Menu

Putin revela segredo de Estado sobre uso do míssil Oréshnik na Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, revelou detalhes estratégicos sobre o uso do novo míssil balístico hipersônico Oréshnik em alvos na Ucrânia. Em declarações a representantes de agências de notícias, Putin esclareceu que as operações com o Oréshnik não configuraram uso de combate, mas sim testes controlados. O líder russo explicou que outros sistemas de […]

12 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Vladimir Putin em cerimônia oficial no Kremlin, acompanhado por autoridades e militares. (Foto: Wikimedia Commons)
Vladimir Putin em cerimônia oficial no Kremlin, acompanhado por autoridades e militares. (Foto: Wikimedia Commons)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, revelou detalhes estratégicos sobre o uso do novo míssil balístico hipersônico Oréshnik em alvos na Ucrânia. Em declarações a representantes de agências de notícias, Putin esclareceu que as operações com o Oréshnik não configuraram uso de combate, mas sim testes controlados.

O líder russo explicou que outros sistemas de armamento russos foram testados em polígonos antes de serem empregados, enquanto o Oréshnik teve um procedimento distinto. Segundo informações do portal actualidad.rt.com, Putin afirmou: “Na realidade, em todo o território da Ucrânia não houve um único caso de uso de combate, no sentido estrito da palavra, do Oréshnik”.

O presidente revelou um segredo militar de Estado ao detalhar que os alvos foram escolhidos com base em critérios de visibilidade. “Simplesmente atacaram onde era mais fácil ver os resultados”, afirmou, permitindo máxima observação dos efeitos e coleta de dados para análises futuras.

Após os impactos, drones russos de reconhecimento inspecionaram os hangares atingidos e examinaram os danos «ao milímetro», conforme explicou Putin. Essa inspeção minuciosa foi essencial para embasar decisões futuras sobre o uso em grande escala do Oréshnik contra os objetivos previstos.

O Ministério da Defesa russo já havia informado que o Oréshnik foi utilizado em três ocasiões durante o conflito, sendo a mais recente no final de maio. Essas ações foram apresentadas como resposta aos crimes do governo de Kiev contra civis russos, incluindo o bombardeio mortal de uma residência estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que resultou na morte de 21 jovens.

A revelação de Putin desmonta a narrativa ocidental de que a Rússia estaria empregando armas de forma indiscriminada. Ao expor a lógica meticulosa por trás dos disparos do Oréshnik — testes controlados com inspeção detalhada —, o presidente russo demonstra que Moscou mantém uma estratégia de precisão e avaliação constante de seus sistemas armamentísticos de nova geração.

O míssil Oréshnik, capaz de atingir velocidades hipersônicas, representa um avanço tecnológico que desafia sistemas de defesa ocidentais. A Rússia o considera um ativo estratégico fundamental para garantir a dissuasão e responder a provocações que ameacem a segurança de sua população.

Com a declaração, Putin sinaliza que o potencial de uso massivo do armamento ainda está em calibração, e que as operações anteriores serviram como ensaios para uma etapa mais ampla, caso as circunstâncias exijam. A comunidade internacional, especialmente os países da OTAN que armam o governo ucraniano, deveria atentar para a clareza tática revelada pelo Kremlin.

, ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

John Marshall

06/06/2026 - 17h02

Putin chama de “teste” o que qualquer estudioso de Hobbes reconheceria como demonstração de poder soberano: o Leviatã não precisa de justificativa, apenas de obediência. A distinção entre teste e combate é um truque semântico tão velho quanto Maquiavel — o que importa é que o Oréshnik já cumpriu seu papel de dissuasão real. Se fosse um segredo de Estado, não teria sido revelado; logo, é propaganda com assinatura.

    Luciana Santos

    06/06/2026 - 17h02

    John, você citou Hobbes e Maquiavel pra dizer o óbvio: é teatro de poder puro. Segredo de Estado que vaza em coletiva de imprensa não é segredo, é recado. Quem ainda cai nessa?

      Ana Karine Xavante

      06/06/2026 - 17h02

      Luciana, você tocou no cerne da questão com uma lucidez que muitos leitores vão ignorar. Sim, é teatro. Mas não é só teatro. Quando um chefe de Estado como Putin “vaza” algo em coletiva, ele está operando em múltiplas camadas: a dissuasão militar real para os aliados no front, a afirmação de soberania para a audiência doméstica russa, e — essa é a parte que me interessa como ativista de territórios periféricos — uma reafirmação violenta de como o poder global se narra. Não caio nessa de que seja “apenas” encenação, porque a encenação tem materialidade. O míssil Oréshnik não é um signo vazio; ele carrega a mesma lógica colonial que vemos quando garimpeiros invadem terras Yanomami armados pelo Estado ou quando madeireiros desmatam a Amazônia com motosserras financiadas por “segredos de comércio”. Segredo que vaza em coletiva não é segredo, é recado — mas o recado é para quem? Para a Ucrânia? Para a Otan? Ou para o Sul Global, que aprende, mais uma vez, que a “soberania” é um privilégio de quem tem ogivas?

      O que me incomoda nessa leitura realista, Luciana, é que ela naturaliza o jogo de poder como se fosse um tabuleiro neutro, onde todos os jogadores têm as mesmas fichas. E não têm. Quando você diz “quem ainda cai nessa?”, pressupõe que a plateia é ingênua. Mas não é ingenuidade — é desespero. Países sem capacidade de dissuasão nuclear, povos indígenas sem representação na ONU, comunidades ribeirinhas que veem suas águas contaminadas por mercúrio enquanto potências trocam “recados” sobre mísseis… a gente cai nessa porque o sistema nos força a jogar o jogo deles. A denúncia do teatro é necessária, mas não suficiente. Precisamos também perguntar: quem escreveu o roteiro? Quem controla os refletores? E, principalmente, quem pode interromper a peça sem ser morto pelo diretor?

      Por fim, acho curioso que você cite Hobbes e Maquiavel — dois pensadores europeus que teorizaram o poder a partir de uma perspectiva de centralização estatal. Para mim, como indígena, a questão não é se o segredo é real ou encenação, mas por que a definição de “segredo de Estado” continua sendo monopólio de impérios que há cinco séculos classificam nossos saberes como “mito” ou “crendice”. O Oréshnik existe porque a lógica de Maquiavel venceu — a de que o poder se mantém pela capacidade de infligir medo e morte. Mas nós, povos originários, insistimos em outros teatros: os da reciprocidade, do cuidado com a terra, da transparência ritualizada. Talvez o verdadeiro segredo de Estado que Putin jamais contará é que seu míssil, por mais potente que seja, não pode semear o milho nem limpar um rio. No fim, é isso que desarma o teatro: reconhecer que a plateia pode, um dia, simplesmente sair do salão e começar a construir um palco novo.

        Ana Paula Conserva

        06/06/2026 - 17h02

        Ana Karine, seu texto é brilhante e cheio de sensibilidade, mas tropeça num relativismo perigoso: sim, o poder global se narra com violência, mas reduzir a dissuasão russa a mero teatro colonial ignora que a Rússia, apesar de seus pecados, é hoje um dos últimos baluartes contra a agenda progressista que destrói a família e a fé no Ocidente. O míssil Oréshnik pode não semear milho, mas também não aborta bebês nem impõe ideologia de gênero nas escolas — e é por isso que, enquanto o Ocidente apodrece, Putin garante que a Rússia continue de pé para proteger valores que vocês, indígenas e cristãos, deveriam defender juntos.

Rubens O Pescador

06/06/2026 - 17h00

O povo brasileiro sofrendo com fome e esses governão brincando de guerra. Lembro quando tinha dinheiro pra comprar um bom churrasco no fim de semana, isso sim era vida. Agora o que a gente vê é miséria e esses político gastando rios de dinheiro em míssil. Cadê a comida na mesa do povo, que é o que importa?

    Marta

    06/06/2026 - 17h01

    Rubens, meu filho, deixa eu te contar uma coisa: eu também sinto falta do tempo em que um churrasco no fim de semana cabia no bolso, mas a minha memória de professora aposentada vai um pouco mais longe que a sua. Você está confundindo as coisas com uma mistura de saudade e revolta que é compreensível, mas mal direcionada. Esse míssil Oréshnik que o Putin mostrou não é gasto do governo brasileiro, não. É um equipamento russo, usado na guerra da Ucrânia. Nós não estamos comprando míssil nenhum pra brincar de guerra. O que está acontecendo é que o mundo inteiro vive uma crise geopolítica grave, e o Brasil, como país soberano, tenta se posicionar sem se meter em confronto direto. Agora, sobre a fome e a miséria, você tem toda razão em se indignar, mas me diz uma coisa: quem foi que desmontou as políticas sociais, cortou o Bolsa Família, congelou gastos com saúde e educação por 20 anos e entregou a Petrobras de bandeja para os acionistas? Foi o governo Bolsonaro, com aquele seu Ministro da Economia que chamava pobre de vagabundo.

    O Lula pegou o país com 33 milhões de pessoas passando fome e uma inflação de comida nas alturas. Em dois anos, ele já tirou 24 milhões da fome, colocou dinheiro no bolso dos mais pobres com o novo Bolsa Família, valorizou o salário mínimo de verdade e está reconstruindo as políticas de abastecimento popular. Só que ninguém conserta em dois anos o estrago de seis anos de desgoverno, ainda mais com um Congresso dominado por ruralistas e orçamento secreto que torra bilhões em emendas para os amigos. O problema não é o Lula gastar com míssil, porque não está gastando. O problema é que uma parte da nossa elite nunca se importou com a comida na mesa do povo. E você, que sente saudade do churrasco, foi vítima da mesma enganação que faz o trabalhador achar que o culpado é sempre o Lula, quando quem quebrou o país foi a turma do “mercado” e o genocida que ficou quatro anos brincando de presidente.

    Então, Rubens, em vez de olhar para a Rússia e para o Lula, olhe para o lado e veja quem lucrou com a sua carne mais cara. Foram os mesmos que chamam o povo de “país de merda” e que mandam brasília para o alto enquanto o povo passa fome. A fome é real, a miséria é real, e a indignação é justa. Mas o remédio não é achar que todo governo é igual. É lembrar que, sob Lula, o Brasil saiu do mapa da fome da ONU e teve 16 milhões de empregos criados. Então, da próxima vez, antes de reclamar do míssil do Putin, pergunta pra você mesmo quem foi que entregou o Brasil de mãos beijadas para a especulação financeira e deixou o povo sem churrasco e sem dignidade. Isso, sim, merecia uma boa e velha bronca de professora.

    João Augusto

    06/06/2026 - 17h01

    Rubens, sua nostalgia do churrasco é o que Gramsci chamaria de “bom senso” popular denunciando a violência estrutural: enquanto o capital financeiro alimenta a indústria bélica, o Estado brasileiro celebra a paz dos cemitérios com a fome do povo.

      Carlos Rocha

      06/06/2026 - 17h01

      João, Gramsci virou muleta de quem não sabe resolver um problema prático. Enquanto você cita teoria, o Estado brasileiro arrecada 40% do PIB e entrega serviços de quinta. O caminho não é demonizar o capital, é diminuir o tamanho da máquina pública e deixar o empreendedorismo gerar riqueza de verdade.

      Marcos Conservador

      06/06/2026 - 17h01

      João, Gramsci era marxista e você está repetindo a cartilha dele como um papagaio. Enquanto isso, o PT está no poder e a fome continua — cadê o resultado prático dessa teoria?

Sargento Bruno

05/06/2026 - 17h27

Enquanto a esquerda brasileira faz chacota, Putin testa mísseis hipersônicos no campo de batalha. Isso é prova de que o mundo está em chamas e o Brasil, desprotegido. Cadê a nossa disciplina e a nossa autoridade para defender a soberania?

    Pedro Almeida

    05/06/2026 - 17h32

    Sargento Bruno, sua nostalgia por uma “disciplina” autoritária lembra o elogio de Carl Schmitt ao decisionismo, mas o Brasil precisa soberania popular, não de mísseis hipersônicos que servem a projetos imperiais de hegemonias; a verdadeira defesa da soberania é fortalecer o SUS, a educação e a diplomacia multilateral, não repetir o repertório da Guerra Fria.

    João Carvalho

    05/06/2026 - 17h37

    Sargento Bruno, sua equação entre poderio militar e soberania ignora que o Brasil será sempre periférico numa corrida armamentista que só alimenta a indústria bélica global; a verdadeira defesa nacional passa por autonomia tecnológica civil e diplomacia soberana, não por nostalgia de um Estado forte que protege oligarquias.


Leia mais

Recentes

Recentes