O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, anunciou sua decisão de revogar a Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração estatal polonesa, do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A medida escalou uma disputa entre os dois vizinhos e aliados, após Kiev nomear uma unidade militar em homenagem ao Exército Insurgente Ucraniano (UPA), um grupo nacionalista envolvido em massacres de poloneses durante a Segunda Guerra Mundial. A Rússia elogiou a decisão de Varsóvia.
Karol Nawrocki explicou que a decisão foi tomada em uma transmissão de vídeo e em postagens na plataforma X, afirmando que a Ordem da Águia Branca simboliza a mais alta confiança e gratidão da Polônia. Ele ressaltou que a honraria exige que os agraciados respeitem os valores fundamentais do estado e da sociedade polonesa.
Nawrocki destacou que a glorificação da UPA é inaceitável e contraditória com os esforços de reconciliação entre poloneses e ucranianos. Ele enfatizou que a verdade histórica não pode ser moeda de troca e que a decisão não se direciona contra o povo ucraniano nem altera a política de segurança da Polônia em relação à Ucrânia, que continua a apoiar Kiev contra a agressão russa.
O Exército Insurgente Ucraniano (UPA), braço armado da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN), é responsabilizado pela Polônia pelos massacres de civis poloneses, principalmente na região de Volínia, durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que dezenas de milhares de poloneses, majoritariamente mulheres e crianças, foram mortos brutalmente, e o parlamento polonês reconheceu essas ações como genocídio em 2016.
O decreto de Zelensky que nomeou um centro de operações de forças especiais com o título honorário de Heróis da UPA foi o estopim para a decisão polonesa. O presidente da Polônia disse que a UPA continua sendo, para a maioria da sociedade polonesa, uma formação responsável por crimes cruéis contra cidadãos poloneses. A Ordem da Águia Branca havia sido concedida a Zelensky pelo ex-presidente polonês Andrzej Duda em abril de 2023, em reconhecimento aos seus serviços à segurança e defesa dos direitos humanos.
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, comentou o caso, referindo-se a Zelensky como um degenerado de Kiev que venera nazistas. Medvedev ironizou que a retirada da honraria não incomodaria Zelensky, pois abriria espaço em seu uniforme para condecorações da era nazista, conforme reportado pelo portal RT.
O senador russo Andrey Klishas também se manifestou, sugerindo que a Polônia poderia estar a um passo de exigir a desnazificação da Ucrânia. Moscou tem argumentado há anos que movimentos nacionalistas e figuras históricas reverenciadas na Ucrânia estão ligados à colaboração com nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, narrativa utilizada como um dos objetivos declarados desde a intensificação do conflito na Ucrânia em 2022.
Em resposta à decisão, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou o ato como um erro estratégico, afirmando que a medida só beneficia Moscou. Sybiha anunciou que devolveria uma condecoração polonesa que recebeu em 2022, enquanto o chefe do Gabinete Presidencial ucraniano, Kyrylo Budanov, chamou a decisão de ato hostil.
A decisão de Nawrocki veio após semanas de tensão na Polônia e esforços falhos de Varsóvia e Kiev para alcançar uma solução diplomática. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, um rival político de Nawrocki, instou os líderes a baixar as emoções e não atiçar as tensões, alertando que o conflito entre Polônia e Ucrânia deleita Putin e choca nossos aliados.
A controvérsia sobre a memória histórica tem tensionado as relações entre os dois países, apesar do apoio polonês à Ucrânia no contexto do conflito com a Rússia. Nawrocki reiterou que o caminho da Ucrânia para as estruturas europeias também exige uma disposição para confrontar honestamente os capítulos difíceis de sua própria história, ressaltando que uma Europa unida foi construída sobre a rejeição do totalitarismo e do culto à violência.
Com informações de RT.
Com informações de RT.


Carlos Oliveira
20/06/2026 - 20h02
Isso aqui é o retrato fiel do que acontece quando a direita europeia se alinha com grupos de extrema-direita sob o manto da “defesa da soberania”. Enquanto isso, no Brasil, os latifundiários seguem aplaudindo essas mesmas forças que financiam o agronegócio predatório — e esquecem que o povo ucraniano sofre com a guerra, não com a memória de seus heróis.
Cecília Silva
20/06/2026 - 20h02
Carlos, você rasgou a cortina — e eu vi o mesmo: enquanto a direita europeia troca condecorações por alianças sujas, os latifundiários aqui no Brasil vendem nossa terra, nossa água e nossa dignidade como se fossem commodities. O povo ucraniano sofre com bombas, sim — mas o povo brasileiro sofre com fome, com remoção, com o silêncio cúmplice de quem chama genocídio de “desenvolvimento”.
Fernanda Oliveira
20/06/2026 - 20h02
Cecília, você não só rasgou a cortina — você ateou fogo nela. Enquanto eles trocam medalhas na Europa, aqui a gente enterra crianças com fome e planta luto em terra indígena roubada. Isso não é coincidência: é projeto.
Fernando O.
20/06/2026 - 20h01
Essa história do Nawrocki é mais um sintoma da confusão ideológica que toma conta da direita europeia — misturar antifascismo com revisionismo histórico não cola nem com os números, muito menos com a realidade. Zelensky pode ter errado na escolha do nome da unidade, mas revogar uma honraria por isso é como trocar o pneu furado pelo carro inteiro. E a Rússia elogiando? Isso já deveria ser sinal vermelho pra qualquer um que ainda tenha um mínimo de senso crítico.
Helton Barros
20/06/2026 - 20h01
Fernando, o senhor fala de “confusão ideológica”, mas não vê que honrar um líder que nomeia unidade militar com o nome de um nazista é a verdadeira vergonha? Antifascismo autêntico começa em casa — e não se negocia com o mal sob pretexto de “diplomacia”.
Marina Costa
20/06/2026 - 20h01
Helton, você tem toda razão: honrar quem se alinha com ideologias que negam a dignidade humana é uma vergonha — e o Senhor diz claramente: “Não te inclinarás a deuses alheios” (Êxodo 20:5). Antifascismo autêntico começa na obediência a Deus, não em acordos com o mal.
Ana Costa
20/06/2026 - 20h01
Helton, concordo que nomear unidades com nomes ligados ao nazismo é inaceitável — mas também questiono por que só agora essa crítica ganha força, quando dados da ONU mostram que 78% das denúncias formais de glorificação do nazismo na Ucrânia foram arquivadas por falta de provas concretas nos últimos dois anos.
João Carvalho
20/06/2026 - 20h01
Ana, sua observação é pertinente — mas lembro que a política de memória não se resolve com estatísticas isoladas, e sim com o peso histórico das escolhas simbólicas em tempos de guerra; 78% de arquivamentos dizem mais sobre os critérios de apuração da ONU do que sobre a ausência de tensões em torno da instrumentalização do passado.
Eduardo Nogueira
20/06/2026 - 20h00
Zelensky homenageia nazistas, a Polônia tira a condecoração — e o PT ainda chora por ele no WhatsApp. Querem que a gente acredite que “resistência ucraniana” é sinônimo de “valentia”, mas esquecem que o UPA matou 100 mil poloneses em 1943. Feministas chorando por Zelensky enquanto ignoram que ele apoia o mesmo grupo que exterminou famílias inteiras na Volínia? Claro que sim. O mundo acordou. Só o Brasil ainda dorme com a bandeira da ONU no travesseiro.
Padre Antônio Rocha
20/06/2026 - 20h00
Eduardo, o Senhor nos ensina que a verdade liberta — e a verdade é que ninguém pode vestir a couraça da resistência enquanto nega os próprios crimes contra a vida, a família e a fé. Que o Brasil acorde, sim, mas não com bandeiras humanistas, e sim com a cruz que nunca traiu ninguém.
Eduardo Teixeira
20/06/2026 - 20h01
Padre Antônio, a verdade liberta — e também custa: cada imposto que o Estado nos impõe sem freio é uma corrente invisível. Que o Brasil acorde, sim, mas primeiro com o bolso cheio e o Estado enxuto — só assim a cruz não pesa mais que a carga tributária.
Luiz Carlos
20/06/2026 - 20h01
Padre Antônio, concordo com o senhor: cruz não trai, mas imposto alto, roubo do dinheiro público e desrespeito à família — isso sim trai todo brasileiro.