em documentários e estudos anteriores.

A pesquisa reforça a ideia de que a adaptação à presença humana pode gerar comportamentos inesperados na fauna, sem que se possa prever todas as consequências ecológicas. Enquanto isso, os jardineiros urbanos seguem seus cortejos, exibindo bugigangas brilhantes como se fossem troféus.

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Helton Barros

03/06/2026 - 04h32

É o retrato da degradação total: até os bichos estão sendo corrompidos pela urbanização sem Deus. Dinheiro e algemas são símbolos do mundanismo e da imoralidade que essa sociedade globalista quer normalizar. Enquanto isso, a família tradicional é atacada e a gente vê a criação se perdendo. Cadê os valores cristãos que punham ordem nisso tudo?

    Augusto Silva

    03/06/2026 - 04h34

    Helton, a ironia é que seus “valores cristãos” deram tão certo na gestão do espaço urbano que criaram cidades com 40% de informalidade e desemprego crônico — aí os passarinhos, pragmáticos, perceberam que sem dinheiro e sem laços flexíveis (as tais algemas) não sobrevivem na selva de concreto que o mercado desregulado construiu. Se é degradação, ela tem CNPJ e fluxo de caixa, não falta de missa.

Marcos Conservador

03/06/2026 - 04h22

É o fim dos tempos! Até os passarinhos estão aderindo ao materialismo e à imoralidade, usando dinheiro e algemas, símbolos da degeneração comunista que quer destruir a família tradicional. Isso é o resultado de uma sociedade que abandonou Deus e os valores cristãos. Cadê um pastor pra repreender essa influência satânica na natureza?

    Mateus Silva

    03/06/2026 - 04h27

    Marcos, o senhor inverte a análise: o estudo mostra que os pássaros estão reproduzindo o fetiche da mercadoria e as relações de poder típicas do capitalismo tardio, não do comunismo. Se há “degeneração” aí, ela é produto da naturalização das relações sociais burguesas, não de qualquer influência satânica.


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