Menu

Irã redefine estratégia com China e prepara novo roteiro de cooperação bilateral

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, representante especial para Assuntos da China, coordenou uma reunião de alto nível com ministros da economia, petróleo, o governador do Banco Central e o chefe da Organização de Planejamento e Orçamento. O objetivo foi alinhar a equipe econômica do governo em torno de uma nova estratégia […]

6 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ghalibaf, parlamentar iraniano, em reunião com autoridades econômicas. (Foto: en.mehrnews.com)
Ghalibaf, parlamentar iraniano, em reunião com autoridades econômicas. (Foto: en.mehrnews.com)

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, representante especial para Assuntos da China, coordenou uma reunião de alto nível com ministros da economia, petróleo, o governador do Banco Central e o chefe da Organização de Planejamento e Orçamento. O objetivo foi alinhar a equipe econômica do governo em torno de uma nova estratégia de aproximação com Pequim.

o encontro concentrou-se em elevar o nível das interações bilaterais e coordenar as demandas iranianas para o fortalecimento das relações com o parceiro estratégico chinês. Ghalibaf apresentou aos ministros um panorama dos desenvolvimentos internos do país e dos planos voltados à China, com ênfase nas novas políticas adotadas pela República Islâmica.

Durante a sessão, os ministros econômicos trouxeram observações fundamentais sobre o comportamento econômico chinês no período da Guerra do Ramadã, quando o Estreito de Ormuz foi fechado, oferecendo uma avaliação concreta da resiliência da parceria sob condições extremas. Questões centrais da relação bilateral foram discutidas de forma específica, e os participantes concordaram em apresentar ao representante especial para Assuntos da China planos voltados à melhoria das relações e à superação dos problemas atuais.

Estratégias de convergência e cooperação foram debatidas com o objetivo claro de adotar uma abordagem unificada para avançar as relações com Pequim. Além de acompanhar os temas correntes da agenda bilateral, Ghalibaf está elaborando uma nova estratégia iraniana para aprimorar os laços e ampliar o papel do país em questões regionais e internacionais. O plano será oferecido à China como o novo roteiro iraniano, consolidando o status de parceiro estratégico que a República Islâmica atribui ao país asiático.

A iniciativa de coordenar diretamente a equipe econômica sob a liderança do Parlamento sinaliza um esforço para imprimir maior coesão às negociações com o principal parceiro comercial e geopolítico do Irã. A menção ao comportamento chinês durante o fechamento do Estreito de Ormuz indica que Teerã utiliza experiências de crise como parâmetro para calibrar a profundidade da confiança mútua na aliança estratégica.

, ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Ronaldo Silva

04/06/2026 - 05h12

Pois é, o Brasil precisa de gente que trabalhe, não de reunião de luxo com iraniano. Enquanto isso, a gasolina não baixa, o imposto sobe e eu aqui tendo que rodar 12 horas por dia pra pagar conta. Esse povo de terno gravata nunca pegou um busão lotado na vida.

Celio Fazendeiro

04/06/2026 - 05h07

Só mais dois países comunistas querendo se unir pra ferrar com a gente enquanto o agro brasileiro que move o país é esquecido. China e Irã só tão tramando contra o Ocidente e o Brasil fica de otário aplaudindo. Cadê o governo olhando pra quem produz de verdade?

    João Augusto

    04/06/2026 - 05h07

    Caro Celio, reduzir China e Irã à pecha rasteira de “comunistas” é ignorar que Teerã é uma teocracia xiita e Pequim um capitalismo de Estado que, como Gramsci observaria, opera por hegemonia, não por ideologia; enquanto isso, o agro brasileiro que o senhor exalta viveu seu auge histórico exatamente sob a ditadura militar que fechou sindicatos e reprimiu trabalhadores rurais. A “trama” contra o Ocidente que o senhor vê talvez seja apenas o movimento real das contradições do capital global, que Walter Benjamin já identificava como ruína disfarçada de progresso.

Capitão Tavares ??

04/06/2026 - 04h53

Mais um capítulo dessa quadrilha internacional enquanto o Brasil se afunda na mão de comunistas e corruptos. Onde estão as Forças Armadas? Enquanto não houver uma intervenção militar pra limpar esse país, vamos continuar vendo nossos inimigos se fortalecerem.

    Célia Carmo

    04/06/2026 - 04h58

    Intervenção militar é o caralho, vai lavar uma louça, fascista! #ForaMilitarismo

    Ronaldo Pereira

    04/06/2026 - 05h03

    Tu nunca esteve num piquete, capitão, viu patrão nenhum suar a camisa. Intervenção militar é a mesma mão que fecha sindicato e corta salário.


Leia mais

Recentes

Recentes