A desistência do ex-governador Cláudio Castro da disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro abriu uma batalha nos bastidores do PL. Dois deputados federais mobilizam apoios para ocupar a vaga na chapa de 2026.
O deputado federal Carlos Jordy avalia ter um trunfo concreto para se diferenciar na disputa interna. Ele reforça, em conversas com lideranças do PL e de siglas aliadas, que sempre foi crítico de Castro e figura entre os autores do pedido de criação da CPMI do Master na Câmara.
Seu principal adversário é o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. Ambos buscam respaldo junto a dirigentes do partido e da base aliada para consolidar suas candidaturas ao Senado.
A aposta de Jordy está na percepção de que sua ligação com a CPMI ajuda a descolar sua imagem da gestão de Castro. A relação do ex-governador com o banqueiro Daniel Vorcaro é o centro das investigações da Polícia Federal.
O parlamentar argumenta que sua postura como investigador do caso representa blindagem contra críticas na campanha. Para Jordy, esse protagonismo contribui para a limpeza do palanque do PL no Rio de Janeiro.
O Caso Master ganhou força com a intensificação das ações da PF. A segunda operação, realizada no fim de maio, levou Castro a retirar seu nome da disputa eleitoral.
A movimentação de Jordy e Sóstenes ocorre enquanto o PL reorganiza sua estratégia no Rio de Janeiro. O estado é considerado vital para as pretensões do partido no Senado.
Jordy argumenta que sua independência em relação ao governo Castro o posiciona como nome competitivo. Ele avalia que consegue transitar entre diferentes alas do partido sem carregar o ônus das investigações.
Sóstenes Cavalcante aposta no peso institucional de seu cargo para angariar apoios. A disputa reflete uma divisão interna do PL no Rio de Janeiro após a saída de Castro.
A decisão final caberá à cúpula nacional do PL. O nome escolhido será anunciado antes do início oficial da campanha para garantir a reorganização da chapa majoritária.
Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.
Leia também: Kajuru desmonta Flávio Bolsonaro na tribuna e expõe farsa sobre CPMI do Banco Master
? Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Padre Antônio Rocha
31/05/2026 - 08h30
É animador ver um deputado como Jordy usando a CPMI para expor as falcatruas do sistema, mas essa briga interna no PL me soa como mais um teatro de vaidades. Enquanto isso, a ideologia de gênero avança nas escolas e a família tradicional é atacada — cadê a prioridade? Se ele for mesmo para o Senado, espero que coloque Deus e a moral cristã acima dessas disputas mesquinhas.
Célia Carmo
31/05/2026 - 08h31
Sua “moral cristã” é só cortina de fumaça pra manter pobre na miséria enquanto patrão lucra, #MenosBíbliaMaisJustiçaSocial!
Eduardo Nogueira
31/05/2026 - 08h16
Jordy pelo menos enfrenta o sistema, diferente desse bando de progressista que chora pelo desmatamento enquanto defende pauta identitária. Mas é mole? Enquanto vocês tão preocupados com Amazônia, o Jordan tá no ataque contra a esquerda. #CPMIMasterVaiMostrar
Caio Vieira
31/05/2026 - 08h22
Caro Eduardo, sua leitura reproduz a velha dicotomia gramsciana entre o “econômico-corporativo” e a “hegemonia” — mas Jordy, ao instrumentalizar a CPMI como trunfo faccioso, longe de enfrentar o establishment, apenas rearranja as peças do tabuleiro do capital sem questionar a lógica predatória que une desmatamento e pauta identitária como faces da mesma moeda ideológica.
Ana Karine Xavante
31/05/2026 - 08h26
Eduardo, você repete uma dicotomia falsa que já cansei de ouvir de quem nunca pisou numa aldeia: que existe uma briga entre “pauta identitária” e luta ambiental. No território indígena, Eduardo, a floresta em pé é condição material da nossa existência, e nossa existência é condição da floresta em pé. Defender demarcação, cosmologia, língua e modos de vida não é “identitarismo” descolado da economia política do desmatamento — é a forma concreta como a gente enfrenta o mesmo sistema que o Jordy representa. Enquanto ele posa de anti-establishment, o partido dele votou contra o veto que protegia a saída de minérios de terras indígenas e sustenta o marco temporal que inviabiliza nossa sobrevivência física e cultural. Não tem “enfrentamento do sistema” que comece com a bancada da bala e do agro.
Jordy pode até usar a CPMI como trunfo na briga interna do PL, mas isso é rearrumação de cadeiras no mesmo auditório. O “sistema” que ele supostamente enfrenta é o mesmo que lhe dá palanque, financiamento de campanha e acesso à tribuna. Enquanto isso, nas minhas terras, o que chega não é enfrentamento — é garimpo ilegal, grileiro armado e promessa de asfaltamento que nunca vem acompanhada de consulta prévia. A verdadeira briga não é entre “esquerda identitária” e “direita que enfrenta o sistema”. A briga real é entre quem quer manter a floresta de pé com os povos que sempre a guardaram e quem quer transformar tudo em pasto, mina e boi pra exportar commodity, independente de usar discurso conservador ou liberal.
E não, a Amazônia não é só uma “pauta” que a gente “chora” — é o corpo dos meus ancestrais, o chão onde minhas crianças aprendem a ler o céu e a água. Reduzir a luta ambiental a mimimi é um truque retórico velho, de quem precisa deslegitimar o conhecimento indígena pra justificar a exploração. Se Jordy realmente enfrentasse o sistema, começaria explicando pro próprio partido por que terras indígenas são barreira contra o colapso climático — mas isso ele não faz, porque aí o trunfo perderia a serventia. Fica a dica: enquanto vocês medem forças entre PL e esquerda pra ver quem ocupa a cadeira do Senado, a gente segue segurando o planeta em pé com as mãos, sem hashtag que pague.
Evelyn Olavo
31/05/2026 - 08h09
Mais um fantoche do establishment querendo se promover em cima de factóide. O Jordy acha que essa CPMI é trunfo, mas é só cortina de fumaça pra esconder a verdadeira geopolítica plana que eles juram que não existe. Enquanto isso, o povo segue achando que terra é globo e que o sistema é justo.
Lucas Gomes
31/05/2026 - 08h14
Enquanto você se perde em teorias da conspiração que desviam o foco do desmatamento real na Amazônia e da exploração capitalista dos recursos naturais, o PL usa a CPMI como palanque para blindar grileiros e ruralistas que cercam terras indígenas.