O escândalo do Banco Master ganhou um novo capítulo explosivo. Em proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro detalhou um suposto esquema de propinas ligado ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro em troca de benefícios ao Banco Master.
Segundo o documento obtido pelo UOL, Vorcaro relatou que duas empresas — Mídias Promotora Ltda e Metanoien Participação e Consultoria — teriam recebido juntas R$ 228 milhões do Banco Master entre 2023 e 2025, período em que Castro comandava o governo fluminense. Os repasses seriam parte de uma estrutura de favorecimento político relacionada aos interesses do banco no estado.
De acordo com a delação, os supostos benefícios envolveriam três frentes principais: o programa Credcesta para servidores estaduais, aportes do Rioprevidência e investimentos da Cedae em produtos financeiros ligados ao Banco Master.
A proposta de colaboração também afirma que a aproximação entre Vorcaro e o grupo político de Castro teria começado por meio de Nicola Miccione, considerado um dos principais aliados do então governador. Segundo o relato, mudanças regulatórias promovidas pelo governo estadual permitiram a expansão dos negócios do Master no mercado de crédito consignado para servidores públicos.
O caso ganha ainda mais peso porque ocorre após a Polícia Federal já ter apontado uma relação próxima entre Castro e Vorcaro. Em operação realizada em maio, investigadores afirmaram existir indícios de um “alinhamento político” e de um vínculo que teria ultrapassado o relacionamento institucional. A PF investiga aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master, que chegaram a aproximadamente R$ 3 bilhões.
As suspeitas levaram a buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça. Na decisão, foram mencionados encontros privados e viagens entre Castro e Vorcaro que estariam sendo analisados pelos investigadores.
A defesa de Cláudio Castro rejeitou as acusações e classificou as informações como “ilações mentirosas”. Em nota, os advogados afirmaram que a proposta de delação sequer foi aceita pela Procuradoria-Geral da República e que não existem provas que sustentem as acusações feitas por Vorcaro.
Um ponto importante destacado pela própria reportagem é que a delação foi devolvida anteriormente pela Polícia Federal e pela PGR por ser considerada insuficiente em diversos anexos. Investigadores entendem que parte das informações apresentadas ainda precisa ser corroborada por provas independentes.
Mesmo assim, o novo relato aumenta a pressão sobre o ex-governador e amplia o alcance político do Caso Master. O que começou como uma investigação sobre operações financeiras suspeitas do banco agora avança para supostos esquemas de influência política, investimentos bilionários de fundos públicos e possíveis pagamentos a grupos ligados ao poder estadual.
A revelação também aprofunda a crise em torno do Banco Master, que já se transformou em uma das maiores investigações financeiras e políticas do país. À medida que novas delações, documentos e quebras de sigilo surgem, cresce a pressão para esclarecer como bilhões de reais de recursos públicos e privados circularam em torno da instituição controlada por Vorcaro.


Sandra Martins
17/06/2026 - 20h02
Mais um capítulo dessa novela triste que só reforça o que a gente vê: poder e dinheiro andam de mãos dadas, independente de partido. É desanimador ver tanto recurso público desviado enquanto tanta gente passa necessidade. Espero que a justiça dos homens, ao menos dessa vez, faça o papel dela, mas descanso na certeza de que a justiça de Deus é infalível.
Ahmed El-Sayed
17/06/2026 - 20h02
Mais um capítulo dessa novela suja que só confirma o que já sabemos: onde a fé é substituída pelo culto ao dinheiro e ao poder, a corrupção vira regra. Enquanto o Estado se afasta dos princípios morais da religião, esses políticos e banqueiros se acham no direito de roubar milhões sem qualquer temor a Deus.
Eduardo Nogueira
17/06/2026 - 20h02
Concordo que falta temor a Deus, mas a verdadeira novela suja é ver os mesmos que pregam moralidade financiando essa farra com nosso suor. Enquanto isso, a esquerda aplaude bandido.
Pedro
17/06/2026 - 20h02
Ahmed, é bonito esse discurso de fé e moral, mas o que adianta ter temor a Deus se o dinheiro compra até perdão? Enquanto a gasolina tá quase R$ 7 e o IPVA não dá trégua, quem manda nesse país é o poder e o bolso, não a religião.
João Carvalho
17/06/2026 - 20h02
Ahmed, concordo que essa turma rouba sem vergonha, mas meter religião no meio é conversa fiada de quem nunca viu um político de terno ir na missa de manhã e assinar propina de tarde — o problema é caráter, falta de vergonha na cara, não falta de fé.
Rubens O Pescador
17/06/2026 - 20h01
É a mesma lavagem de sempre. Lá no meu sítio, nóis tinha carne na mesa e emprego certo no tempo do Lula, agora esses políticos do Rio tão nessa farra. Cadê a direita fofoqueira pra lembrar que o povo comia bem antes dessa turma chegar no poder?
John Marshall
17/06/2026 - 20h01
Rubens, sua nostalgia pelo Leviatã lulista ilustra bem o dilema hobbesiano: preferimos um soberano forte que garanta a carne na mesa, mesmo que o contrato social seja frágil quando a farra começa. A direita que você cobra, hoje, apenas troca o nome do cliente no mesmo velho sistema de patronagem — isso é Locke sem decoro.
Ana Rodrigues
17/06/2026 - 20h01
John Marshall, teoria política é bonita no papel, mas aqui em Curitiba a gente vê que o buraco é mais embaixo. Tanto o Lula quanto o Claudio Castro usam o mesmo discurso e a mesma máquina, no fim o que muda é o time do poder. O meu problema é que enquanto eles fazem a farra com contratos bilionários, a gasolina sobe e o aplicativo paga menos por corrida.
Carmem Souza
17/06/2026 - 20h00
Lamentável ver mais esse escândalo envolvendo figuras públicas. Como cristã, creio que a verdade sempre prevalece, mas é triste pensar no desvio de recursos que poderiam ajudar tantas famílias. Que as investigações sigam com lisura e que Deus tenha misericórdia do nosso país.
Mariana Ambiental
17/06/2026 - 20h00
Concordo que é triste, Carmem, mas a verdade precisa vir acompanhada de justiça de fato, não só de misericórdia divina. Enquanto a fé não vier junto com pressão popular para punir esses desvios, o dinheiro que devia ir para as famílias continua sumindo nos mesmos esquemas de sempre.
Adriana Silva
17/06/2026 - 20h00
Faz o L, Mariana, vai pra Cuba com esse discurso de justiça social que é puro comunismo disfarçado.
João Carlos Silva
17/06/2026 - 20h01
Adriana, deixa de lado esse mimimi político e vamos falar do que interessa: 228 milhões de reais que poderiam estar tapando buraco de asfalto ou baixando a passagem de ônibus. O resto é conversa fiada.