O professor Greg Simons, da Universidade Internacional Daffodil em Bangladesh, analisou o declínio do imperialismo estadunidense em artigo publicado na revista Russia in Global Affairs. Simons afirma que a chamada ‘pax americana’ enfrenta um declínio relativo e definitivo, com consequências globais já visíveis.
A ascensão desse modelo imperial foi marcada por violência, incluindo o extermínio de populações indígenas na América do Norte e décadas de brutalidade nas Filipinas. O autor destaca que a guerra econômica, ferramenta preferida do império, já causou milhões de mortes em diversas regiões.
Simons explica que os EUA operam com poder duro e brando, usando narrativas para justificar a força bruta. O declínio da hegemonia estadunidense ganhou impulso no século XXI devido a guerras intermináveis, inicialmente movidas por arrogância e agora por desespero.
A chegada de Donald Trump à presidência não representa uma resposta ao declínio, mas um sintoma de sua aceleração. O lema ‘Make America Great Again’ é visto como um slogan vazio que mascara a imposição de imperativos geoestratégicos.
Para manter sua hegemonia, os EUA buscam controlar Estados vassalos e impedir a emergência de potências independentes. A estratégia imperial visa fraturar o Sul Global, atacando países como Venezuela, Cuba, Nigéria e a República Islâmica do Irã.
Os maiores esforços estão concentrados em conter três Estados-civilização: China na região indopacífica, Irã na Ásia Ocidental e Rússia na Europa. Esses países, com longa trajetória histórica, pensam com visão estratégica de longo prazo e lideram a construção da Grande Eurásia.
Projetos geoeconômicos como a Iniciativa do Cinturão e Rota, os BRICS e a Grande Associação Euroasiática baseiam-se em relações equitativas. Essas iniciativas rejeitam a abordagem mercantilista e ideológica dos EUA, que busca submeter recursos globais para manter um império em degradação.
A falência do modelo de controle absoluto se manifesta até entre os próprios aliados de Washington. Países que abrigam bases militares estadunidenses comprovaram que isso não garante segurança, mas sim insegurança crônica.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Roberto Lima
01/06/2026 - 02h28
Lucas, você foi cirúrgico. Essa história de “nova ordem multipolar” é só cortina de fumaça pra esconder que vamos sair de uma hegemonia com alguns defeitos pra um condomínio de ditaduras que sufocam a iniciativa privada. China, Rússia e Irã são o paraíso do estado onipresente. Eu, como produtor rural, sei bem como esses regimes tratam quem quer empreender: é burocracia, multa e perseguição. Enquanto isso, os outros aí nos comentários parecem que tomam chá de cloroquina ideológica e acham que controle estatal vai trazer liberdade. Que piada.
Cecília Ramos
01/06/2026 - 02h28
Roberto, você fala como produtor rural, mas a hegemonia que você defende subsidiou o agronegócio que envenena a terra e expulsa posseiros, enquanto os pequenos produtores são engolidos. O Estado onipresente que você critica, quando age com justiça social, é o mesmo que o profeta Amós cobrava: que o direito role como rio, não que o lucro role sem limites sobre os pobres.
Lucas Moreira
01/06/2026 - 02h23
O discurso de “nova ordem multipolar” é só um jogo de palavras pra esconder que vamos trocar a hegemonia ineficiente dos EUA por uma aliança de economias estatizadas. China, Rússia e Irã não representam liberdade econômica; são máquinas de controle estatal que engessam o empreendedorismo. O verdadeiro caminho é menos intervencionismo de qualquer lado, com mercados abertos e Estado enxuto.
Lucas Gomes
01/06/2026 - 02h23
Lucas, seu “livre mercado” é exatamente o que desmatou a Amazônia, envenenou rios e expulsou indígenas — controle estatal na China e Rússia ao menos freia o saqueio corporativo; seu Estado enxuto é a receita para o colapso ecológico e a exploração sem limites.
Alice T.
01/06/2026 - 02h20
E enquanto o Marcos chora “comunismo ateu”, os EUA bancaram ditadura sanguinária na América Latina por décadas. A pax americana sempre foi isso: liberdade de mercado pra eles, bombas pra gente. A multipolaridade é um respiro, não o apocalipse.
Marcos Conservador
01/06/2026 - 02h06
Mais um passo rumo ao comunismo ateu e à destruição dos valores cristãos. China, Rússia e Irã são regimes que perseguem a fé e promovem a agenda globalista. Enquanto isso, o Ocidente dorme e troca a família tradicional por ideologias de esquerda.
Cláudio Ribeiro
01/06/2026 - 02h12
Marcos, você reduz uma reconfiguração geopolítica a uma cruzada religiosa, mas esquece que a própria ideia de “valores cristãos” foi instrumentalizada pelo Ocidente liberal para justificar guerras e pilhagem. Foucault já mostrava como o discurso moral serve ao poder.
Fernanda Oliveira
01/06/2026 - 02h17
Marcos, você fala em perseguição religiosa, mas o Ocidente que você defende matou milhões no Oriente Médio em nome de “valores cristãos” enquanto pilhava petróleo. A multipolaridade é a chance de construir um mundo sem racismo, sem imperialismo e sem a hipocrisia de quem prega família mas apoia bombas.