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EUA bombardeiam instalações militares no sul do Irã e violam cessar-fogo

Militares acompanham decolagem de caça da Marinha norte-americana em porta-aviões no mar. Os Estados Unidos lançaram ataques contra instalações de radar e controle de drones no sul do Irã, desrespeitando o cessar-fogo em vigor. A Guarda Revolucionária iraniana respondeu atacando uma base militar utilizada pelas forças dos EUA na região do Golfo Pérsico, reafirmando seu […]

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Militares acompanham decolagem de caça da Marinha norte-americana em porta-aviões no mar. (Foto: tagesschau.de)

Os Estados Unidos lançaram ataques contra instalações de radar e controle de drones no sul do Irã, desrespeitando o cessar-fogo em vigor. A Guarda Revolucionária iraniana respondeu atacando uma base militar utilizada pelas forças dos EUA na região do Golfo Pérsico, reafirmando seu direito à legítima defesa.

O Comando Central dos EUA confirmou as ofensivas contra Goruk e a Ilha de Qeshm, próxima ao Estreito de Ormuz. As ações foram classificadas como operações de autodefesa, mas a justificativa do Pentágono não oculta o caráter ofensivo em território soberano iraniano.

As forças iranianas atacaram um posto militar de onde partiam as ofensivas americanas, segundo comunicado da imprensa iraniana. A mensagem de Teerã deixou claro que não permanecerá passiva diante de bombardeios em seu território.

O Kuwait interceptou mísseis e drones descritos como hostis por suas autoridades militares. Sirenes de alerta soaram em diversas áreas do país, que abriga tropas americanas e se viu exposto à escalada militar promovida por Washington.

Segundo reportagem do portal alemão tagesschau.de, o presidente dos EUA publicou em sua plataforma que o Irã quer fechar um acordo. A declaração busca desviar a atenção do fato de que foram as forças americanas que romperam a trégua e reiniciaram as hostilidades.

A contradição entre o discurso diplomático de Biden e os bombardeios executados por seu comando militar expõe a política externa americana no Oriente Médio. Enquanto fala em acordos de paz, Washington mantém presença militar agressiva e ataca países soberanos.

O Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de um quinto do petróleo mundial, permanece como epicentro dessa crise. Os ataques americanos ocorreram próximos a essa artéria vital do comércio global, aumentando a preocupação internacional com a violação do cessar-fogo.

Leia mais sobre o assunto na tagesschau.de.


Leia também: Irã desobstrui 50 bases subterrâneas e expõe fracasso da ofensiva dos EUA e Israel


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Helton Barros

01/06/2026 - 03h50

Os EUA tão certos em atacar essas instalações. Irã é regime terrorista que persegue cristão e apoia o Hamas. Cessar-fogo com canalha é enganação, tem que é mostrar força. O Brasil que devia tomar vergonha e parar de fazer média com esses ditadores.

    Marcos Andrade Niterói

    01/06/2026 - 03h50

    Helton, esse discurso de “mostrar força” ignora que violar um cessar-fogo só alimenta o ciclo de retaliação que deixa civis no meio. Antes de pedir vergonha pro Brasil, que tal olhar pra Niterói, que reduziu mortes violentas com gestão e diálogo, enquanto essa lógica de confronto externo só gera mais escombros?

Ana Souza

01/06/2026 - 03h46

Fernanda, você tocou no ponto central: o tal “cessar-fogo” já nasceu morto quando as duas partes mantêm seus estoques de munição aquecidos. Mas o que me incomoda é a falta de consequências reais pra esse tipo de violação – parece que tratado vale só pra quem não tem poder de fogo. No fim, a população civil segue pagando a conta de um jogo de xadrez geopolítico que ninguém tem coragem de encerrar.

Fernanda Oliveira

01/06/2026 - 03h41

A escalada de ambos os lados é preocupante: os EUA de fato violaram o cessar-fogo ao bombardear instalações iranianas, mas a resposta imediata da Guarda Revolucionária atacando uma base americana só aprofunda o ciclo de retaliação. Enquanto isso, a população civil de novo fica no meio do fogo cruzado, e ninguém pergunta quem ganha com essa desestabilização sistemática.

Ana Paula Conserva

01/06/2026 - 03h35

Que tristeza ver os Estados Unidos desrespeitando um cessar-fogo e partindo para o bombardeio. Onde está a moralidade e o respeito à vida que tanto pregam? Nossos governantes, de todos os lados, precisam de oração e arrependimento. Só Deus pode trazer paz verdadeira ao mundo.

    Carlos Henrique Silva

    01/06/2026 - 03h35

    Ana Paula, sua indignação é legítima e compartilho da tristeza diante de mais um ataque que viola tratados e ceifa vidas. Mas preciso convidá-la a um exercício: a moralidade que você invoca, essa que “pregam” os Estados Unidos, nunca foi pensada para ser aplicada a todos. O discurso de “defesa da vida” e “respeito ao direito internacional” opera como ideologia no sentido gramsciano — ele é mobilizado para naturalizar a dominação de classe e de império. Quando os EUA bombardeiam o Irã, não há incoerência; há a lógica do capitalismo tardio, que precisa de guerras periféricas para reafirmar sua hegemonia, desviar crises internas e testar arsenais. A “paz verdadeira” que você busca na oração é um anseio bonito, mas insuficiente se não vier acompanhada de uma crítica material às estruturas que produzem a guerra: o complexo militar-industrial, a disputa por rotas energéticas e a manutenção da dependência do Sul global.

    Sobre o papel dos governantes, discordo da simetria que você sugere. Não são “todos os lados” que invadem, violam cessar-fogos e impõem sanções unilaterais. Há um lado que detém o monopólio da violência global e outro que reage a décadas de humilhação e intervenção. O Irã não é um Estado inocente, mas reduzi-lo ao mesmo patamar dos EUA nessa equação moral é apagar a hierarquia de poder que define as relações internacionais. A oração não mudará o fato de que o Conselho de Segurança da ONU é um clube de vencedores da Segunda Guerra, e que o direito internacional só vale quando convém às potências. A paz genuína, para mim, não virá do arrependimento individual dos líderes, mas da construção de um bloco histórico contra-hegemônico que desmonte o imperialismo e suas bases econômicas.

    Nesse sentido, sua fé pode ser um motor ético importante, mas precisa ser politizada. Cristo expulsou os vendilhões do templo; não ficou rezando pela boa vontade deles. A paz que você deseja exige confrontar os ídolos do capital e do Império, e não apenas clamar por um estado de graça que descole o céu da terra. Enquanto houver exploração e dominação, a guerra será a regra, não a exceção. Bom debate.

Cristina Rocha

01/06/2026 - 03h31

É preciso situar esse ataque estadunidense no sul do Irã dentro de uma longa tradição de violência imperialista que o Ocidente nunca conseguiu abandonar. O discurso de “defesa da democracia” ou “combate ao terrorismo” serve, como sempre serviu, de cortina de fumaça para a manutenção da hegemonia militar e econômica dos Estados Unidos sobre o Oriente Médio. Não é coincidência que essa ação ocorra de forma unilateral, violando um cessar-fogo precário que, na prática, nunca representou um compromisso real de Washington com a paz. A soberania iraniana é, mais uma vez, pisoteada como se a vida de povos não-brancos e não-ocidentais não tivesse valor algum. Lembremos de Edward Said quando denunciava o orientalismo como mecanismo de dominação: o Irã é tratado como um “inimigo bárbaro” que precisa ser “civilizado” à força, quando na verdade o que está em jogo são os recursos energéticos e as rotas comerciais do Golfo Pérsico.

Por trás dessa escalada militar, há uma lógica patriarcal que associa virilidade à capacidade de aniquilar o outro. A guerra é, estruturalmente, um negócio de homens – e não por acaso. O complexo industrial-militar, que Eisenhower já alertava nos anos 1960, alimenta-se de uma masculinidade tóxica que precisa constantemente afirmar domínio através da força bruta. As bombas que caem sobre o Irã não são apenas artefatos de destruição; são símbolos de uma política externa que não consegue conceber o diálogo como forma de resolução de conflitos. Uma abordagem feminista das relações internacionais nos mostra que a paz exige desarmamento, diplomacia e reconhecimento mútuo – valores historicamente desprezados por um Estado que se orgulha de seu “poder duro”.

A resposta da Guarda Revolucionária iraniana atacando uma base militar dos EUA na região precisa ser lida dentro do contexto de legítima defesa. Nenhum país com um mínimo de dignidade aceitaria passivamente que suas instalações fossem bombardeadas sem reação. No entanto, a mídia hegemônica ocidental imediatamente rotula o Irã de “agressor”, invertendo a causalidade dos fatos. Essa manipulação discursiva é típica do que Noam Chomsky chama de “fabricação do consenso”: cria-se uma narrativa em que o colonizado é sempre o violento, enquanto o colonizador tem o direito de “intervir” em nome da ordem mundial. Para nós, que lutamos contra o patriarcado e o capitalismo, é fundamental denunciar essa dupla moral.

Ao final, o que se impõe é uma reafirmação do internacionalismo solidário. A esquerda brasileira precisa se posicionar com clareza contra esse novo ataque dos EUA ao Irã, e não se deixar levar pelo discurso de que “os dois lados são igualmente culpados”. Não há equivalência moral entre uma potência ocupante que viola tratados internacionais e um país que luta para preservar sua autonomia. Que as vozes feministas e anticoloniais se levantem para exigir o fim imediato das hostilidades e a retomada de negociações respeitosas. A paz não virá enquanto o patriarcado e o imperialismo ditarem as regras do jogo.

Adriana Silva

01/06/2026 - 03h24

Faz o L, Obama bombardeou o Irã pra esconder o comunismo do Lula! Vai pra Cuba, seus esquerdistas!


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