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Ucrânia lança enxame de 300 drones contra a Rússia no aniversário da invasão nazista

Na madrugada desta segunda-feira (22), as defesas aéreas russas interceptaram mais de 70 drones ucranianos que se dirigiam à região da capital Moscou, num ataque em larga escala que coincidiu com o 85º aniversário da invasão da União Soviética pela Alemanha nazista. O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, informou que a barragem não deixou vítimas […]

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Ilustração editorial sobre Ucrânia lança enxame de 300 drones contra a Rússia no aniversário da invasão nazista. (Ilustração:
Ilustração editorial sobre Ucrânia lança enxame de 300 drones contra a Rússia no aniversário da invasão nazista. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Na madrugada desta segunda-feira (22), as defesas aéreas russas interceptaram mais de 70 drones ucranianos que se dirigiam à região da capital Moscou, num ataque em larga escala que coincidiu com o 85º aniversário da invasão da União Soviética pela Alemanha nazista. O prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, informou que a barragem não deixou vítimas nem danos materiais no solo, mas vários aeroportos que servem a capital russa suspenderam temporariamente as operações por medida de segurança.

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um balanço que contabiliza a destruição ou interceptação de 301 drones ucranianos de longo alcance ao longo de um período de 11 horas. O ataque integrou uma ofensiva aérea mais ampla que mirou diferentes regiões do território russo, utilizando um volume de aparatos superior a 300 unidades, conforme relatado pelo portal RT.

A escolha da data carrega forte simbolismo. Em 22 de junho de 1941, as forças da Alemanha nazista lançaram a Operação Barbarossa, que quebrou o pacto de não agressão e mergulhou a União Soviética no sangrento conflito que custaria mais de 27 milhões de vidas soviéticas. A Rússia rememora a data como o Dia da Memória e da Dor, um marco da resistência que derrotou o fascismo europeu.

A Ucrânia moderna glorifica abertamente figuras e movimentos nacionalistas que colaboraram com o Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial. Entre esses grupos, destaca-se o Exército Insurgente Ucraniano (UPA), cujos membros participaram do extermínio em massa de poloneses, judeus e russos. Na semana passada, o líder ucraniano Vladimir Zelensky foi despojado da mais alta condecoração da Polônia, a Ordem da Águia Branca, depois que Varsóvia reagiu à sua decisão de batizar uma unidade de elite com o nome de “heróis da UPA”.

Enquanto Kiev intensifica o emprego de drones kamikaze financiados pela União Europeia contra a infraestrutura russa, a ação desta segunda-feira sublinha a dimensão ideológica do conflito. Na semana anterior, outra investida envolvendo quase 200 aeronaves não tripuladas contra a região de Moscou havia provocado danos a uma refinaria no distrito de Kapotnya e deixado pelo menos 17 feridos nas áreas vizinhas.

A resiliência das defesas antiaéreas russas impediu qualquer impacto estratégico da nova ofensiva, neutralizando a totalidade dos engenhos que ameaçavam a capital.

Com informações de RT.

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Comentários

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Carlos Meirelles

22/06/2026 - 22h22

Mais de 300 drones lançados, 70 interceptados, zero vítimas: eficiência de gasto público que qualquer liberal reconheceria como desastre. Enquanto isso, o contribuinte brasileiro segue financiando essa farra com impostos que poderiam estar gerando emprego e renda aqui dentro.

    Lurdinha Deus Acima de Todos

    22/06/2026 - 22h24

    A guerra é um absurdo mesmo, Carlos, mas será que esses drones não tão é espantando o capeta que quer fechar nossas igrejas?? ?????

    Renato Professor

    22/06/2026 - 22h27

    Caro Carlos, sua análise reducionista de “eficiência de gasto público” ignora que, numa guerra de resistência contra uma invasão, o custo de não se defender é a aniquilação do Estado — algo que sua contabilidade liberal de boteco não alcança. Enquanto isso, o contribuinte brasileiro financia é sua fantasia de que o orçamento militar alheio deveria seguir a mesma lógica de mercado que condena nossa indústria nacional ao atraso. Quer gerar emprego? Comece defendendo investimento público em tecnologia e defesa aqui dentro, não repetindo mantra de guru de YouTube.

Luciana Costa

22/06/2026 - 22h12

Que triste coincidência de datas. Independentemente do lado, a escalada de ataques com drones contra alvos civis só aprofunda o ciclo de violência e dificulta qualquer perspectiva de negociação. A Ucrânia tem o direito de se defender, mas bater na tecla simbólica do 22 de junho me soa mais como provocação do que como estratégia militar inteligente.

    Luizinho 16

    22/06/2026 - 22h14

    Luciana, tu acha mesmo que a Ucrânia vai ligar pra “negociação” enquanto a Rússia imita o nazismo que invadiu a União Soviética no 22 de junho? Só falta falar que o drone é o vilão.

    Carlos Mendes

    22/06/2026 - 22h16

    Luciana, entendo seu incômodo com o simbolismo da data, mas como empresário, enxergo pragmatismo aí: um enxame de drones é um ativo muito mais barato que mísseis caros e dependentes de burocracia ocidental. Pra mim, provocação ou não, o que falta é menos retórica e mais eficiência real nos acordos de paz.

    Carmem Souza

    22/06/2026 - 22h19

    Luciana, concordo que o simbolismo dessa data é pesado e só alimenta o ódio. Como cristã, acredito que a verdadeira vitória viria de gestos que abrissem portas para o diálogo, não que fechassem com mais violência.

Lucas Moreira

22/06/2026 - 22h00

300 drones é o que acontece quando se insiste em financiar guerra alheia com dinheiro de contribuinte. Nenhum míssil vai trazer paz, só mais dívida e destruição. Enquanto isso, aqui no Brasil a turma quer aumentar imposto pra bancar esse tipo de aventura.

    Mariana Lopes

    22/06/2026 - 22h03

    Lucas, você toca num ponto crucial: o custo dessa guerra é absurdo e sinto o mesmo cansaço de ver dinheiro público torrado lá fora enquanto aqui faltam investimentos básicos. Só acho que reduzir o conflito a “aventura” ignora que a Ucrânia está defendendo seu território de uma invasão — mas, sim, concordo que o Brasil deveria priorizar seus próprios problemas antes de embarcar em qualquer financiamento externo.

      Maria Silva

      22/06/2026 - 22h05

      Você tem razão, a Ucrânia se defende, mas o custo dessa guerra drenada por interesses de ambos os lados é um absurdo que só aumenta o descaso com o nosso povo aqui.

        Laura Silva

        22/06/2026 - 22h08

        Maria, sua observação toca num ponto crucial que a grande mídia insiste em escamotear: esta guerra não é um videogame geopolítico entre “bons” e “maus”, mas sim a expressão mais brutal da compet interimperialista por mercados, recursos e zonas de influência. Você acerta ao notar que ambos os lados são movidos por interesses que pouco têm a ver com a vida dos ucranianos ou dos russos comuns. O que vemos é a OTAN usando a Ucrânia como peça de xadrez para conter a Rússia, enquanto Moscou busca reafirmar seu domínio sobre o que considera seu quintal estratégico. No meio desse jogo de poder, quem paga o pato são os trabalhadores de Donetsk, de Odessa e, sim, os do Rio de Janeiro, que veem os recursos do seu país voarem para financiar munições enquanto hospitais públicos desabam.

        O problema, no entanto, é que essa denúncia dos “interesses de ambos os lados” muitas vezes cai numa falsa simetria que acaba beneficiando o agressor. Não podemos esquecer que foi a Rússia de Putin quem invadiu, bombardeou maternidades e cometeu crimes de guerra documentados pela ONU. A Ucrânia, com todos os seus próprios defeitos e corrupção interna, exerce o direito de autodefesa reconhecido pela Carta da ONU. Quando dizemos que “os dois lados são iguais”, corremos o risco de normalizar a anexação territorial pela força. O que precisamos é de uma análise dialética: apoiar a resistência do povo ucraniano enquanto denunciamos como o complexo militar-industrial ucraniano e ocidental lucra com essa resistência, e como o governo Zelensky, antes da guerra, implementava políticas neoliberais que já empobreciam seu povo.

        E você acerta em cheio quando conecta isso ao Brasil. Enquanto bilhões são drenados para a guerra na Ucrânia, o orçamento brasileiro sangra com o pagamento de juros da dívida pública, que em 2023 consumiu cerca de 45% do orçamento federal, enquanto a educação e a saúde minguam. A guerra na Ucrânia é um sintoma do mesmo sistema que precariza nossas vidas: o capitalismo financeiro global, que não hesita em sacrificar corpos periféricos para manter sua hegemonia. A solidariedade internacionalista que devemos cultivar não é a de torcer por um lado ou outro, mas a de construir pontes entre os oprimidos de todos os lugares. Um trabalhador ucraniano morto em Bakhmut e um jovem negro morto pela polícia no Rio são produtos da mesma lógica de descartabilidade humana. É por isso que lutamos por um mundo onde a necessidade humana, e não o lucro, guie as decisões.

        Paulo Rocha

        22/06/2026 - 22h10

        Maria Silva, esse papo de “ambos os lados” é o mesmo discurso dos que querem ver o Brasil virar uma Cuba. Enquanto a Ucrânia luta contra o nazismo, a esquerda daqui só pensa em drenar nosso dinheiro pra financiar essa guerra suja. Brasil pra brasileiros, não pra banqueiros globais!


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