Reportagem do Correio Braziliense aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citou nominalmente o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na nova proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. A ofensiva do executivo, preso na Superintendência da PF em Brasília, escancara os bastidores de uma operação que mistura financiamento de propaganda política, envio de recursos ao exterior e lavagem de dinheiro.
Vorcaro confirmou que Flávio Bolsonaro pediu R$ 124 milhões para a produção do filme ‘Dark Horse’, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desse total, ao menos R$ 60 milhões foram efetivamente transferidos. Os investigadores suspeitam que parte da verba nunca chegou à produção.
As diligências apontam dois destinos concretos para o dinheiro desviado: um pedaço teria sustentado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos; outra fatia entrou num circuito de lavagem para disfarçar a origem de recursos ilegais, fruto de prejuízos causados ao Banco de Brasília (BRB) e de outras operações fraudulentas do próprio Banco Master.
A nova rodada de negociação começou na segunda-feira (1º), na PGR, com a entrega de documentos complementares no dia seguinte. A reunião prevista para quarta-feira (3) foi cancelada porque os investigadores querem avaliar o material antes de decidir se retomam as conversas. Se a proposta não tiver consistência, será rejeitada pela segunda vez consecutiva — a primeira foi descartada justamente porque Vorcaro escondia informações e tentava blindar aliados.
Flávio Bolsonaro reagiu com a negativa clássica do campo bolsonarista em apuros: ‘Não pedi dinheiro para ninguém. Era um dinheiro privado para um filme privado’, afirmou. A declaração, no entanto, não explica por que o banqueiro se sentiu à vontade para descrever os repasses, nem por que a PF encontrou indícios de que o dinheiro seguiu rumos diferentes do prometido.
A delação de Vorcaro atinge o coração da pré-campanha do PL. O senador tentava construir uma imagem de renovação herdeira do bolsonarismo, mas a cada novo depoimento fica mais difícil descolar seu nome de um escândalo que envolve pedidos milionários, uso da máquina financeira do Master e favorecimento familiar. Para um candidato que se apresenta como alternativa ao establishment, a ligação direta com um banqueiro preso por fraudes bilionárias é uma contradição difícil de administrar.


Galinzé
07/06/2026 - 09h44
Esse banco deu calotes em todo mundo, até para a produtora de um filme.
Marta
07/06/2026 - 04h03
Meus caros, vamos com calma que a aula de história de hoje é obrigatória. O banqueiro Daniel Vorcaro, ao citar o nome do senador Flávio Bolsonaro em sua delação, não está fazendo mais do que escancarar a porta do armário que a família Bolsonaro tentou trancar a sete chaves. Enquanto os meninos mal-educados da direita gritavam “Lula livre” sem provas, agora temos um empresário preso detalhando pedidos de dinheiro para o filho do ex-presidente. É a velha máxima: quando a corda aperta, o primeiro a falar é aquele que sabe onde o tesouro está enterrado.
O que me entristece, como professora que dedicou quarenta anos à sala de aula, é ver tanta gente ainda acreditar no discurso vazio de “nova política” que, na prática, repetiu os mesmos esquemas de sempre. Flávio Bolsonaro, que já teve que explicar as movimentações suspeitas de seu ex-assessor Queiroz, agora aparece nessa nova delação como peça central de um esquema que mistura banco, propina e pré-campanha. Cadê a #LavaJato agora, hein? Ou a operação só interessa quando prende petista? A hipocrisia desse pessoal é de cair o queixo.
E não venham com o choro de “perseguição política”. Vorcaro está preso, não está inventando delação para passear no fim de semana. Ele está citando nomes, valores e datas. Se fosse mentira, o próprio Flávio já teria entrado com um processo por calúnia e não com aquelas notas evasivas de sempre. O Brasil precisa urgentemente parar de tratar político como celebridade e começar a tratá-lo como agente público que deve satisfação ao povo. Enquanto isso, fico aqui, tomando meu café e vendo a história se repetir: os mesmos que acusavam os outros de corrupção agora se explicam nos tribunais.
Por fim, deixo um recado para os saudosistas da ditadura que vivem nos comentários: a história não se apaga com fake news. O Brasil de Lula investiu em educação, em universidades, em programas sociais que tiraram milhões da miséria. Já o que essa turma aí fez? Aumentou a fome, atacou a ciência e agora vemos os tentáculos do clã Bolsonaro sendo puxados por uma delação. Torço para que a Justiça faça seu papel, sem corporativismo, sem pistolão. O povo brasileiro merece respeito, não ser enganado por quem acha que pode comprar tudo, inclusive a consciência.
Gabriel Teen
07/06/2026 - 04h03
Nossa, tanta palavra pra no final defender o Lula, aiai, vou tomar um café e ver meme de gato.
Eduardo Nogueira
07/06/2026 - 04h02
Mais um “ficha limpa” sendo citado em delação, que surpresa hein? Enquanto isso o Lulinha e seus comparsas continuam soltos, mas o sistema nunca cansa de perseguir Bolsonaro.
Major Ricardo Silva
07/06/2026 - 04h02
Exatamente, Eduardo. Enquanto veem “ficha limpa” em todo canto, o chefe da corrupção fica solto rindo da cara do Brasil. O sistema persegue quem tem vergonha na cara.
Roberto Lima
07/06/2026 - 04h02
Nogueira, é exatamente isso que a gente cansa de ver: dois pesos e duas medidas. Enquanto a esquerda tem seus “intelectuais” e apaniguados soltos por aí, o sistema judiciário se arma até os dentes pra derrubar um patriota como o Bolsonaro. O Brasil precisa de menos estado e mais justiça de verdade.
Marcus Almeida
07/06/2026 - 04h02
Eduardo, o problema não é perseguição, é que o sistema sempre protegeu os petistas enquanto tenta destruir qualquer conservador que ameace o projeto de poder deles. Lulinha teve o STF e o TSE a seu favor; Bolsonaro tem o Brasil contra ele. Como diz Eclesiastes, há tempo para todo propósito debaixo do céu – e o tempo da verdade para essa corja chegará.
Carmem Souza
07/06/2026 - 04h02
Marcus, respeito sua fé e sua leitura de Eclesiastes, mas acredito que a verdade que Deus revela não é de direita nem de esquerda – é para todos nós. Oro para que possamos buscar justiça sem cair no mesmo espírito de acusação que tanto criticamos.
Paula Santos
07/06/2026 - 04h01
Mais uma vez, vemos como é essencial que a justiça seja feita com transparência e sem acepção de pessoas. Como cristãos, acreditamos que todos, independentemente de cargo ou sobrenome, devem prestar contas de seus atos perante a lei. Que a verdade prevaleça, sem perseguição ou protecionismo, para que a confiança nas nossas instituições seja restaurada.
Padre Antônio Rocha
07/06/2026 - 04h01
Concordo plenamente, minha senhora: a justiça deve ser cega, mas hoje vemos um tribunal da opinião pública que condena antes do julgamento e absolve conforme o partido. Que a verdade venha à tona, sem a perseguição seletiva que tem marcado certos processos contra homens de bem.
Rodrigo RedPill
07/06/2026 - 04h01
Ah, Paula, mais uma iludida com esse papo de justiça igual pra todos. Na prática, o que a esquerda quer é perseguir quem tem sobrenome e patrimônio, enquanto bandido de verdade passa batido. Foco no que importa: crescer na vida, estudar Bitcoin e parar de chorar.
Marina Silva
07/06/2026 - 04h01
Nossa, Rodrigo, que argumento profundo — estudar Bitcoin ao invés de estudar por que o Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo, genial.
Letícia Fernandes
07/06/2026 - 04h01
Rodrigo, seu comentário é um exemplo clássico daquilo que os frankfurtianos chamariam de “consciência feliz” — uma adesão resignada ao real que confunde adaptação imediata com sabedoria prática. Quando você diz que a esquerda quer “perseguir quem tem sobrenome e patrimônio”, está invertendo a direção histórica da opressão: não se trata de inveja ou vindita contra a riqueza em si, mas de compreender que, no capitalismo tardio, sobrenome e patrimônio não são acidentes meritocráticos — são a materialização de privilégios acumulados por mecanismos que a própria legalidade burguesa naturaliza e protege. Vorcaro citar Flávio Bolsonaro numa delação não é um capricho persecutório; é o sistema jurídico-ideológico, por mais imperfeito que seja, tentando fazer valer a ficção da igualdade formal contra a circulação de dinheiro que nunca viu a luz da contabilidade pública. A direção da investigação vai justamente para onde há acúmulo suspeito e estruturas de mando que usam o Estado como balcão de negócios.
Agora, sobre “estudar Bitcoin e parar de chorar”: essa é a falácia mais triste do nosso tempo, a de que a libertação individual se faz por uma criptomoeda volátil e uma carteira de investimentos, enquanto o tecido social se desfaz. Bitcoin não é uma porta de saída do capitalismo; é um ativo especulativo que se alimenta da mesma lógica de valorização abstrata que transforma moradia, educação e saúde em mercadorias. “Crescer na vida”, nesse discurso, significa aceitar como natural a guerra de todos contra todos, onde o sucesso de uns requer o fracasso de muitos. A psicanálise nos ensina que essa ânsia por ascensão rápida é muitas vezes uma defesa maníaca contra o luto — o luto de um mundo que poderia ser mais justo se não estivesse refém da financeirização de cada afeto. Você não está pedindo para as pessoas “pararem de chorar”; você está pedindo para elas anestesiarem a consciência crítica com a promessa de um futuro individual que, para a maioria, nunca chegará.
Por fim, lamento dizer que sua fala revela algo que a teoria crítica identificou há décadas: o ressentimento não é um sentimento de esquerda, mas o motor afetivo de quem precisa acreditar que a ordem vigente é justa para justificar o próprio sofrimento. Chamar de “choradeira” a luta por justiça fiscal, por transparência em delações e por responsabilização de figuras políticas com poder desmedido é um mecanismo de defesa contra a angústia de perceber que o jogo está viciado. Se você realmente quer “crescer na vida”, sugiro que estude menos Bitcoin e mais o complexo industrial da desigualdade que torna a sua ascensão tão improvável quanto a de quem você despreza. O problema não é que a esquerda queira perseguir; o problema é que a direita quer naturalizar a impunidade enquanto nos convence de que o problema é nosso olhar que insiste em enxergar o óbvio.