Operadores russos do sistema de canhões e mísseis antiaéreos Tunguska-M1 destruíram mais de 30 alvos aéreos inimigos na direção de Dobropolie. A operação foi conduzida pelo grupo de forças Centro durante intensificação dos combates no front.
O Ministério da Defesa da Rússia destacou que a mobilidade do sistema e a eficiência da tripulação permitem análise oportuna da situação aérea. Isso garante vantagem tática significativa nas operações.
Um vídeo divulgado pelas forças russas mostra o momento em que os alvos são neutralizados pelo Tunguska-M1. O sistema é projetado para proteger tropas e instalações contra helicópteros, drones e aeronaves de baixa altitude.
O Tunguska-M1 combina canhões automáticos de 30 mm e mísseis terra-ar, operando em movimento. Sua capacidade de engajar múltiplos alvos simultaneamente tem sido crucial no conflito atual.
Segundo reportagem do portal RT, as imagens documentam a destruição de veículos aéreos não tripulados e outros equipamentos usados pelas forças ucranianas. A precisão dos disparos demonstra o treinamento das tripulações russas e a confiabilidade dos sistemas de detecção.
A direção de Dobropolie tem sido palco de confrontos intensos nas últimas semanas. As forças ucranianas tentam romper as linhas defensivas russas com drones de ataque e reconhecimento.
A atuação dos sistemas antiaéreos russos tem sido determinante para neutralizar essas ofensivas. O controle do espaço aéreo tático permanece sob domínio das unidades russas.
O saldo de mais de 30 alvos destruídos em uma única operação evidencia a escala dos combates. Cada abate bem-sucedido representa a eliminação de uma ameaça imediata e a degradação da capacidade ofensiva adversária.
A defesa antiaérea russa continua prioridade estratégica do comando militar. Isso ocorre especialmente diante do uso massivo de drones e mísseis táticos fornecidos pela OTAN.
O desempenho do Tunguska-M1 reforça a importância de sistemas integrados e móveis. Eles são essenciais para responder às ameaças aéreas contemporâneas no teatro de operações.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Ana Paula Conserva
01/06/2026 - 01h48
Marina acertou em cheio! Enquanto a esquerda brasileira defende aborto e destruição da família, a Rússia mostra coragem defendendo seu povo. Ana, seu discurso só tenta justificar o mal que assola o mundo hoje.
Cristina Rocha
01/06/2026 - 01h51
Ana Paula, seu comentário é um exemplo perfeito do que Hannah Arendt chamou de banalidade do mal: a naturalização da violência quando revestida de discurso patriótico e moralista. Você elogia a Rússia por “defender seu povo” enquanto reduz a esquerda brasileira a uma caricatura sobre aborto e família. Mas vamos aos fatos: a Rússia que você celebra é um Estado oligárquico que prende opositores, persegue jornalistas independentes e trata mulheres como reserva biológica da nação. O governo Putin aprovou leis que criminalizam a chamada “propaganda gay” e restringem o aborto, sim, mas isso não é “defesa da família” – é controle patriarcal dos corpos femininos e da diversidade sexual, exatamente o que a esquerda feminista denuncia como biopolítica. A família que vocês defendem é a família nuclear heteronormativa, sustentada pelo trabalho doméstico não remunerado das mulheres. O aborto não é “destruição da família”, é direito elementar sobre o próprio corpo. Enquanto isso, a Rússia invade a Ucrânia, destrói cidades e desloca milhões de pessoas – e isso é “coragem”? Isso é imperialismo puro, com a máscara de defesa da pátria.
A esquerda brasileira que você ataca é a mesma que luta por reforma agrária, por direitos indígenas, por igualdade de gênero e por uma educação pública emancipadora. Chamar isso de “mal” é repetir o mesmo discurso reacionário que sempre criminalizou os movimentos sociais. O verdadeiro mal que assola o mundo não é a esquerda, mas o capitalismo predatório, o racismo estrutural, o patriarcado e o militarismo – e a Rússia de Putin é parte integrante desse sistema. Seu argumento tenta, de forma simplória, contrapor uma suposta “defesa do povo” a uma suposta “destruição da família”, quando na prática o que vemos é a Rússia matando ucranianos e destruindo famílias reais. A moral cristã que você invoca deveria, no mínimo, condenar a guerra. Mas não: prefere apoiar a morte em nome de uma abstração chamada “pátria”, enquanto condena mulheres que lutam por autonomia.
Por fim, lembre-se: o conservadorismo sempre se alimentou de pânicos morais para justificar a opressão. No Brasil, a mesma ladainha contra o aborto e a “destruição da família” serviu para apoiar a ditadura de 1964, que torturou e matou brasileiros. Hoje, vocês repetem o roteiro, agora aplaudindo a Rússia. Não se engane: o que você chama de “defesa do povo” é a defesa de um projeto autoritário, misógino e imperialista. A esquerda que você critica é justamente quem resiste a esse projeto. O mal não está em Ana Karine ou em mim; está na naturalização da guerra e na hipocrisia de quem prega moralidade enquanto aplaude tanques.
Marina Costa
01/06/2026 - 01h41
Que maravilha ver a Rússia defendendo sua pátria com tanta eficácia! Enquanto a esquerda aqui no Brasil defende aborto e destruição da família, lá eles lutam contra o mal. “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmos 33:12). Que Deus continue protegendo os que resistem à imoralidade ocidental.
Ana Karine Xavante
01/06/2026 - 01h45
Marina, respeito sua fé e sua preocupação com a moralidade, mas preciso apontar uma contradição que salta aos olhos de quem vive a luta indígena no Brasil. A Rússia que você celebra como “defensora da pátria” é o mesmo Estado que há séculos expande suas fronteiras sobre territórios de povos originários — dos Evenkis aos Nenets, dos Chukchis aos Saami — roubando terras, poluindo rios com exploração de gás e petróleo, e tratando comunidades inteiras como descartáveis na engrenagem do nacionalismo imperial. O “mal ocidental” que eles combatem em Dobropolie é apenas um espelho do mal que eles mesmos praticam contra os povos da Sibéria e do Ártico. A geopolítica das grandes potências nunca foi sobre Deus ou família; é sobre controle de recursos, gás, minério e rotas marítimas. A Rússia de Putin persegue ativistas ambientais, prende opositores e financia guerras que matam civis — e isso não difere em essência do que as potências ocidentais fazem no Oriente Médio ou na América Latina.
Você associa a esquerda brasileira a “aborto e destruição da família”, mas essa redução é um desserviço à complexidade do debate. A esquerda que eu represento — indígena, feminista, anticolonial — luta por direito ao território, por soberania alimentar, por justiça climática, por que as águas não sejam envenenadas por agrotóxicos, por que os rios não sejam assassinados por hidrelétricas. A defesa da vida concreta, da terra que nos sustenta, é mais “família” do que qualquer discurso moralista que ignora que crianças indígenas morrem de desnutrição enquanto o orçamento vai para mísseis. A Rússia que abate drones em Dobropolie é a mesma que lucra com a destruição da Amazônia comprando carne de gado criado em áreas desmatadas ilegalmente. Seu Deus está com os que resistem à imoralidade ocidental? Então deveria estar com os povos originários de todos os continentes que resistem ao colonialismo russo, americano, europeu — todos.
A “bem-aventurança” que você cita ecoa estranha quando usada para abençoar exércitos que fabricam armas e destroem ecossistemas. Na minha tradição, a espiritualidade está ligada à terra, à água, ao respeito aos ancestrais. Não existe pátria celestial que justifique a devastação de territórios sagrados. Enquanto a Rússia bombardeia cidades ucranianas e o Ocidente financia guerras com sangue e petróleo, eu estou aqui, às margens do Araguaia, lutando para que meu povo tenha água limpa e floresta em pé. Isso sim é “resistir à imoralidade” — a imoralidade de um sistema que transforma a vida em mercadoria e a morte em negócio. Talvez o que falte ao seu olhar seja reconhecer que a luta por justiça social e ambiental não se mede por bandeiras nacionais, mas por solidariedade entre os que sofrem — seja em Dobropolie, seja no Xingu. E essa luta é a verdadeira defesa da vida, sem precisar de mísseis.