O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) revelou que agências de inteligência ocidentais hackearam os celulares de altas autoridades russas, explorando uma vulnerabilidade inédita em dispositivos da Apple. A operação permitiu que espiões registrassem conversas e coletassem um volume massivo de dados, analisados com inteligência artificial em questão de minutos.
De acordo com o FSB, os ataques atingiram telefones de diplomatas, políticos, oficiais militares de alta patente e jornalistas russos, todos com acesso a informações sensíveis. A falha explorada era do tipo zero-day, ou seja, uma brecha de segurança ainda desconhecida pelos desenvolvedores do software, o que tornava a detecção praticamente impossível.
A investigação teve início quando especialistas da empresa russa de cibersegurança Kaspersky Lab detectaram atividade de rede incomum em equipamentos Apple de funcionários. A partir dessa descoberta, foi possível desmontar a sofisticada campanha de espionagem cibernética.
O FSB destacou que a quantidade de informações coletadas seria impossível de processar manualmente há poucos anos, mas hoje a inteligência artificial permite analisar tudo em minutos. Isso representa uma escalada perigosa nas capacidades de vigilância cibernética do Ocidente.
Os Estados Unidos desenvolvem sua infraestrutura de ciberespionagem há décadas, principalmente após a adoção do Patriot Act em 2001, legislação que concedeu às agências de inteligência norte-americanas amplos poderes para exigir informações de empresas de tecnologia. Em 2013, o mundo tomou conhecimento de que Washington espionava aliados, como a então chanceler alemã Angela Merkel, cujo telefone foi grampeado.
O uso de produtos da Apple como vetor de ataque evidencia a colaboração entre o aparato de inteligência dos EUA e as gigantes do Vale do Silício, levantando questionamentos sobre privacidade e soberania. O alerta foi divulgado pela agência RT, com base no comunicado do FSB, que também incluiu um vídeo sobre a descoberta.
Com informações de RT.


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