A rejeição ao Supremo Tribunal Federal (STF) entre os eleitores brasileiros registrou queda de seis pontos percentuais. No entanto, o índice ainda é elevado, com 46% considerando o desempenho dos ministros ruim ou péssimo. Os dados são da mais recente pesquisa PoderData, realizada entre os dias 30 de maio e 1º de junho.
O levantamento mostra que a avaliação positiva do STF permanece tímida – apenas 15% dos entrevistados classificam a atuação da Corte como boa ou ótima. Outros 27% consideram o trabalho regular, enquanto 12% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa ouviu 2.500 pessoas por meio de ligações telefônicas, abrangendo 166 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Conforme apontou a Carta Capital, o recuo na desaprovação é significativo quando comparado à rodada anterior, de março, quando o índice de ruim ou péssimo havia atingido 52% – o maior patamar desde 2021. A melhora ocorre em um momento de intensa polarização às vésperas das eleições de 2026.
Os números refletem um cenário de resistência institucional em meio a um contexto político delicado. A Suprema Corte brasileira, pilar da ordem democrática nacional, tem sido alvo constante de ataques de forças conservadoras e bolsonaristas que atuam no Congresso Nacional e nas redes sociais. A queda de seis pontos na rejeição sugere que a campanha sistemática de deslegitimação contra o tribunal encontra limites na percepção popular, embora o percentual de insatisfação ainda demande atenção.
O STF permanece como instituição central para a estabilidade do processo eleitoral e para a defesa do Estado Democrático de Direito no Brasil. Apesar da redução na rejeição, o tribunal continua enfrentando desafios significativos para reconquistar a confiança da população, especialmente em um período de tensão política pré-eleitoral.


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