Menu

Estudo genético revela que humanidade já viveu mais de 10 mil gerações

Três mulheres de diferentes idades analisam um álbum de fotos em casa. (Foto: livescience.com) Pesquisadores estimam que entre 10 mil e 12 mil gerações de humanos já existiram desde o surgimento do Homo sapiens há 300 mil anos. O geneticista populacional Matthew Hahn, da Universidade de Indiana Bloomington, explica que o cálculo depende do intervalo […]

4 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Três mulheres de diferentes idades analisam um álbum de fotos em casa. (Foto: livescience.com)

Pesquisadores estimam que entre 10 mil e 12 mil gerações de humanos já existiram desde o surgimento do Homo sapiens há 300 mil anos.

O geneticista populacional Matthew Hahn, da Universidade de Indiana Bloomington, explica que o cálculo depende do intervalo geracional, ou seja, a idade média em que os humanos têm filhos. Em estudo publicado na revista Science Advances, Hahn e sua equipe estimaram esse intervalo em 26,9 anos nos últimos 250 mil anos.

Dados genealógicos da Islândia, analisados pela empresa deCODE Genetics, indicam um intervalo geracional de 30,3 anos nos últimos três séculos. Outro estudo europeu, com dados de 1960 a 2000, encontrou média de 29,1 anos, mostrando pequenas variações conforme a época e a população.

Hahn utilizou dados de um estudo que mapeou milhões de mutações na humanidade, combinados com um modelo que mostra como a idade dos pais altera o tipo de mutação transmitida aos filhos. Ao agrupar mutações por período, foi possível estimar o intervalo geracional para diferentes épocas.

Aplicando o intervalo médio de 26,9 anos aos 300 mil anos de existência do Homo sapiens, a conta resulta em cerca de 11.152 gerações humanas. Esse número supera estimativas baseadas em intervalos mais longos, como os 30 anos do estudo islandês, que resultariam em aproximadamente 10 mil gerações.

O biólogo evolutivo Moisès Coll Macià, do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona, trabalha com uma faixa mais ampla de possibilidades. Ele sugere como limite inferior o intervalo geracional dos chimpanzés, de 24,6 anos, e como limite superior 30 anos, baseado em análise de DNA neandertal.

Com o intervalo de 24,6 anos, o número máximo de gerações humanas seria de 12.195, enquanto o limite de 30 anos resultaria em pelo menos 10 mil gerações. Independentemente da estimativa, a árvore genealógica humana é surpreendentemente extensa.

A linhagem mais longa registrada pertence ao filósofo chinês Confúcio, que viveu entre 551 a.C. e 479 a.C. Sua árvore genealógica se estende por mais de 80 gerações até os dias atuais, abrangendo quase 3 mil anos.

Os números revelam a profundidade da história humana e a complexidade da evolução genética que moldou nossa espécie. Cada geração carrega um mosaico de mutações que transformaram lentamente o Homo sapiens.

O estudo destaca que a jornada humana é composta por incontáveis capítulos, cada um com pais e filhos perpetuando a vida. A ciência agora quantifica essa imensidão com precisão crescente.

Leia mais sobre o assunto na livescience.com.


? Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Luiz Augusto

31/05/2026 - 07h51

10 mil gerações e o ser humano ainda insiste em repetir os mesmos erros políticos e econômicos. Enquanto geneticistas estudam nossa origem, a turma do “nós contra eles” perde tempo com ideologia rasteira em vez de aprender com a história. Curioso como uma notícia sobre ciência vira ringue de briga partidária nos comentários.

    Pedro Almeida

    31/05/2026 - 07h55

    Luiz Augusto, sua observação é perspicaz, mas creio que o problema não é apenas a repetição de erros, e sim que a história nunca foi devidamente ensinada ao povo. Se conhecessem a dialética hegeliana, saberiam que o “nós contra eles” é a ferramenta retórica das classes dominantes para ocultar o verdadeiro conflito: o de classe.

Capitão Tavares ??

31/05/2026 - 07h43

10 mil gerações e o Brasil nunca esteve tão afundado na mão de vermelhos. Enquanto os cientistas brincam de contar DNA, o país é destruído por corruptos e comunistas. Já passou da hora das Forças Armadas intercederem e colocarem ordem nessa bagunça.

    Lucas Gomes

    31/05/2026 - 07h48

    Capitão Tavares, seu discurso ignora que a verdadeira destruição do Brasil é obra do capitalismo predatório e do agronegócio que vocês tanto defendem. Enquanto cientistas buscam entender nossa ancestralidade, são as elites que lucram com desmatamento e grilagem que realmente afundam o país — e intervenção militar nunca salvou floresta nem povo indígena.


Leia mais

Recentes

Recentes