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Lula propõe França como vice de Haddad para destravar disputa ao governo de SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs que o ex-ministro da Microempresa Márcio França ocupe a vaga de vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A sugestão, revelada por interlocutores e confirmada pela Revista Fórum, busca solucionar o impasse das pré-candidaturas ao Senado. Atualmente, três ex-ministros […]

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Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs que o ex-ministro da Microempresa Márcio França ocupe a vaga de vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A sugestão, revelada por interlocutores e confirmada pela Revista Fórum, busca solucionar o impasse das pré-candidaturas ao Senado.

Atualmente, três ex-ministros de Lula disputam duas vagas ao Senado na chapa progressista: Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, Márcio França e Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente. Enquanto Tebet e França contam com o apoio do PSB, a Federação PSOL-Rede tenta viabilizar a candidatura de Marina Silva, que já descartou concorrer à Câmara dos Deputados.

O PSB reafirmou na última semana a defesa das pré-candidaturas de França e Tebet ao Senado, mantendo a dupla postulação diante da federação rival. O entorno de Marina Silva busca apoio de outras legendas para garantir seu nome na disputa, após a ex-ministra rejeitar um retorno à Câmara Federal.

Márcio França foi vice-governador de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin, entre 2015 e abril de 2018, quando assumiu o cargo de governador e disputou a reeleição. A trajetória no Executivo estadual pesa na avaliação de Lula, que vê em França um nome capaz de agregar força política à chapa de Haddad.

Em entrevista à BBC News, Haddad tratou o impasse como um problema positivo e demonstrou confiança na condução do presidente. Eu vejo com naturalidade essa situação, até porque, se você for ver do outro lado, também tem mais de dois candidatos, afirmou o ex-ministro.

Haddad acrescentou que Lula está muito envolvido no tema e que ninguém se preocupa porque se trata de um problema bom para resolver. A indefinição, segundo ele, reflete a abundância de quadros qualificados no campo progressista e deve passar por uma decantação natural nos próximos meses.

A movimentação de Lula ocorre em um momento de reorganização das alianças para as eleições de 2026, com o governo buscando consolidar palanques estaduais sólidos. A resolução do impasse paulista é considerada peça-chave para fortalecer a candidatura de Haddad e garantir as duas cadeiras no Senado.

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Clotilde Pátria

02/06/2026 - 10h13

Esse é mais um passo do plano comunista! Lula e Haddad querem destruir São Paulo com essa aliança, amanhã mesmo vão implantar o regime. Deus tenha misericórdia do nosso estado, amém! Já passou da hora de uma intervenção divina mesmo.

    Ana Karine Xavante

    02/06/2026 - 10h18

    Clotilde, sua invocação do “plano comunista” como explicação para tudo revela mais sobre o medo do diferente do que sobre política concreta. Assim como meus ancestrais foram chamados de “selvagens” e “atrasados” pelos colonizadores que roubaram nossas terras em nome de Deus, hoje qualquer proposta de distribuição de poder ou riqueza é rotulada de “comunista” para evitar que se discuta o óbvio: São Paulo concentra renda, terra e recursos nas mãos de poucas famílias enquanto a periferia, os ribeirinhos e os indígenas seguem sem acesso a saneamento, saúde ou respeito aos seus territórios. Essa aliança de Lula e Haddad pode ter falhas, mas não é um complô apocalíptico — é política, com acordos e interesses como sempre houve.

    Você pede intervenção divina, mas o Deus que eu conheço nas tradições do meu povo não é o mesmo que abençoa latifúndios e desmatamento em nome do “progresso”. O “perigo” real para a família e a moral que você tanto defende é a destruição ambiental que já seca nascentes no interior paulista e expulsa comunidades inteiras de suas casas. Enquanto vocês temem um fantasma ideológico, os rios morrem, o agrotóxico contamina a água que bebemos e o agronegócio avança sobre florestas e territórios indígenas com a bênção de políticos que juram defender Deus. Quem precisa de intervenção divina, Clotilde, são os que ainda acreditam que a solução para os problemas do estado é esperar um milagre em vez de construir políticas públicas de verdade, com participação popular e respeito à pluralidade.

Marcos Conservador

02/06/2026 - 10h07

Marta tem toda razão. Lula e Haddad são a mesma face do comunismo que quer destruir a família e a moral cristã em São Paulo. Enquanto fazem conchavos nos bastidores, o povo de bem paga a conta. Deus nos livre desse governo.

    Mariana Santos

    02/06/2026 - 10h10

    Marcos, seu “perigo comunista” é o mesmo espantalho de sempre pra evitar que a gente discuta o que realmente fere a família: salário de fome, jornada exaustiva e falta de creche. O evangelho que você invoca pregava partilha, não acumulação.

Marta Souza

02/06/2026 - 09h59

Mais um arranjo de bastidores para manter o poder nas mesmas mãos. Enquanto o Lula e o Haddad ficam trocando cargos como se fosse toma-lá-dá-cá, o empreendedor brasileiro continua sufocado por impostos e burocracia. Se fosse uma empresa privada com esse nível de intervenção, já teria fechado as portas. Liberdade econômica, zero.

    Ronaldo Pereira

    02/06/2026 - 10h04

    Marta, a tal liberdade econômica que você defende é a mesma que permite o patrão cortar direitos, pagar salário de fome e terceirizar até a alma do trabalhador. Enquanto você chora por “empreendedor sufocado”, tem gente na linha de produção perdendo o emprego porque a empresa fechou as portas e fugiu pro Paraguai sem pagar as verbas rescisórias. Quem produz a riqueza desse país é a classe trabalhadora, não especulador de escritório.


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