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Irã apresenta plano de quatro fases para acordo e exige cessar-fogo imediato no Líbano

A delegação negociadora da República Islâmica delineou um mecanismo de entendimento em quatro fases com Washington, conforme anunciado por Saeed Ajorlou, membro da equipe de comunicação, em declaração à agência Fars. A primeira fase exige o fim completo das hostilidades militares em todas as frentes. Ajorlou enfatizou que nenhum acordo será assinado sem um cessar-fogo […]

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Ilustração editorial sobre Irã apresenta plano de quatro fases para acordo e exige cessar-fogo imediato no Líbano. (Ilustraçã
Ilustração editorial sobre Irã apresenta plano de quatro fases para acordo e exige cessar-fogo imediato no Líbano. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A delegação negociadora da República Islâmica delineou um mecanismo de entendimento em quatro fases com Washington, conforme anunciado por Saeed Ajorlou, membro da equipe de comunicação, em declaração à agência Fars. A primeira fase exige o fim completo das hostilidades militares em todas as frentes.

Ajorlou enfatizou que nenhum acordo será assinado sem um cessar-fogo no Líbano, sublinhando que a cessação da guerra deve abranger todas as partes envolvidas. Esta condição posiciona o front libanês como elemento central para qualquer avanço diplomático.

A segunda etapa concentra-se em medidas executivas concretas: a definição de um regime jurídico para o Estreito de Ormuz sob gestão iraniana, o levantamento do bloqueio econômico, a eliminação das sanções petrolíferas e a liberação de pelo menos US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados. O governo iraniano exige acesso real e verificável a esses fundos como condição para prosseguir nas negociações.

Somente após o cumprimento e a verificação desses compromissos é que a terceira fase abrirá o diálogo sobre sanções mais amplas e o programa nuclear iraniano. A quarta etapa prevê a criação de um comitê supervisor com países aliados para implementar o acordo e encerrar definitivamente o dossiê iraniano no Conselho de Segurança da ONU.

A iniciativa diplomática ocorre em meio a uma trégua frágil, violada repetidamente por ataques mútuos. Recentemente, os Estados Unidos lançaram um míssil contra um petroleiro que tentava se aproximar de um porto iraniano no Golfo Pérsico e atingiram uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm.

O Irã retaliou atacando bases americanas no Kuwait e no Bahrein, responsabilizando diretamente esses países pela agressão. Mohsen Rezaei, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica e atual conselheiro militar do Líder Supremo, anunciou que cada disparo e agressão dos EUA serão respondidos com uma chuva de mísseis e drones.

Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que um acordo com o Irã poderia se concretizar em poucos dias e que Teerã teria concordado em negociar aspectos de seu programa nuclear. As declarações contrastam com a posição iraniana de que o inimigo será obrigado a aceitar as novas regras impostas pelo Irã no terreno.

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