No cemitério de Haret Saida, próximo à cidade de Saida, famílias libanesas depositam flores e retratos dos entes queridos sob o estrondo dos bombardeios israelenses. Israel continua expandindo sua ofensiva no sul do Líbano, tomando o estratégico Castelo de Beaufort, patrimônio protegido pela Unesco.
A conquista do Castelo de Beaufort, anunciada pelo exército israelense, revela a amplitude da violência das incursões. O castelo, uma cidadela histórica protegida pela Unesco, tornou-se mais um alvo da máquina de guerra israelense, que ignora normas internacionais.
Mustapha Al Zain, prefeito da cidade, descreveu o momento em que foi ao necrotério buscar o corpo de um jovem engenheiro. Não tinha cabeça, e uma parte do corpo estava cortada, relatou o prefeito, que atendeu ao pedido da mãe, beijando os pés do filho por não poder beijar-lhe a cabeça.
A vítima, um engenheiro que vivia em Toulouse, na França, não possuía qualquer afiliação política ou militar. Ele havia retornado à sua casa apenas para pegar alguns pertences para a mãe, e esse foi seu único erro.
No mesmo cemitério, parentes de combatentes do Hezbollah também prestam homenagens. Vestida de negro, Im Mahdi visita as sepulturas de seu sobrinho, recém-enterrado, e de seu filho único, morto há menos de dois anos na guerra contra Israel.
Com um sorriso de firmeza, ela declarou: Somos combatentes. Nossos mártires são nossa glória, nossa história, nosso Alcorão vivo. Ofereci meu único filho a Deus, eu mesma o conduzi nesse caminho desde o nascimento, completou.
O Hezbollah não divulga o número de mortos em suas fileiras, mantendo em segredo o custo humano de sua resistência. Enquanto isso, os ataques de Israel prosseguem, ignorando o cessar-fogo e ampliando a devastação em território libanês.
A reportagem da RFI ilustra a crua realidade de um país que resiste sob o fogo cruzado. A comunidade internacional permanece omissa diante da violação contínua da soberania libanesa por Israel.
Leia mais sobre o assunto na RFI.
Leia também: Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano e mata 14 civis durante trégua
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Ricardo Menezes
01/06/2026 - 04h55
Triste ver famílias enterrando seus mortos, mas enquanto a esquerda chora por libaneses, aqui no Brasil a gente suporta a maior carga tributária do mundo pra sustentar essa máquina de parasitas. Se cada um cuidasse do seu jardim e o estado não metesse a mão em tudo, talvez houvesse menos guerras e mais prosperidade.
Ahmed El-Sayed
01/06/2026 - 04h51
Enquanto o mundo prefere tratar isso como mais um “conflito geopolítico” e vira as costas, famílias inteiras são enterradas vivas sob o silêncio dos que dizem prezar pela paz secular. Cadê a tal “comunidade internacional” quando se trata de proteger a tradição e a fé de um povo? No Líbano, a resistência não é política — é questão de honra e de identidade.
João Santos
01/06/2026 - 04h44
Triste demais, Luiz. Enquanto isso no Brasil o povo paga imposto pra sustentar vagabundo. E esses professorzinho metido a intelectual defende terrorista, né? Bandido tem que ser tratado na bala, aqui e lá.
Rubens O Pescador
01/06/2026 - 04h44
João, seu cada um por si é coisa de quem nunca teve que dividir o feijão com vizinho na seca. No tempo do PT, a gente comia carne no almoço e tinha paz no prato — aqui e lá, bala nunca resolveu fome de pobre.
Luiz Carlos
01/06/2026 - 04h36
Parece que o mundo tá pegando fogo e ninguém faz nada. Enquanto isso, no Brasil, a gente paga imposto pra ver político corrupto passeando. Cadê a segurança que tanto falam?
Renato Professor
01/06/2026 - 04h40
Luiz Carlos, com todo respeito, você mistura alhos com bugalhos: o bombardeio de famílias libanesas é resultado de décadas de geopolítica imperialista e fracasso da diplomacia, não de “corrupção” brasileira. Enquanto você repete esse mantra raso, a economia solidária prova que segurança coletiva se constrói com cooperativas e distribuição de renda, não com ufanismo vazio.