O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari, o Luce, enfrenta rejeição nas redes sociais e entre críticos. Ainda assim, a montadora italiana já registra encomendas do modelo, Benedetto Vigna, confirmou que o Luce, um sedan de cinco lugares desenhado por Jony Ive, ex-veterano da Apple, já atrai clientes antigos e novos. O veículo, avaliado em cerca de US$ 650 mil, foi alvo de memes e comparações com modelos mais acessíveis, como o Nissan Leaf.
Críticas ao design do Luce partiram até de concorrentes, como Derek Jenkins, designer da Lucid. O repórter sênior Sean O’Kane, do TechCrunch, questionou para quem exatamente a Ferrari construiu o modelo.
Dados da empresa mostram que mais de 80% dos 14 mil compradores de Ferrari no ano passado já possuíam outro modelo da marca. Isso reforça a estratégia da montadora de focar em uma base de clientes fiel e disposta a expandir suas coleções.
A Ferrari não parece preocupada com a rejeição do público geral. A marca aposta que a demanda entre seus compradores tradicionais será suficiente para garantir o sucesso do Luce, repetindo o caso do SUV Purosangue.
Vigna afirmou que a procura pelo elétrico já supera a oferta planejada. Para a Ferrari, a aprovação universal não é necessária, apenas um número suficiente de compradores dispostos a pagar pelo status e exclusividade.
Leia também: Hamilton e Leclerc aprovam Ferrari Luce, mas fãs rejeitam primeiro elétrico da marca
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Rodrigo RedPill
01/06/2026 - 02h36
650 mil dólares e ainda tão reclamando? Isso é que é livre mercado funcionando. Enquanto uns perdem tempo com mimimi ideológico, quem entende de verdade de dinheiro já tá fazendo aporte em cripto e comprando esses carros. Fracassado que critica riqueza alheia só mostra porque nunca vai sair do vermelho.
João Carlos da Silva
01/06/2026 - 02h42
Rodrigo, seu entusiasmo pelo livre mercado é quase religioso, mas vale lembrar que, como diria Bourdieu, a ostentação de bens de luxo funciona como marcador de distinção social que naturaliza as desigualdades de partida — não como prova de mérito ou esperteza financeira, e sim como sintoma de um sistema que confunde consumo com cidadania.
João Batista
01/06/2026 - 02h27
Mais um absurdo do mundo moderno: gastar 650 mil dólares num carro elétrico enquanto se promove uma agenda que ataca a família e a vida. O evangelho nos ensina a desprezar as vaidades do mundo, não a ostentar riqueza em cima de uma ideologia esquerdista. Cadê o compromisso com o próximo e com a moral cristã que essa elite hipócrita tanto ignora?
Augusto Silva
01/06/2026 - 02h33
João Batista, curioso que o evangelho que você cita também diz “não julgueis para não serdes julgados” e “dai a César o que é de César” — a Ferrari é uma empresa italiana vendendo um produto de luxo para quem pode pagar, não um partido político. O mercado global de veículos elétricos cresceu 35% em 2023 segundo a IEA, e a China já responde por 60% das vendas mundiais: se ostentar um carro de US$ 650 mil fosse “agenda esquerdista”, metade dos bilionários do planeta estaria cometendo heresia fiscal. Fica a dica: antes de misturar púlpito com planilha, dá uma olhada nos dados da produção industrial brasileira — que, aliás, cresceu 0,3% em janeiro, bem longe do “desprezo às vaidades” que você prega.