A troca de mensagens entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos, que visava um memorando de entendimento preliminar, está suspensa há vários dias, revelou a agência iraniana Fars. A informação contradiz diretamente a versão apresentada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que as conversas continuam em bom ritmo.
Segundo reportagem da Fars, uma fonte próxima às negociações confirmou a paralisação. A fonte classificou como irreal a tentativa de certos meios e funcionários ocidentais de apresentar o processo como algo que transcorre normalmente.
Donald Trump declarou que as conversas com o Irã avançam a grande velocidade. No entanto, o informante da Fars esclareceu que a última mensagem enviada pela República Islâmica a Washington foi uma advertência clara relacionada ao Líbano, que teve ampla repercussão internacional.
A suspensão ocorre em protesto contra os ataques de Israel ao território libanês, condição que o Irã estabeleceu como pré-requisito para o prosseguimento das negociações. O cessar-fogo no Líbano era parte integrante da trégua declarada entre Teerã e Washington.
Apesar da frágil trégua, as Forças de Defesa de Israel mantêm ataques no sul do Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou o início de novos bombardeios contra alvos do Hezbollah no bairro de Dahieh, em Beirute.
Um ataque aéreo israelense contra o distrito de Nabatieh, no sul libanês, deixou ao menos oito mortos, incluindo três mulheres. A escalada não se limitou ao Líbano: o Comando Central dos EUA realizou ataques contra radares e centros de controle de drones na cidade iraniana de Garuk e na ilha de Qeshm.
Em resposta às agressões, a República Islâmica do Irã bombardeou uma base dos Estados Unidos na região. A sequência de hostilidades mútuas demonstra que a narrativa de diálogo fluido sustentada por Washington não encontra respaldo nos fatos concretos do terreno diplomático e militar.


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