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Governo Lula critica ameaça dos EUA de sancionar o Pix e reforça soberania nacional

A reação ocorre após a Oficina do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ratificar advertência de sancionar práticas de comércio digital e de pagamento eletrônico que considera irrazoáveis e prejudiciais a empresas americanas. A ofensiva, baseada na seção 301(b) da Lei de Comércio dos EUA, atribui ao presidente americano o poder de sancionar práticas comerciais […]

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Ilustração editorial sobre Governo Lula critica ameaça dos EUA de sancionar o Pix e reforça soberania nacional. (Ilustração:
Ilustração editorial sobre Governo Lula critica ameaça dos EUA de sancionar o Pix e reforça soberania nacional. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A reação ocorre após a Oficina do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ratificar advertência de sancionar práticas de comércio digital e de pagamento eletrônico que considera irrazoáveis e prejudiciais a empresas americanas.

A ofensiva, baseada na seção 301(b) da Lei de Comércio dos EUA, atribui ao presidente americano o poder de sancionar práticas comerciais estrangeiras que considere injustas. A medida mira diretamente o Pix, sistema desenvolvido pelo Banco Central do Brasil que permite transferências em tempo real, sem comissões para pessoas físicas e com taxas baixas para comércios, tornando-o competitivo frente às redes de Visa e Mastercard.

Lula publicou nas redes sociais uma imagem segurando a faixa com os dizeres ‘O Pix é nosso, é do Brasil e do povo brasileiro’, enquanto o Palácio do Planalto intensifica a campanha ‘El Pix es nuestro, my friend’. O gesto teve repercussão imediata na Esplanada: o ministro da Fazenda, Darío Durigan, declarou que o Pix será protegido e não está sujeito a debate, reforçando que o Brasil não negocia sua infraestrutura digital soberana sob pressão externa.

Segundo reportagem do RT, a Casa Branca também incluiu em sua pauta reclamações sobre tarifas preferenciais, a aplicação da lei anticorrupção brasileira e o acesso ao mercado de etanol, revelando que a investida vai além do sistema de pagamentos. A Secretaria de Comunicação Social do Brasil emitiu nota contundente: Não houve nem há justificação para estas medidas unilaterais contra nosso país ou contra ativos brasileiros como o Pix, sustentando que as regras do sistema se aplicam de forma uniforme e que empresas americanas participam ativamente do ecossistema.

O Pix opera mediante chaves simples como número de telefone, e-mail ou código QR e se popularizou desde seu lançamento, eliminando a necessidade de dados bancários complexos e democratizando o acesso a pagamentos digitais. O comunicado oficial de Brasília destacou que o Brasil é o segundo maior mercado mundial para Visa e Mastercard, desmontando o argumento de que o ambiente regulatório brasileiro seria hostil ao capital dos EUA.

As preocupações de Washington refletem temor geopolítico diante do avanço do Pix Internacional e dos debates nos BRICS sobre mecanismos que reduzam a dependência do dólar nas transações entre países do Sul Global. O governo Lula transformou o sistema de pagamentos em símbolo de soberania tecnológica e resistência à chantagem tarifária, uma bandeira que questiona a arquitetura financeira hegemonizada pelos EUA desde Bretton Woods.

Com informações de ACTUALIDAD.

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