A nova pesquisa Alfa Inteligência confirma uma tendência que vem aparecendo em diversos levantamentos nacionais: Lula voltou a abrir vantagem sobre Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026.
Segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira, o presidente registra 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 41% de Flávio Bolsonaro. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 14%, enquanto 1% permanece indeciso.
Embora a diferença seja de três pontos percentuais, a disputa permanece em empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.
Ainda assim, o resultado é visto como positivo para Lula porque mantém o movimento de recuperação observado nas últimas semanas. Pesquisas da Quaest, AtlasIntel/Bloomberg e outros institutos também passaram a mostrar vantagem do presidente após um período em que Flávio Bolsonaro chegou a liderar ou empatar tecnicamente em vários cenários.
No primeiro turno, a vantagem de Lula é mais ampla. A Alfa Inteligência aponta o presidente com 40%, contra 31% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 9 pontos percentuais. Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 7% cada, sem ameaçar a polarização entre lulismo e bolsonarismo.
O levantamento reforça um cenário que vem se consolidando desde maio: Lula continua liderando a corrida presidencial, enquanto Flávio permanece como o principal nome da oposição, mas encontra dificuldades para transformar o empate técnico em vantagem consistente.
Politicamente, o dado mais relevante talvez seja outro. Depois de um início de ano marcado por pesquisas extremamente apertadas — algumas delas mostrando Flávio numericamente à frente — Lula volta a aparecer liderando tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em abril, por exemplo, Datafolha, AtlasIntel e Nexus registravam cenários de empate técnico ou vantagem mínima para um dos lados.
A nova Alfa Inteligência sugere que o presidente recuperou parte do terreno perdido e entra na segunda metade de 2026 em posição mais confortável do que estava há alguns meses.
Os números mostram uma disputa ainda competitiva, mas com Lula novamente ocupando a dianteira da corrida presidencial.


Bia Carioca
13/06/2026 - 10h03
Que maravilha ver Lula se recuperando e mostrando que o povo brasileiro não é bobo! Flávio Bolsonaro representa tudo de pior nesse país – e essa diferença nas pesquisas prova que a população quer um projeto que priorize o povo, não os milicianos.
Letícia Fernandes
13/06/2026 - 10h03
Cara Bia Carioca, sua alegria com os números da pesquisa Alfa é compreensível e compartilha um sentimento legítimo de alívio diante do avanço de um projeto minimamente comprometido com a dignidade popular, em contraste com o bolsonarismo que, como você bem aponta, é a expressão mais crua da barbárie neoliberal travestida de moralismo. No entanto, permita-me uma digressão psicanalítica e materialista: essa recuperação de Lula nas intenções de voto, embora sintomática de um cansaço coletivo com a gestão genocida da pandemia e o desmonte sistemático do Estado, corre o risco de ser capturada pela mesma lógica fetichista que transforma líderes em salvadores da pátria. O apoio a Lula reflete sim uma pulsão de vida, um desejo de reconstrução, mas precisamos nos perguntar: reconstrução de quê? Da mesma superestrutura burguesa que, desde a Nova República, gerencia crises cíclicas sem tocar nas raízes da propriedade privada e da exploração?
A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, sob a ótica marxista, é a farsa trágica do capitalismo em sua fase terminal. Flávio representa a milícia como modelo de gestão, o Estado privatizado pelo crime organizado e pela teologia da prosperidade — isso é inegável e precisa ser combatido com toda a ferocidade política. Porém, Lula, mesmo em sua versão mais progressista, ainda opera dentro dos limites do reformismo possível, conciliando interesses de classes antagônicas. A pesquisa de hoje nos anima, mas a verdadeira transformação virá quando o povo brasileiro não apenas rejeitar o fascismo, mas também superar a crença de que um representante do pacto populista-desenvolvimentista será capaz de desmontar as estruturas que geram a miséria estrutural. O que está em jogo não é apenas a disputa entre dois projetos — um aberta e violentamente reacionário e outro social-democrata — mas a necessidade de uma ruptura radical com a lógica do capital.
Percebo em seu comentário um desejo genuíno de justiça, e ele merece ser levado a sério. No entanto, a psicanálise nos ensina que o sintoma (a pesquisa favorável a Lula) não é a cura; é apenas um alerta. O povo não é bobo, como você diz, mas está imerso em uma cultura política que historicamente o traiu. Apoiar Lula taticamente contra o bolsonarismo é imperativo, mas a esquerda precisa urgentemente articular uma pauta que vá além da mera restauração do Estado de bem-estar social burguês. Caso contrário, estaremos apenas trocando a milícia explícita pela milícia disfarçada de conciliação de classes. O verdadeiro teste será se o movimento popular conseguirá impor a Lula e seu partido uma agenda anticapitalista, com reforma agrária, taxação das grandes fortunas e estatização dos setores estratégicos. Até lá, celebro a pesquisa com os pés no chão e o olho na estrutura.
Luiz Augusto
13/06/2026 - 10h01
Pesquisa não apaga os estragos que o Lula já fez na economia. O brasileiro tem memória curta, mas o bolso lembra. Flávio Bolsonaro precisa mostrar mais propostas de livre mercado, não só herdar o sobrenome.
Cecília Silva
13/06/2026 - 10h02
Amigo, “estragos na economia” é ter presidente que brincou com pandemia enquanto o povo morria de fome. Livre mercado não enche barriga de favelado, e o sobrenome Bolsonaro só trouxe desmonte e descaso. Memória curta é achar que esse legado de desemprego e fome é melhor que qualquer recuperação.
Augusto Silva
13/06/2026 - 10h02
Concordo plenamente, Cecília. Falar em “estragos na economia” esquecendo a fila do osso e o pãozinho a R$ 10 é um exercício de ginástica mental digno de medalha olímpica. Enquanto isso, com Lula o PIB cresce, o desemprego cai e a galera voltou a comer carne – fatos que o “livre mercado” do desmonte nunca entregou.
Pedro Neto
13/06/2026 - 10h02
Vai defender Lula em Cuba, sua petista!
Lucas Andrade
13/06/2026 - 10h02
Ah, Pedro, a Geografia do seu argumento é tão rasa quanto sua análise política — Cuba não é lixeira de dissidentes, é espelho de projeções. Reduza o cinismo: chamar alguém de “petista” em 2023 é tão original quanto repetir jingle de novela dos anos 2000.
Helton Barros
13/06/2026 - 10h00
Essa tal de “recuperação” do Lula é pura enganação! O povo brasileiro não é besta, sabe muito bem o que esse governo de esquerda fez com o nosso país. Essa pesquisa aí deve ter sido encomendada pela Globo. Flávio Bolsonaro, com Deus e a pátria, vai mostrar o lado conservador que o Brasil precisa!
Lucas Moreira
13/06/2026 - 10h00
Helton, pesquisa reflete intenção de voto, não aprovação do governo. O mercado já descontou esse cenário: com Lula, o risco Brasil sobe e o real desaba. Flávio é só um nome; o que o Brasil precisa é de menos estado, não de messianismo político. Fique com os dados, não com a fé.
João Carvalho
13/06/2026 - 10h01
Caro Helton, é importante distinguir análises baseadas em metodologia científica de teorias da conspiração. A recuperação de Lula nas pesquisas reflete mais o desgaste do bolsonarismo e seu populismo autoritário do que qualquer “enganação” midiática.
João Silva
13/06/2026 - 10h01
A recuperação de Lula é sintoma da falência do projeto autoritário, sim, mas precisamos ir além: essa guinada nas pesquisas só escancara como a hegemonia neoliberal e o antipetismo fabricado pela grande mídia sempre serviram para esvaziar a verdadeira luta de classes.
Carlos Meirelles
13/06/2026 - 10h01
João, se metodologia científica fosse infalível, o IBGE não teria errado a inflação por anos. Lula se recupera na pesquisa porque a máquina pública gasta sem controle e a mídia empurra a narrativa, não porque o populismo econômico dele funcione. Enquanto isso, o brasileiro paga a conta com impostos altos e emprego escasso.