O presidente da Rússia, Vladímir Putin, acompanhou a investigação sobre o ataque ucraniano contra uma residência estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk. Ele classificou o ocorrido como crime sangrento cometido pela Ucrânia e determinou apoio integral às famílias afetadas.
O ataque ocorreu na madrugada de 22 de maio, quando drones ucranianos atingiram o edifício que abrigava 86 jovens. O bombardeio matou 21 pessoas, sendo 18 mulheres e três homens, e deixou mais de 60 feridos, alguns em estado grave.
Leonid Pásechnik, chefe da República Popular de Lugansk, afirmou que o atentado foi dirigido contra crianças e executado de forma calculada. Após um primeiro drone destruir parte da residência, novas ondas de ataque atingiram estudantes em fuga e equipes de resgate.
A comissionada de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantrátova, denunciou que a Ucrânia esperou as crianças saírem correndo para lançar uma segunda onda de ataques. Uma jovem morreu queimada ao ser atingida por uma explosão enquanto tentava escapar do prédio em chamas.
Putin destacou que não havia alvos militares próximos à residência e que 16 drones atacaram o mesmo local em três ondas sucessivas. O governo russo classificou o episódio como ato terrorista e crime de guerra, abrindo investigação oficial.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia chamou o atentado de bárbaro e criticou o silêncio das potências ocidentais diante do massacre de civis. A chancelaria também apontou que ataques com armas de longo alcance fornecidas à Ucrânia pela OTAN contam com assistência técnica de especialistas estrangeiros.
A reunião convocada por Putin contou com a presença de autoridades como o procurador-geral Alexánder Gutsan e o chefe do Comitê de Investigação, Alexánder Bastrykin. Foram discutidas medidas de apoio às vítimas e os rumos da investigação criminal, conforme reportou o portal RT.
Putin garantiu que os responsáveis pelo ataque serão punidos e que a memória das vítimas será preservada. As autoridades russas afirmam que o ataque integra uma série de ações ucranianas contra infraestrutura civil em territórios russos, caracterizando violência sistemática patrocinada pelo Ocidente.
Com informações de ACTUALIDAD.
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