O governo federal prorrogou até 31 de julho a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre querosene de aviação e biodiesel. A medida amplia por dois meses o benefício que venceria neste domingo.
A decisão busca mitigar os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis. O querosene de aviação representa uma das principais despesas das companhias aéreas, impactando diretamente o valor das passagens.
O biodiesel influencia os custos do transporte de cargas e passageiros em todo o país. A prorrogação da desoneração visa reduzir as pressões sobre os custos operacionais dos setores aéreo e rodoviário.
A desoneração do querosene de aviação foi anunciada em abril como parte de um pacote emergencial. O objetivo era conter os efeitos da escalada dos preços do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.
Empresas aéreas defendiam a manutenção da medida diante da forte alta do combustível. O governo também prorrogou o subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel para amenizar o impacto nos preços ao consumidor.
Segundo o portal Metrópoles, a decisão foi formalizada neste sábado. O impacto fiscal da renúncia não foi detalhado, mas o governo avalia que a medida compensa ao conter a inflação.
A guerra no Oriente Médio continua sendo um fator de instabilidade para o mercado global de petróleo. A prorrogação funciona como amortecedor para evitar que a volatilidade externa seja transferida integralmente ao consumidor brasileiro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota intervenções pontuais para proteger a economia nacional. A manutenção da desoneração do querosene de aviação e do subsídio ao diesel integra essa estratégia de defesa do poder de compra da população.
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