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PEC do patrão: manobra do Senado em conluio com empresários denunciada aos olhos do mundo

Os representantes das centrais sindicais, que estão em Genebra, na Suíça, entregaram uma carta ao diretor geral da OIT, Gilbert Houngbo, para denunciar a PEC patronal sobre a escala 6×1, que além de prever o pagamento por horas trabalhadas, fragiliza a negociação coletiva, promove o aumento de jornada e reduz direitos como férias, 13º e […]

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Ao ir contra as negociações coletivas, os patrões reduzem a participação dos sindicatos que buscam agregar mais direitos aos trabalhadores / Reprodução

Os representantes das centrais sindicais, que estão em Genebra, na Suíça, entregaram uma carta ao diretor geral da OIT, Gilbert Houngbo, para denunciar a PEC patronal sobre a escala 6×1, que além de prever o pagamento por horas trabalhadas, fragiliza a negociação coletiva, promove o aumento de jornada e reduz direitos como férias, 13º e FGTS.

A PEC protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) conta com o apoio dos mega empresários e as confederações patronais – CNI, Fiesp, CNA, CNC e CNT – que lançaram um manifesto publicitário em defesa dessa PEC/desse golpe. No dia 9, a Rede Bandeirantes de Televisão chegou a ler um editorial defendendo a PEC dos patrões, contra a redução da jornada sem diminuição salarial

“Estão tentando vender a precarização como se fosse liberdade, falando em ‘escolha do trabalhador’ para retirar nossos direitos. É de uma cara de pau sem tamanho. O movimento sindical não vai recuar e tem o apoio irrestrito dos trabalhadores brasileiros. O fim da 6×1 é pauta de dignidade”, denunciou Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários e representante da CTB na Conferência Internacional em Genebra.

 Na carta, as centrais sindicais afirmam que a PEC patronal vai na contramão do que recomenda a própria OIT, pois não reduz a jornada de trabalho e consequentemente ignora o quanto as longas jornadas são prejudiciais à saúde dos trabalhadores. Além disso, ao ir contra as negociações coletivas, os patrões reduzem a participação dos sindicatos que buscam agregar mais direitos aos trabalhadores.

“Estamos aqui para debater avanços nos direitos dos trabalhadores, fazendo uma discussão tripartite para chegarmos a um denominador comum. Mas não aceitaremos recuos. Queremos que a PEC aprovada na Câmara dos Deputados – com a escala 5×2, sem redução salarial, seja pautada e aprovada no Senado”, finaliza Márcio Ayer.

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