O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que participará da cúpula do G7 na França, após anúncios recentes dos Estados Unidos que abrem brecha para novas taxações contra o Brasil. A decisão representa uma virada estratégica, pois inicialmente ele não pretendia comparecer ao evento.
“Eu nem ia ao G7, mas agora eu vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa e dar um fim ao desmonte do multilateralismo, ao desmonte da democracia e à desvalorização das instituições”, afirmou
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também confirmou presença na cúpula. O governo brasileiro, no entanto, ainda avalia as possibilidades de encontros bilaterais diante do cenário de tensão comercial crescente.
O último encontro entre Lula e Biden ocorreu em maio, na Casa Branca, antes dos anúncios recentes que sugerem novas investidas tarifárias dos EUA contra produtos brasileiros. O presidente francês Emmanuel Macron foi quem oficializou o convite ao líder brasileiro.
O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A participação do Brasil como convidado reforça o peso diplomático do país em fóruns multilaterais.
A postura de Lula deixa claro que o governo brasileiro não aceitará passivamente pressões econômicas unilaterais. A decisão de comparecer à cúpula sinaliza que o Brasil usará espaços diplomáticos para defender um sistema de comércio internacional baseado em regras, não em ameaças.


Capitão Tavares ??
04/06/2026 - 03h31
Essa Mariana aí deve ser mais uma iludida do meio acadêmico que acha que papo de “interseccionalidade” vai segurar tarifa dos EUA. Enquanto isso o Brasil sangra, Lula torra dinheiro público em viagem inútil e o cidadão de bem paga a conta. O país precisa de ordem, não de palhaçada diplomática. Se as Forças Armadas não intervirem, isso aqui vira republiqueta de vez.
Luisa Teens
04/06/2026 - 03h36
Sai dessa, Capitão, tua solução é sempre golpe e isso é papo de fascista #ForaBolsonaro #DemocraciaSempre
João Batista Alves
04/06/2026 - 03h20
Eduardo, você tocou num ponto crucial: enquanto o Brasil gasta rios de dinheiro com viagens internacionais para apagar incêndio político, o trabalhador honesto e o pequeno empresário continuam sendo sufocados por impostos. Falta temor a Deus e vergonha na cara dessa gente que brinca com o dinheiro suado do povo enquanto a família brasileira passa necessidade.
Mariana Oliveira
04/06/2026 - 03h26
João, você toca num ponto que ecoa um discurso muito repetido, mas que merece ser esmiuçado com outras lentes. Quando se fala em “trabalhador honesto” e “pequeno empresário sufocado por impostos”, a pergunta que a análise interseccional me força a fazer é: de qual trabalhador e de qual empresário estamos falando? A carga tributária brasileira é, sim, um absurdo regressivo que penaliza o consumo das classes populares — e aqui a população negra e periférica é a mais impactada, pois gasta proporcionalmente mais em itens básicos. Mas reduzir a discussão a “gasto com viagem” ou “falta de temor a Deus” obscurece o fato de que a política externa não é um passeio: o Brasil está no G7 para negociar barreiras tarifárias que, se impostas, vão encarecer insumos, desestimular exportações e, no fim da linha, demitir justamente esse trabalhador que você diz defender. A culpa não está no avião, mas no modelo tributário que há décadas protege renda de capital enquanto aperta o cinto de quem vive de salário.
Sobre o “temor a Deus”, é preciso lembrar que bell hooks, em “O Feminismo é para Todo Mundo”, já nos alertava contra o uso da religiosidade como álibi para esvaziar o debate público. Invocar Deus para criticar um governo muitas vezes serve para desviar o olhar das verdadeiras injustiças estruturais. A moralização do orçamento público — como se cada centavo gasto com diplomacia fosse um furto — ignora que o Estado tem o dever de se inserir geopoliticamente, especialmente num momento em que a extrema direita global articula tarifas e sanções que aprofundam a desigualdade entre nações. Kimberlé Crenshaw nos ensina que as opressões não agem sozinhas: aqui, a opressão tributária, a racial e a de classe se retroalimentam, e um discurso que só enxerga “gasto” como pecado acaba silenciando quem mais precisa de políticas públicas redistributivas.
Por fim, vale questionar a ideia de que o “dinheiro suado do povo” é melhor gasto apenas em isenções fiscais para setores que já concentram renda. Estudos do IPEA mostram que o Brasil perde mais com renúncias fiscais para grandes corporações do que com viagens presidenciais de uma década inteira. Se o problema é o “incêndio político”, talvez a chama tenha sido acesa por décadas de um Estado que sempre serviu aos mesmos de sempre — e não por uma tentativa de negociar tarifas que, se bem-sucedida, pode evitar que o pequeno empresário perca mercado externo. A família brasileira passa necessidade não porque Lula foi à França, mas porque a estrutura de poder nunca foi desenhada para incluí-la de fato.
Eduardo Teixeira
04/06/2026 - 03h15
Mais uma viagem internacional bancada pelo contribuinte para tentar apagar incêndio que o próprio governo criou com seu viés estatizante. Enquanto isso, a carga tributária brasileira continua a sufocar o empreendedor que gera emprego. Em vez de ir para a França negociar tarifa, deviam cortar gasto público e reduzir impostos internos para o Brasil ser competitivo de verdade.