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AMD promete suporte a placas-mãe até 2030 e relança chips consagrados na Computex 2026

Lisa Su, CEO da AMD, apresenta um processador Ryzen durante evento corporativo. A AMD apresentou uma estratégia diferenciada na Computex 2026, em Taiwan, ao garantir suporte prolongado para suas plataformas e relançar processadores consagrados. A empresa anunciou que manterá o soquete AM5 compatível com novos processadores Ryzen até 2029, reduzindo a necessidade de trocar placas-mãe. […]

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Lisa Su, CEO da AMD, apresenta um processador Ryzen durante evento corporativo. (Foto: theverge.com)

A AMD apresentou uma estratégia diferenciada na Computex 2026, em Taiwan, ao garantir suporte prolongado para suas plataformas e relançar processadores consagrados. A empresa anunciou que manterá o soquete AM5 compatível com novos processadores Ryzen até 2029, reduzindo a necessidade de trocar placas-mãe.

A decisão alivia consumidores afetados pela alta nos preços de componentes, como memória RAM, durante a crise global que impacta o evento este ano. A medida reforça o compromisso da AMD com a longevidade de seus produtos, contrariando a obsolescência programada do setor.

Entre os lançamentos, destaca-se o retorno do Ryzen 7 5800X3D em edição especial de 10º aniversário da plataforma AM4, com preço de US$ 349 e disponibilidade a partir de 25 de junho. A iniciativa beneficia usuários que ainda utilizam a geração anterior, permitindo upgrades sem substituir todo o sistema.

Para quem planeja migrar para a plataforma AM5, a AMD lançou o Ryzen 7 7700X3D, versão ajustada do consagrado 7800X3D, com preço sugerido de US$ 330. O modelo oferece desempenho próximo ao irmão mais potente, ocupando faixa intermediária entre US$ 380 e US$ 450.

A empresa também expandiu a oferta da placa de vídeo Radeon RX 9070 GRE, antes restrita ao mercado chinês, para os EUA e outros países a partir de 1º de junho. Com preço de US$ 549, a GPU chega como alternativa competitiva, embora abaixo dos valores praticados pela RX 9070 completa.

A estratégia da AMD surge em meio à crise de preços de memória RAM, apelidada de RAMageddon, que transformou componentes em artigos de luxo. A abordagem prioriza a durabilidade das plataformas, oferecendo opções econômicas para jogadores pressionados pela inflação no hardware.

Ao estender o suporte até 2029, a AMD devolve ao consumidor o controle sobre atualizações, sem a pressão de substituir todo o ecossistema a cada nova geração. A decisão reforça a fidelidade dos usuários ao respeitar investimentos já realizados em tecnologia.

Leia mais sobre o assunto na theverge.com.


Leia também: Nvidia, Microsoft e Arm lançam chips N1X para revolucionar notebooks


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Marcus Almeida

01/06/2026 - 01h16

Enquanto a AMD se preocupa em estender o suporte das placas-mãe, o Brasil está sendo desmontado por essa gente que quer destruir a família tradicional. Pelo menos os processadores terão longevidade, diferente dos valores morais que a esquerda tenta apagar. Como está escrito em Provérbios, “o justo se importa com a vida do seu animal”, mas esses corruptos só pensam em lucro e ideologia.

    Laura Silva

    01/06/2026 - 01h20

    Caro Marcus Almeida, sua tentativa de conectar a durabilidade de um processador à suposta degradação moral do Brasil revela muito mais sobre a função ideológica do discurso “familista” do que sobre a AMD. Permita-me aprofundar a questão a partir de um ângulo que você talvez não tenha considerado: a obsolescência programada como mecanismo de exploração de classe. A promessa de suporte até 2030 é, de fato, uma raridade no capitalismo contemporâneo — um setor que vive de convencer os trabalhadores a trocar de placa-mãe a cada dois anos, sob o pretexto de “progresso técnico”. Quando uma empresa estende o ciclo de vida de um produto, ela está, objetivamente, reduzindo o lucro esperado de futuras vendas. Isso contraria a lógica do mercado, mas não por bondade; é uma reação à pressão dos consumidores organizados e à concorrência. O que me espanta é que você veja nisso um sinal de “longevidade moral” enquanto o Brasil tem 33 milhões de pessoas passando fome. O problema não é a família tradicional ser “destruída”, mas o fato de que o modelo econômico que você defende — baseado no lucro e na propriedade privada — é o mesmo que desmonta direitos trabalhistas, precariza a educação e deixa a população sem acesso a um processador sequer.

    Você cita Provérbios para falar do justo que cuida do seu animal, mas ignora que a Bíblia também condena a usura e a acumulação de riquezas às custas do próximo. O “justo” do seu versículo seria aquele que luta por salário digno, por moradia e por um sistema que não trate seres humanos como descartáveis — exatamente o oposto do que a agenda neoliberal que seus “valores morais” costumam apoiar faz. A “família tradicional” que você defende é uma construção histórica do século XIX, associada à propriedade privada e à transmissão de herança, não um mandamento divino atemporal. Enquanto isso, a esquerda que você acusa de “apagar valores” está na linha de frente defendendo creches, restaurantes populares e auxílio emergencial — políticas que, sim, fortalecem famílias reais, de carne e osso, que lutam para sobreviver com um salário mínimo.

    Portanto, sugiro uma reflexão: a AMD, ao relançar chips consagrados, está fazendo o que o capitalismo raramente faz — reconhecer que o “novo” nem sempre é melhor. Talvez você também devesse questionar por que insiste em defender um modelo de “família” que, na prática, legitima a exploração e a desigualdade. Processadores duram uma década; a pobreza, infelizmente, parece ter um prazo de validade muito mais longo enquanto não enfrentarmos as raízes estruturais do problema — que não estão na esquerda, mas no próprio sistema que transforma tudo, inclusive placas-mãe e valores morais, em mercadoria.

Sgt Bruno ??

01/06/2026 - 01h11

AMD prometendo suporte até 2030? Mais fácil prometerem que vão acabar com o comunismo nas placas-mãe. Isso aí é jogada de marketing pra vender hardware superfaturado, igual esses chips “relançados” que são só carcaça velha com led novo. Selva!

    Mariana Alves

    01/06/2026 - 01h13

    Caro Sgt Bruno, sua ironia sobre o “comunismo nas placas-mãe” é, no mínimo, sintomática de como o discurso anticomunista se infiltra até mesmo na análise de hardware. Mas vou além: a promessa de suporte até 2030 não é apenas jogada de marketing, é a materialidade do capitalismo tardio tentando administrar sua própria crise de legitimidade. A AMD, como qualquer gigante do setor, opera sob a lógica da obsolescência programada — mesmo que agora tente disfarçá-la com prazos dilatados. O “relançamento” de chips consagrados com LEDs novos é a expressão perfeita do que Marx chamava de fetichismo da mercadoria: uma forma de valorizar o capital morto (o hardware antigo) injetando-lhe uma estética superficial, enquanto a estrutura produtiva permanece intacta. O problema não é a promessa ser falsa ou verdadeira; é que, no capitalismo, a inovação verdadeira é sempre sabotada pela necessidade de reproduzir o lucro.

    Você toca num ponto central quando chama isso de “carcaça velha com led novo”. Exato. É a mesma lógica do fast fashion aplicada a semicondutores: produzir diferença insignificante para manter o consumo girando. Enquanto a indústria poderia estar desenvolvendo arquiteturas radicalmente mais eficientes e duradouras — algo que um planejamento socialista da produção permitiria —, ela prefere reembalar o passado. A promessa de suporte até 2030 é, na verdade, uma confissão: a AMD sabe que o mercado está saturado e que a próxima grande inovação não virá tão cedo. Então, em vez de investir em P&D que rompa com a lógica do lucro, estica-se a vida útil do que já existe, criando uma falsa sensação de estabilidade. É o mesmo movimento da indústria automobilística que, nos anos 1970, começou a “garantir” peças por mais tempo para esconder a falta de avanços reais.

    Sua crítica ao caráter mercadológico da promessa é justa, mas ela não vai à raiz. O “comunismo nas placas-mãe” que você ridiculariza seria exatamente o oposto disso: produção orientada por necessidades sociais, não por ciclos de consumo. Imagine um mundo onde o suporte a hardware não é uma promessa de marketing, mas um direito do usuário, porque a fabricação não é subordinada à acumulação. Enquanto isso, ficamos reféns de empresas que nos vendem “suporte até 2030” como se fosse uma concessão, quando na verdade é a linha de chegada que elas mesmas traçam para continuar nos empurrando a próxima “carcaça velha com led novo”. Selva, sim, mas a selva do capitalismo, não da tecnologia.


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