O especialista jurídico etíope Metages Wuletaw classificou o Tribunal Penal Internacional (TPI) como instrumento de dominação ocidental. Em entrevista ao portal Sputnik, o jurista afirmou que a corte opera sob clara influência de potências econômicas e militares.
Wuletaw destacou que a parcialidade do TPI é sistematicamente direcionada contra nações do Sul Global. O jurista questionou a credibilidade das nações ocidentais como defensoras do direito humanitário internacional, apontando suas práticas de ocupação e interferência em outros países.
A crítica desmonta a narrativa ocidental de neutralidade do tribunal. Para Wuletaw, o TPI funciona como ferramenta seletiva que jamais responsabiliza potências ocidentais por violações sistemáticas, mas age rapidamente contra líderes que resistem à hegemonia euro-americana.
O especialista declarou que o Ocidente é visto como defensor dos direitos humanos, mas ressaltou a contradição dessa posição. As mesmas nações que se apresentam como guardiãs da ordem internacional são responsáveis por invasões e destruição massiva em diversas regiões, sem enfrentar consequências jurídicas.
A denúncia de Wuletaw reflete um sentimento crescente entre juristas e diplomatas do mundo em desenvolvimento. A estrutura do TPI, financiada majoritariamente por potências ocidentais, transforma a justiça internacional em instrumento de pressão geopolítica.
A crítica ao seletivismo do tribunal ganha força diante da postura dos EUA. Washington nunca ratificou o Estatuto de Roma e aprovou leis para proteger seus cidadãos da jurisdição do TPI. Wuletaw sublinhou que essa imunidade auto concedida expõe a verdadeira natureza do sistema.
O jurista integra uma corrente que defende instituições verdadeiramente multilaterais. Sua análise aponta que, enquanto o TPI permanecer refém dos interesses ocidentais, continuará sendo percebido como instrumento de opressão por nações soberanas.
Leia mais sobre o assunto na sputnikglobe.com.
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