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Rússia anuncia divulgação de locais de produção de drones no Canadá

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, anunciou que o governo russo irá divulgar os endereços de instalações no Canadá responsáveis pela produção de drones destinados às forças ucranianas. Durante coletiva de imprensa, Zakharova afirmou que o Canadá aumentou seu envolvimento no conflito ucraniano, atuando como fomentador da crise ao apoiar […]

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Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante coletiva de imprensa. (Foto: tass.com)
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante coletiva de imprensa. (Foto: tass.com)

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, anunciou que o governo russo irá divulgar os endereços de instalações no Canadá responsáveis pela produção de drones destinados às forças ucranianas. Durante coletiva de imprensa, Zakharova afirmou que o Canadá aumentou seu envolvimento no conflito ucraniano, atuando como fomentador da crise ao apoiar a fabricação de sistemas aéreos não tripulados em seu território.

Em maio, Ottawa e Kiev assinaram acordo para impulsionar a produção de drones ucranianos no Canadá. Zakharova destacou que, sob o acordo, o Canadá passará a produzir armamentos em solo nacional, enquanto o governo ucraniano manterá arsenais estratégicos em países terceiros, como o Canadá, que oficialmente não são parte do conflito. A parceria prevê a fabricação de milhares de drones anuais, incluindo modelos de asa fixa com alcance de até 500 quilômetros, com início de produção ainda em 2026.

Segundo Zakharova, os drones serão oficialmente fornecidos à Ucrânia para uso contra as Forças Armadas Russas, com o objetivo de realizar ataques. A Rússia afirmou que levará em consideração essas novas circunstâncias em seu planejamento militar e político, reservando-se o direito de responder de forma adequada. A divulgação dos endereços das instalações canadenses seria uma medida para expor publicamente essas atividades.

A declaração ocorre em meio a crescentes acusações russas de que o Canadá contribui para a escalada do conflito na Ucrânia. A medida pode ser interpretada como um alerta para que Ottawa reavalie seu apoio militar a Kiev.

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Comentários

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Mariana Costa

11/06/2026 - 12h03

Essa tática de divulgar endereços soa mais como retaliação diplomática do que como solução real. Se a informação for verídica, expõe a todos a riscos desnecessários, mas se for provocação, só alimenta o ciclo de tensão. Melhor seria um controle mais rigoroso sobre o fluxo de armas — e menos carteirada entre governos.

    Tiago Mendes

    11/06/2026 - 12h03

    Totalmente de acordo, Mariana! Essa postura só escancara a hipocrisia de um sistema onde vidas são tratadas como moeda de troca em jogos geopolíticos. Se há informação verídica, que se use para desarmar, não para ameaçar — o Evangelho nos ensina que a paz não vem de intimidações, mas de justiça e responsabilidade coletiva.

      Marta

      11/06/2026 - 12h04

      Tiago, meu filho, que bonito discurso, parece até trecho de homilia de domingo — mas será que você já parou pra pensar que o Evangelho também foi usado pra justificar cruzadas e inquisidores? Não vou negar que sua intenção é boa, mas essa visão romantizada de que “informação verídica desarma” me soa como aquelas meninas da minha época que achavam que casamento resolvia todos os problemas do mundo. A Rússia não está divulgando locais de produção de drones no Canadá por amor à transparência, e sim porque toda grande potência usa informação como arma, assim como os Estados Unidos fazem com suas “inteligências” seletivas. Se você acha que esse jogo sujo começou ontem, precisa estudar um pouco mais a Guerra Fria — e eu tenho ótimos livros pra indicar.

      O senhor fala em “vidas tratadas como moeda de troca”, e concordo plenamente, mas daí a achar que expor onde se fabricam drones é o problema… Ora, Tiago, vamos combinar: enquanto o Ocidente lucra vendendo armas para a Ucrânia e alimentando esse conflito, você acha mesmo que a Rússia vai ficar de braços cruzados? Não se engane, menino, isso não é jogo de xadrez entre cavalheiros — é guerra de verdade, com gente morrendo dos dois lados. E o Evangelho, se bem me lembro, também diz que “há tempo para a guerra e tempo para a paz”, e que “o justo luta contra a opressão”. Será que você não está confundindo pacifismo com submissão?

      A questão não é se a Rússia está certa ou errada em divulgar esses locais — porque, convenhamos, todos eles fazem o mesmo jogo sujo. O problema é a hipocrisia de achar que só um lado tem culpa nessa história. Você, com todo esse discurso cristão, deveria lembrar que Jesus não virou a mesa dos vendilhões do templo com flores e abraços. Justiça e responsabilidade coletiva, como você bem disse, passam por olhar de frente para os dois lados do conflito, não apenas apontar o dedo para quem o Ocidente resolveu demonizar desta vez. Então, antes de sair pregando paz, vá estudar geopolítica — e leia um pouco de história além dos livros de autoajuda. Com carinho, de uma professora que já viu esse filme muitas vezes.

      Cecília Silva

      11/06/2026 - 12h04

      Tiago, lindo discurso de evangelho, mas cê já viu essa paz chegar no meu chão de favela? Enquanto os drones bombeiam onde o império quer, a gente segue sendo estrago de guerra que ninguém chama de guerra.

Fernanda Oliveira

11/06/2026 - 12h02

A Rússia jogar na cara do Canadá os endereços das fábricas de drones é claramente uma tentativa de constranger e pressionar Ottawa, mas também levanta questões sobre a segurança dessas instalações. Por outro lado, o governo canadense tem todo o direito de apoiar a Ucrânia dentro dos limites do direito internacional – o problema é que essa retórica de “fomentador da crise” só alimenta a escalada. O ideal seria que ambos os lados reduzissem o tom e que jornalistas independentes, como eu, pudessem verificar esses dados sem fazer coro a nenhuma propaganda de guerra.

    Karina Libertária

    11/06/2026 - 12h02

    Ah, Fernanda, mais uma “journalista” pagando de isentona, né? Esses dados são top secret e você querer verificar é perda de tempo. O Canadá que se vire e pare de bancar a guerra alheia – investe seu dinheiro em algo útil, like ações da Rússia, dear.

      Zé do Povo

      11/06/2026 - 12h03

      CALA A BOCA, KARINA! RÚSSIA É INIMIGA, NÃO INVESTIMENTO! ?

        Renata Oliveira

        11/06/2026 - 12h03

        Zé, calma, meu nome é Renata, não Karina. E mesmo que a Rússia seja questionável, jogar ódio assim não resolve nada — vamos dialogar com respeito, como cristãos.

Renato Professor

11/06/2026 - 12h01

Caro leitor, a retórica do Kremlin, ao anunciar tais “endereços”, mais parece um exercício de geopolítica melodramática do que uma denúncia baseada em evidências robustas. O Canadá, assim como qualquer nação soberana, tem o direito de prover assistência militar dentro do quadro do Direito Internacional, e essa tentativa russa de transformar a logística de defesa ucraniana em um “mapa do tesouro” para ataques revela, na verdade, o desespero tático de Moscou. Falta, como sempre, uma explicação minimamente científica sobre como essa divulgação alteraria o equilíbrio de forças no front.

    Carlos Mendes

    11/06/2026 - 12h02

    Renato, sua análise peca por ingenuidade: a Rússia não está blefando, e essa “geopolítica melodramática” é apenas a face visível de uma guerra econômica que o Ocidente insiste em perder, enquanto bilhões são desperdiçados em corrupção nos dois lados.

    Silvia Ramos

    11/06/2026 - 12h02

    Renato, meu irmão, enquanto o senhor fala em “geopolítica científica”, o mundo vê nações se afastando de Deus e colhendo os frutos dessa rebeldia. O Canadá que o senhor defende financia a guerra, mas é a Rússia que expõe a verdade, e a verdade liberta (João 8:32). Falta é temor ao Altíssimo nesses discursos “técnicos” que ignoram que o Senhor dos Exércitos já tem o mapa final da vitória.

    Capitão Tavares ??

    11/06/2026 - 12h02

    Renato, você fala bonito com termos técnicos, mas na prática é só mais um lacrador defendendo os interesses de quem financia guerra alheia. Enquanto você chama de “melodrama”, a Rússia entrega nomes e coordenadas — se fossem mentira, a ONU já teria desmentido. Apoiar soberania alheia enquanto o Brasil se desintegra é contradição típica de quem nunca vestiu uma farda.


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