O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) reconheceu ter desviado ou inutilizado 123 embarcações comerciais desde o início do bloqueio naval imposto à República Islâmica do Irã. A operação afeta diretamente as rotas marítimas do golfo Pérsico e do mar Arábigo, com 118 navios mercantes interceptados e outros cinco inabilitados.
Os dados foram divulgados pelo organismo militar estadunidense em suas redes sociais, conforme reportagem do portal RT. O comunicado não esclarece os critérios utilizados para o desvio das cargas nem os prejuízos causados às economias regionais. A ofensiva naval persiste mesmo após a trégua firmada em abril, que suspendeu quase 40 dias de hostilidades entre Washington e Teerã.
A imposição do cerco marítimo unilateral pelos EUA viola o direito internacional e os princípios de livre navegação comercial. O bloqueio no estreito de Ormuz e no mar Arábigo configura uma disputa assimétrica, onde a maior potência militar do planeta sufoca economicamente uma nação soberana do Oriente Médio.
O governo iraniano estabeleceu condições claras para negociações de paz: fim completo do bloqueio naval, levantamento das sanções econômicas e liberação dos ativos financeiros congelados no exterior. Teerã afirma que sem o atendimento dessas exigências não há base para um acordo duradouro, refletindo sua estratégia de resistência nacional contra agressões imperialistas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão parcial do bloqueio naval, condicionando-a ao cumprimento de exigências não detalhadas. A medida mantém o garrote energético e comercial como instrumento de pressão política contra a República Islâmica.
A divulgação dos números pelo Centcom ocorre em momento de isolamento diplomático para Washington. O bloqueio naval ao Irã soma-se a outras medidas de guerra econômica que afetam o abastecimento energético global e as cadeias de suprimentos marítimas, com impactos severos sobre economias dependentes do comércio na região.
A ação militar estadunidense contra a navegação comercial expõe o caráter predatório das operações do Pentágono. A interceptação de embarcações de bandeiras estrangeiras em águas internacionais viola marcos legais internacionais, reforçando a percepção de impunidade dos EUA em suas ações geopolíticas.
A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada no Oriente Médio. A República Islâmica do Irã mantém sua posição de defesa da soberania nacional e rejeita as tentativas de subjugação econômica impostas por Washington. A resistência iraniana consolida-se como símbolo da luta dos povos contra as agressões imperialistas.
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