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Conselho de Segurança russo afirma que manobras nucleares dissuadirão ameaças dos países bálticos

O vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Alexéi Shevtsov, declarou que as recentes manobras nucleares conjuntas entre a Rússia e Belarus servirão para dissuadir as ameaças dos países bálticos. As declarações foram feitas durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. Shevtsov também mencionou o desdobramento do sistema de mísseis hipersônicos Oréshnik em território […]

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Um míssil é lançado durante exercícios militares em área florestada. (Foto: actualidad.rt.com)
Um míssil é lançado durante exercícios militares em área florestada. (Foto: actualidad.rt.com)

O vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Alexéi Shevtsov, declarou que as recentes manobras nucleares conjuntas entre a Rússia e Belarus servirão para dissuadir as ameaças dos países bálticos. As declarações foram feitas durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.

Shevtsov também mencionou o desdobramento do sistema de mísseis hipersônicos Oréshnik em território bielorrusso como parte da resposta dissuasória russa. Confio em que estas ações farão entrar em razão os impulsivos tigres bálticos que não mordem a língua e outros representantes europeus, enfatizou o vice-secretário, conforme reportagem do portal RT.

Os exercícios conjuntos, realizados entre os dias 19 e 21 de maio, mobilizaram mais de 64 mil efetivos e aproximadamente 7.800 peças de equipamento militar, incluindo mais de 200 lançadores de mísseis, 73 navios de superfície e 13 submarinos, dos quais oito eram submarinos de mísseis estratégicos. Entre os mísseis lançados, figuraram os sistemas Iskander, Kinzhal e Tsirkón, componentes essenciais da tríade nuclear russa.

Nos últimos anos, e de forma intensificada nos meses recentes, Estônia, Letônia e Lituânia têm multiplicado as ameaças e críticas contra a Rússia, alinhadas à política de apoio a Kiev. A Lituânia, em particular, promoveu medidas como o fechamento do corredor de Kaliningrado e a ruptura das conexões energéticas com a Rússia, além de defender um aumento da presença militar da OTAN na região.

O chanceler lituano, Kestutis Budrys, chegou a declarar em maio que a OTAN possui os meios para arrasar as bases aéreas e de mísseis russas em Kaliningrado, se necessário, em uma demonstração de hostilidade que ecoou nos círculos de segurança russos. Em resposta, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que todos os lugares desde onde provenha uma ameaça militar direta à Rússia são objetivos legítimos, reiterando que Moscou jamais será a primeira a recorrer a armas nucleares e que apenas agressões contra sua integridade territorial poderiam conduzir a uma resposta extrema.

A demonstração de força russa insere-se em uma lógica de dissuasão diante da escalada de provocações dos países bálticos e da OTAN no flanco leste europeu. O recado de Shevtsov e as manobras nucleares com Belarus enviam um sinal claro de que a paciência estratégica de Moscou tem limites e que qualquer ameaça será respondida com contundência.

Com informações de ACTUALIDAD.

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