O México deu um passo significativo em direção à inovação tecnológica com o lançamento do Olinia 1, o primeiro veículo elétrico nacional.
Com preço inicial de 150 mil pesos, o Olinia 1 será lançado no mercado em 2027, conforme reportagem do La Jornada. O nome do veículo, que significa ‘mover-se’ em náhuatl, simboliza o movimento de ideias e inovação que o projeto representa.
Sheinbaum destacou a colaboração entre instituições mexicanas e parceiros internacionais, incluindo especialistas e empresas da China, Estados Unidos, Índia e Alemanha, para o desenvolvimento do veículo. Este esforço conjunto demonstra a capacidade do México de inovar e criar tecnologia de ponta, rompendo com a visão de que o país apenas adapta tecnologia estrangeira.
O Olinia 1 tem capacidade para seis pessoas e é adaptado para usuários em cadeira de rodas. Oferece autonomia de 125 quilômetros e pode ser carregado em tomada doméstica convencional. Um plano para instalar milhares de carregadores até 2030 já está em andamento, com primeira fase de 2 mil pontos nas regiões do Estado do México, Cidade do México e Puebla.
Roberto Capuano Tripp, diretor do projeto, afirmou que o Olinia 1 é o veículo que milhões de mexicanos precisam e representa o nascimento de uma nova indústria no país. Atualmente, o carro possui 50% de conteúdo nacional, com meta de atingir 75% até 2030.
Rosaura Ruiz Gutiérrez, da Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação, enfatizou que o projeto não se trata apenas de um veículo elétrico, mas de incentivar a criação de um setor industrial com grande potencial de crescimento. A iniciativa visa não apenas a inovação tecnológica, mas também a abertura de novas oportunidades para jovens mexicanos.


Marco Paulo Valeriano de Brito
09/06/2026 - 15h17
A GURGEL INVENTOU O CARRO ELÉTRICO BRASILEIRO E DA AMÉRICA LATINA/CARIBE
O Brasil não só não incentiva uma indústria automotiva genuinamente brasileira como mata todas as nossas iniciativas científicas, tecnológicas, industriais e empresariais para que possamos desenvolvê-la, com o maior exemplo sendo o que o Brasil fez com a Gurgel deixando-a morrer.
O Itaipú da Gurgel foi o pioneiro carro elétrico brasileiro, que tinha como desafio à época o aperfeiçoamento das baterias, e tivemos o BR800, um mini carro com motorização térmica 100% nacional e inovador para aquela época.
Chegamos ao século XXI sem nenhuma marca automotiva 100% brasileira e isso é inadmissível para uma nação como o Brasil.
Se temos uma Embraer, por que não podemos fabricar veículos automotivos terrestres e aquáticos 100% brasileiros?
Temos ciências e tecnologias e o que nos falta é vontade política, incentivo governamental e determinação empresarial para o real desenvolvimento da nossa indústria nacional.
Marco Paulo Valeriano de Brito