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Irã ameaça suspender diálogo com EUA se ataques israelenses ao Líbano persistirem

Ilustração editorial sobre Irã ameaça suspender diálogo com EUA se ataques israelenses ao Líbano persistirem. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que Teerã suspenderá imediatamente o diálogo com os Estados Unidos caso os ataques israelenses contra o Líbano continuem. A advertência foi feita em publicação na rede social X após conversa […]

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Ilustração editorial sobre Irã ameaça suspender diálogo com EUA se ataques israelenses ao Líbano persistirem. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que Teerã suspenderá imediatamente o diálogo com os Estados Unidos caso os ataques israelenses contra o Líbano continuem. A advertência foi feita em publicação na rede social X após conversa telefônica com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri.

Ghalibaf afirmou que, se os crimes de Israel no Líbano persistirem, o Irã não apenas suspenderá as negociações, mas também responderá à altura. O parlamentar expressou solidariedade à resistência libanesa, destacando a defesa da soberania e a aliança entre os povos iraniano e libanês.

Antes do ultimato, Ghalibaf já havia acusado Washington de descumprir o acordo diplomático firmado no início de abril. A denúncia está ligada ao bloqueio naval americano e às operações israelenses no Líbano. o entendimento entre Washington e Teerã, que inclui o território libanês, vem sendo violado pelas Forças de Defesa de Israel.

A ofensiva israelense no sul do Líbano intensificou-se com bombardeios que mataram ao menos oito pessoas no distrito de Nabatieh, incluindo três mulheres. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute, ignorando apelos internacionais por moderação.

Israel avança na criação de uma zona de segurança no sul libanês, com tropas terrestres ocupando dezenas de aldeias e impedindo o retorno dos moradores. No dia 26 de maio, as Forças de Defesa de Israel ultrapassaram a linha amarela, barreira imposta unilateralmente para bloquear o regresso da população.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, denunciou em 30 de maio uma escalada de tensão sem precedentes, marcada por destruição massiva e deslocamento forçado. Desde 2 de março, os dados oficiais registram 3.371 mortos, 10.129 feridos e mais de um milhão de deslocados no país.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir o aumento dos ataques. A iniciativa ocorre enquanto o acordo mediado por Washington perde credibilidade, à medida que Israel expande sua ocupação territorial.

A posição iraniana condiciona qualquer avanço diplomático ao fim da agressão militar contra o Líbano. Ghalibaf deixou claro que Teerã não dissocia a defesa de sua soberania da proteção aos aliados regionais diante das ações israelenses.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Irã adverte EUA que ataque ao Líbano destruirá negociações de paz


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