A Nasa concluiu a inspeção final do espelho principal do Telescópio Espacial Romano, abrindo caminho para seu lançamento. O anúncio foi feito nesta semana, segundo reportagem do portal phys.org.
O espelho de 2,4 metros de diâmetro, revestido com uma camada de prata de apenas 400 nanômetros, foi aprovado para voo após rigorosos testes. O telescópio estudará matéria escura e energia escura, além de descobrir exoplanetas por imagem direta e microlente gravitacional. Também investigará a formação e evolução de galáxias e populações estelares com instrumentos sensíveis ao infravermelho próximo.
J. Scott Smith, gerente de montagem do telescópio óptico da missão no Centro Goddard da Nasa, destacou o simbolismo do momento. É profundamente emocionante testemunhar o culminar do trabalho árduo de tantas pessoas dedicadas, afirmou.
Com a inspeção concluída, a Nasa se prepara para enviar o Romano ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para o lançamento previsto para setembro. O telescópio viajará até o ponto de Lagrange L2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, na direção oposta ao Sol.
Nesse ponto estável, que reduz drasticamente o consumo de combustível, já orbita o Telescópio Espacial James Webb. O ponto L2 é um dos cinco pontos de Lagrange do sistema Sol-Terra, classificados como pontos de sela ou de topo de colina.
O telescópio Romano, batizado em homenagem à primeira chefe de astronomia da Nasa, Nancy Grace Roman, custou cerca de US$ 4 bilhões, menos da metade do custo total do James Webb. O projeto enfrentou desafios financeiros e logísticos ao longo de sua gestação desde 2014, mas a inspeção final marca um importante marco na trajetória da agência espacial.
Agora, o Romano se prepara para avistar galáxias distantes, medir a distribuição da matéria escura e capturar imagens diretas de mundos além do Sistema Solar, prometendo avanços significativos em nossa compreensão do cosmos.
Com informações de https://phys.org/.


Rick Ancap
02/06/2026 - 09h40
Imposto é roubo, NASA é a prova.
Paulo Ribeiro
02/06/2026 - 09h45
Rick, sua frase “imposto é roubo, NASA é a prova” carrega uma premissa que merece ser desmontada com calma, porque ela revela mais sobre a visão de mundo liberal-radical do que sobre a realidade concreta da ciência e do Estado. Quando você diz que a NASA prova que imposto é roubo, está pressupondo que todo gasto público é inerentemente ilegítimo e que qualquer serviço ou pesquisa financiada coletivamente seria melhor deixada ao mercado. Ocorre que a própria existência da NASA desmente esse axioma. O Telescópio Espacial Romano, que custou bilhões de dólares pagos com impostos, não é um produto que o mercado, por si só, produziria. Nenhuma empresa privada investiria em pesquisa astronômica de fronteira com retorno incerto em décadas, porque a lógica do capital exige lucro no curto prazo. Se dependêssemos de doações voluntárias ou de empresas, simplesmente não teríamos telescópios espaciais, vacinas financiadas publicamente, nem internet – que, aliás, nasceu de investimento estatal, como a ARPANET.
A teoria do “imposto é roubo” ignora que a socialização dos custos da ciência e da infraestrutura é o que permite avanços que beneficiam a todos, inclusive você, que usa computador, GPS e medicamentos desenvolvidos com dinheiro público. O filósofo italiano Antonio Gramsci já nos alertava para o conceito de hegemonia: o Estado não é apenas um aparelho repressivo, mas também um espaço de disputa pela direção moral e intelectual da sociedade. Quando o Estado financia a ciência, ele está exercendo uma função civilizatória – ainda que dentro de um sistema capitalista cheio de contradições. A NASA não é “prova” de roubo; é prova de que a arrecadação coletiva, quando direcionada democraticamente, pode produzir conhecimento que transcende interesses privados. O roubo de verdade ocorre quando bilionários sonegam impostos e quando o orçamento público é desviado para salvar bancos ou financiar guerras, não quando se investe em entender o cosmos.
Aliás, é curioso que você escolha justamente a NASA como exemplo, porque o programa espacial americano foi um dos maiores símbolos da intervenção estatal keynesiana pós-guerra, gerando empregos, inovação e um salto tecnológico que o setor privado jamais teria dado sozinho. Mariátegui, pensador peruano que tanto admiro, dizia que o problema não é o Estado em si, mas qual classe o controla e a serviço de quem ele age. Defender que imposto é roubo em abstrato é cair numa idealização ingênua de um “mercado livre” que nunca existiu – toda grande inovação, da ferrovia à internet, contou com forte participação estatal. Então, em vez de repetir slogans libertários que tratam o Estado como um ente monolítico e maligno, sugiro pensar: quem rouba o quê de quem? Porque enquanto bilionários pagam alíquotas efetivas menores que um professor, e enquanto a dívida pública engole o orçamento brasileiro para pagar rentistas, seu grito deveria ser contra a captura do Estado pelo capital financeiro, não contra a ideia de financiarmos coletivamente a ciência e o bem comum.
Cecília Silva
02/06/2026 - 09h50
Rick, imposto é roubo até você precisar de um hospital público ou de uma vaga na creche do meu bairro. Esse telescópio aí é custeado pelo mesmo suor de quem vive na favela e sustenta o país – enquanto vocês sonham com espaço sideral, a gente luta pra ter direito ao básico aqui na Terra.
Capitão Tavares ??
02/06/2026 - 09h26
Enquanto a NASA investe em tecnologia de ponta, aqui no Brasil gastam bilhões com corrupção e ideologia. Esse telescópio vai enxergar o universo, mas nossos governantes continuam cegos para o caos que criaram. Cadê as Forças Armadas para intervir e colocar ordem nesse país? Só eles podem salvar o Brasil do abismo.
Rubens O Pescador
02/06/2026 - 09h32
Falô, capitão. Lá na roça, quando o povo passava fome, ninguém pedia intervenção de jeito nenhum – pedia era o Lula de volta. No governo PT, o povo comia carne todo dia, trem da Alegria chegava, e a miséria sumia. Intervenção é o que fizeram em 2016: derrubaram a presidente e o povo voltou a passar fome.
Clarice Historiadora
02/06/2026 - 09h34
Capitão, lição rápida de história: nas duas décadas de ditadura militar no Brasil (1964-1985), a corrupção não sumiu – pelo contrário, tivemos o caso da Capemi, do Delfim Netto e dos “milagres” econômicos que endividaram o país e esconderam desvios bilionários. Intervenção militar nunca resolveu corrupção em lugar nenhum; leia sobre o Chile do Pinochet e a Argentina dos generais se quiser exemplos. Quem realmente cegou o Brasil foi a narrativa de que farda limpa pecado.