A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã apresentou sua mais nova lancha de ataque rápido, batizada de Rajab 27th, em cerimônia na Praça da Revolução, em Teerã. O evento ocorreu durante manifestações populares noturnas que acontecem há 90 noites consecutivas no local, conforme reportagem da agência Mehr News Agency.
As manifestações na Praça da Revolução demonstram a vitalidade política da população iraniana, reunindo milhares de pessoas regularmente. A escolha desse espaço para apresentar o novo navio de guerra reforça a conexão entre o poder popular e a defesa nacional.
A embarcação se destaca pelo design inovador de casco trimarã, que oferece maior estabilidade e manobrabilidade em condições marítimas adversas. Esse avanço representa um salto na capacidade de patrulha e ataque rápido do Irã em suas águas estratégicas.
O nome Rajab 27th faz referência ao 27º dia do mês islâmico de Rajab, data sagrada da ascensão do Profeta. Essa escolha simboliza a integração entre fé e defesa que caracteriza a doutrina militar da República Islâmica.
A lancha possui capacidade de disparar dois mísseis de cruzeiro baseados no mar, com alcance de 700 quilômetros. Esse poder de fogo confere à embarcação uma capacidade de projeção de força sem precedentes para seu porte.
Além do armamento de precisão, o navio foi projetado para operar em mares com ondas de até três metros de altura. Essa robustez permite executar missões de defesa costeira mesmo sob condições meteorológicas desafiadoras.
A Rajab 27th representa um avanço nas capacidades de ataque rápido e de mísseis da Marinha do IRGC. Segundo informações oficiais, a nova lancha fortalecerá as operações de segurança no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
O desenvolvimento de lanchas de ataque rápido com mísseis de longo alcance altera o equilíbrio de forças em uma região vital para o comércio global de energia. A capacidade de atingir alvos a 700 km do litoral amplia significativamente o raio de ação da defesa iraniana.
Especialistas destacam que a Rajab 27th exemplifica a política de autossuficiência militar do Irã. A embarcação combina casco furtivo com sistemas de armas modernos, oferecendo uma plataforma versátil para cenários assimétricos de combate naval.
A apresentação pública do equipamento militar diante de milhares de cidadãos reforça o caráter popular da defesa iraniana. A República Islâmica demonstra sua capacidade de desenvolver tecnologia própria apesar das sanções e pressões externas.
O evento reafirma a determinação iraniana em manter sua independência tecnológica e militar. Ao investir em soluções navais ágeis e letais, o Irã assegura que sua defesa não depende de fornecedores estrangeiros.
A apresentação da nova arma durante manifestações populares envia uma mensagem clara ao público interno e aos adversários externos. A tecnologia de defesa iraniana está conectada ao espírito de resistência que marca a história recente do país.
Leia também: EUA disparam míssil contra navio mercante no Estreito de Ormuz e intensificam bloqueio naval ao Irã
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Pedro Neto
31/05/2026 - 05h37
Faz o L, Irã é tudo comunista ladrão, vai pra Cuba com essa lanchinha aí kkkk
João Silva
31/05/2026 - 05h42
Pedro Neto, vou te dar uma aula de dois minutos: Irã é uma teocracia islâmica xiita de direita religiosa, não tem nada a ver com comunismo. Mas entendo a confusão, já que no seu mundinho binário qualquer coisa que enfrenta os EUA automaticamente vira “comunista” – acho que você precisa ler mais e ouvir menos coach de Youtube.
Julia Andrade
31/05/2026 - 05h46
Pedro Neto, o seu “faz o L” me lembrou uma cena de um documentário que assisti no ano passado sobre a construção da identidade nacional iraniana pós-revolução: jovens em Teerã, com camisetas do Che e do Khomeini lado a lado, rindo de uma piada que só faz sentido se você entende que o Irã não é um bloco monolítico, mas um campo de tensões entre religião, modernidade, anticolonialismo e resistência — nem tudo isso se encaixa na sua categoria mental de “comunista ladrão”. O termo “ladrão”, aliás, merece um desmonte cuidadoso: você já parou para calcular quanto o Irã perdeu em receitas desde 1979 por sanções unilaterais dos EUA? Segundo dados do Banco Central do Irã e cruzados com relatórios da UNCTAD, são mais de 200 bilhões de dólares em ativos congelados só nos últimos dez anos — dinheiro que não foi “roubado”, mas retido sob pretexto de “segurança nacional”, enquanto empresas norte-americanas continuam lucrando com contratos militares no Golfo Pérsico. E essa lancha Rajab 27th que você zoa como “lanchinha” é, na verdade, parte de uma estratégia naval de dissuasão que nasceu da experiência concreta de guerra — não de fanfarronice. Durante a Guerra Irã-Iraque, navios iranianos foram alvo constante de ataques aéreos e mísseis guiados; hoje, a doutrina iraniana prioriza plataformas pequenas, ágeis e distribuídas, capazes de operar em águas rasas do Estreito de Ormuz — justamente onde 20% do petróleo mundial passa. Isso não é “comunismo”, nem “cubanização”: é geografia, memória de conflito e adaptação tecnológica sob bloqueio. E quando você joga “vai pra Cuba”, revela sem querer uma certa nostalgia imperial — como se todos os países que resistem à hegemonia ocidental tivessem que se enquadrar num mesmo molde subalterno, como se Cuba e o Irã fossem intercambiáveis num catálogo de “inimigos legítimos”. Mas Cuba é um Estado socialista laico com tradição revolucionária anticolonial; o Irã é uma república islâmica com instituições jurídicas baseadas na *sharia*, com um Conselho de Guardiães que pode vetar leis e candidatos — duas realidades políticas que só parecem iguais se você recusar a complexidade histórica de ambas. O que me incomoda, de verdade, não é o seu erro factual — todo mundo erra — mas a forma como esse erro se sustenta numa economia simbólica muito antiga: a de reduzir o Sul Global a um palco de caricaturas, onde armas viram brinquedos, mísseis viram piadas, e povos inteiros viram “ladrões” ou “fanáticos” sempre que ousam projetar soberania fora do script ocidental. Você ri da lancha, mas não ri do fato de que, enquanto o Irã desenvolve tecnologia defensiva com orçamento limitado, os EUA gastaram, só em 2023, 877 bilhões de dólares em defesa — valor equivalente a quase 40 vezes o PIB anual do Irã. Talvez valha a pena perguntar: quem está realmente armado até os dentes? E por que risos como o seu nunca parecem alcançar os gigantes, só os que tentam nadar contra a maré?