O programa Luz Para Todos ampliou em 197 mil o número de famílias com acesso à energia elétrica entre 2023 e 2025, retomando a meta de universalização após anos de desmonte. Criado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para eliminar a exclusão elétrica no meio rural, o programa já havia atingido 10 milhões de pessoas em 2009 e seguiu expandindo-se com forte impacto social.
Conforme reportagem do Opera Mundi, ao longo de duas décadas o Luz Para Todos beneficiou 17 milhões de brasileiros, levando energia a 35 mil famílias indígenas, 29 mil famílias quilombolas e 14 mil escolas rurais. Coordenado inicialmente por Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia, o programa foi executado em parceria com a Eletrobras e as concessionárias estaduais, estendendo mais de 57 mil quilômetros de linhas de transmissão e realizando três milhões de ligações sem custo para os usuários.
O investimento em fontes renováveis acompanhou a expansão da rede, com a contratação de mais de mil usinas que mais que dobraram a capacidade instalada de geração do país, em uma estratégia que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou como um exemplo a ser seguido pelo mundo. Os resultados sociais foram expressivos: a renda familiar cresceu em 41,2% dos lares atendidos, a produção agrícola aumentou em um terço das propriedades e 64,2% das escolas registraram melhora nas atividades escolares.
A eletrificação também impulsionou a autonomia feminina, com 245 mil mulheres ingressando no mercado de trabalho e outras 309 mil retomando ou iniciando os estudos, enquanto a sensação de segurança das beneficiárias subiu para 81,8%. Após o golpe parlamentar de 2016, o programa sofreu cortes orçamentários e a privatização da Eletrobras retirou a obrigatoriedade de investimentos em universalização, ao mesmo tempo em que a conta de luz acumulava alta de 114% e o Brasil passava a ter a segunda tarifa mais cara do mundo.
O terceiro mandato de Lula relançou o Luz Para Todos em agosto de 2023, por meio do Decreto nº 11.628, integrando-o ao Novo PAC e ampliando o foco em comunidades rurais, indígenas e quilombolas com soluções baseadas em fontes renováveis. Somente em 2025, o programa recebeu 23 novos contratos que somam mais de quatro bilhões de reais em investimentos, assegurando a continuidade da expansão da rede em todos os estados brasileiros.
A política de tarifa social também foi fortalecida, com a gratuidade integral da conta de luz para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico com consumo de até 80 kWh/mês, medida que beneficia 16 milhões de pessoas.


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