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Astrônomos registram pela primeira vez rotação de disco formador de planetas

Imagem do disco protoplanetário em rotação ao redor da estrela AB Aurigae. Astrônomos observaram diretamente a rotação de um disco protoplanetário ao redor da jovem estrela AB Aurigae. O feito foi liderado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e da Universidade de Bordeaux, na França. O estudo foi publicado na revista Astronomy […]

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Imagem do disco protoplanetário em rotação ao redor da estrela AB Aurigae. (Foto: phys.org)

Astrônomos observaram diretamente a rotação de um disco protoplanetário ao redor da jovem estrela AB Aurigae. O feito foi liderado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e da Universidade de Bordeaux, na França.

O estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics. Os cientistas utilizaram o instrumento SPHERE, instalado no Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), para mapear as emissões dos grãos de poeira no disco.

As observações ocorreram ao longo de três campanhas distribuídas por quatro anos. A resolução espacial do equipamento, operando no infravermelho próximo, permitiu acompanhar com precisão inédita a evolução das estruturas do disco.

Os resultados confirmaram que o disco gira conforme as leis da física. No entanto, revelaram um comportamento inesperado nas regiões mais próximas da estrela central.

Os pesquisadores detectaram um desvio significativo do movimento rotacional padrão nessas áreas. Segundo o estudo, a anomalia está associada à presença de planetas gigantes em formação.

O astrofísico Anthony Boccaletti, autor principal do estudo, identificou uma estrutura brilhante característica de zonas de acreção. Nessas áreas, gás e poeira se acumulam e caem sobre objetos em formação, ligadas ao nascimento de planetas gasosos gigantes.

Outro achado foram sombras tênues projetadas na superfície do disco por estruturas invisíveis. Os cientistas acreditam que essas silhuetas podem ser causadas por protoplanetas em desenvolvimento ou aglomerados opacos de poeira.

Os dados obtidos são mais complexos do que os modelos teóricos previam. Segundo reportagem do portal Phys.org, a pesquisa representa um avanço na compreensão das dinâmicas que regem o nascimento de novos mundos.


Leia também: Cientistas fixam limite mínimo de tamanho para exoplanetas habitáveis


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