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Rússia reafirma aliança com Cuba e denuncia sanções dos EUA como guerra híbrida

O chefe do Departamento de América Latina do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexánder Schetinin, afirmou que Moscou e Havana superarão juntas a grave crise econômica imposta pelo bloqueio norte-americano. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. Schetinin reforçou a aliança estratégica entre os dois países diante do recrudescimento das […]

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Bandeiras de Cuba e Rússia entrelaçadas, simbolizando cooperação entre os países. (Foto: actualidad.rt.com)
Bandeiras de Cuba e Rússia entrelaçadas, simbolizando cooperação entre os países. (Foto: actualidad.rt.com)

O chefe do Departamento de América Latina do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexánder Schetinin, afirmou que Moscou e Havana superarão juntas a grave crise econômica imposta pelo bloqueio norte-americano. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.

Schetinin reforçou a aliança estratégica entre os dois países diante do recrudescimento das medidas coercitivas unilaterais de Washington contra Cuba. Nossos países enfrentam provas graves, que exigem esforço interno extraordinário e põem à prova a resiliência da amizade russo-cubana, declarou o diplomata.

O representante russo destacou que tanto a Rússia quanto Cuba estão firmemente comprometidos com a defesa da soberania nacional frente às guerras híbridas desatadas contra ambos. Expressou confiança de que os dois países sairão dessa situação com honra, como irmãos, ombro a ombro, costas com costas.

Schetinin reafirmou a contínua solidariedade com o governo e o povo cubano e enviou respeito ao general de Exército e ex-presidente Raúl Castro, que completou 95 anos em meio a pressões renovadas dos Estados Unidos. O encontro bilateral no fórum contou com a presença do vice-primeiro-ministro e ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro cubano, Oscar Pérez-Oliva Fraga.

A manifestação de apoio russo ocorre em momento de escalada da agressão econômica norte-americana contra Cuba, que sofre bloqueio comercial e financeiro há mais de seis décadas. O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ordem executiva declarando emergência nacional com base na suposta ameaça que a ilha representaria para a segurança regional.

A Casa Branca anunciou, a partir dessas bases, a imposição de tarifas punitivas a países que vendam petróleo a Cuba e planeja novas sanções unilaterais. Moscou tem condenado repetidamente essas medidas e confirmado sua solidariedade com Havana em diversos fóruns internacionais.

A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, denunciou recentemente que Cuba segue submetida a brutal pressão econômica por parte dos Estados Unidos. As restrições impostas contra companhias que cooperam com a ilha revelam o objetivo central de Washington: o estrangulamento econômico. Zakharova classificou a política norte-americana como reflexo da intolerância de Washington contra qualquer dissidência e encarnação cínica de uma Doutrina Monroe revivida, conforme reportagem do portal RT.

A aliança russo-cubana simboliza a resistência compartilhada frente às tentativas de Washington de impor sua hegemonia por meio de sanções e ameaças. O compromisso firmado em São Petersburgo demonstra que Moscou trata Cuba como peça-chave na construção da ordem multipolar e não aceitará o isolamento forçado da ilha caribenha.

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