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Coronel Macgregor: EUA foram derrotados no Estreito de Ormuz e Trump está sob coação de Israel

Coronel Doug Macgregor afirma que os EUA foram derrotados militarmente pelo Irã, que Trump está sob coação de Israel e que o Estreito de Ormuz segue sob co

12 comentários
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Em entrevista ao programa Judging Freedom, o coronel reformado do Exército dos EUA, Doug Macgregor, traçou um panorama preocupante da guerra conduzida por Donald Trump no Oriente Médio, afirmando que os Estados Unidos foram derrotados militarmente pelo Irã e que o presidente está sob intensa pressão do lobby israelense. Macgregor deixou claro que a abertura do Estreito de Ormuz continua longe de ser uma realidade: ‘O Irã ainda controla o estreito de forma efetiva’, disse, e os ataques recentes da Guarda Revolucionária a embarcações não autorizadas mostram que o conflito está longe do fim.

Segundo o coronel, a suposta vitória propagada pelo governo é uma ficção perigosa. Ele ironizou a narrativa oficial: ‘Como a Guarda Revolucionária pode ainda agir, se dissemos que afundamos sua marinha e destruímos sua força aérea?’. Na prática, a negativa das seguradoras internacionais em retomar plenamente as operações revela que o mercado não acredita no fim das hostilidades, o que manterá os preços do petróleo artificialmente altos por semanas, com impacto global sobre fertilizantes e derivados.

Macgregor descartou a viabilidade de uma invasão terrestre ou de operações especiais profundas no território iraniano. A tentativa de decapitar o regime e resgatar urânio enriquecido em Isfahan fracassou diante de defesas aéreas e milícias locais. ‘Estamos com sorte de ter perdido tão pouco’, disse. Para o coronel, a era da projeção de força convencional americana no Oriente Médio acabou: navios de guerra não conseguem se aproximar da costa sem serem ameaçados por mísseis de longo alcance, e qualquer base regional seria destruída em horas.

A questão israelense ocupa o centro da análise. O coronel acredita que Trump nunca quis essa guerra, mas foi arrastado por Israel e seus agentes nos EUA. A revelação de uma conversa tensa entre Trump e Netanyahu, na qual o presidente o acusa de sabotar o memorando de entendimento com o Irã, evidencia a pressão insustentável. ‘Netanyahu fará tudo ao seu alcance para sabotar qualquer acordo’, afirmou Macgregor, que vê o primeiro-ministro israelense incapaz de sobreviver politicamente sem uma guerra em curso.

Para Macgregor, a única saída é o desengajamento total: ‘A solução militar não é atacar, é sair. Precisamos dizer a Israel que fizemos tudo o que iríamos fazer e vamos embora. Mas Trump ainda não conseguiu dar esse passo porque está sob coação’. O coronel mencionou o risco de chantagem financeira, citando o lobby israelense e a possibilidade de que os mesmos financiadores que elevaram Trump ao poder possam retirar seu apoio e impulsionar um impeachment caso ele se oponha a Israel de forma definitiva.

Uma manobra atual, revelada por Macgregor, mostra que Trump autorizou a venda de motores a jato à Turquia por 700 milhões de dólares, ao mesmo tempo que planeja usar uma ‘brigada degoladora’ de sírios contra o Hezbollah no Líbano. ‘Está tentando subornar Erdogan para ignorar o que ocorre em sua esfera de influência e ao mesmo tempo arrastar a Síria para uma guerra contra xiitas, o que pode detonar um conflito regional com a entrada de russos e chineses ao lado do Irã’, alertou. O coronel concluiu que Trump está sendo tristemente manipulado e que a combinação de derrota militar, chantagem doméstica e tentações táticas pode levar a uma depressão econômica global.

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Comentários

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Tonho Patriota

27/06/2026 - 06h23

ISSO É FAKE NEWS PURA DESSE CORONEL COMUNISTA! FAZ O L, TRUMP É O SALVADOR DO MUNDO E QUEM PERDEU FOI O IRÃ, ESSE AI TÁ DEFENDENDO OS MUÇULMANOS!

    Samara Oliveira

    27/06/2026 - 06h25

    Tonho Patriota, com todo respeito, mas chamar o outro de comunista só porque discorda não é argumento, é xingamento. A Bíblia nos ensina a examinar tudo e reter o que é bom, não a endeusar líderes. E defender muçulmanos não é pecado não, Jesus mandou amar até os inimigos.

    Carlos Mendes

    27/06/2026 - 06h28

    Tonho, aqui é 45 e liberal: esse papo de salvador do mundo não paga imposto nem gera emprego. Geopolítica se resolve com logística e pragmatismo, não com clubismo de torcida.

Beatriz Lima

27/06/2026 - 06h11

Pois é, mais uma da série “fontes anônimas e coronéis reformados salvam o jornalismo”. O Doug Macgregor é aquele mesmo que apareceu na Tucker Carlson sendo demitido do Pentágono? Ele tem um currículo respeitável, mas também um histórico de declarações que beiram o catastrofismo profético. Sempre que leio “EUA foram derrotados militarmente no Estreito de Ormuz”, minha primeira reação é pedir os dados: quantos navios afundaram? Quantos soldados morreram? Qual a posição dos porta-aviões hoje vs. antes? Porque “derrota militar” geralmente envolve algo mais concreto do que um coronel dizendo que aconteceu. Se o Irã realmente derrotou a Marinha americana ali, alguém deveria ter notado a falta de um porta-aviões no caminho pro Happy Hour em Manama.

A parte sobre Trump estar sob coação de Israel é a cereja no sundae conspiratório. Olha, não duvido que o lobby israelense tenha influência pesada em Washington – isso é fato, não é teoria. Mas transformar o presidente de turno num fantoche sem agência própria é uma simplificação grosseira. Trump fez mais pelo Irã do que Obama? Ele matou Soleimani, saiu do acordo nuclear, impôs sanções máximas. Se Israel está “coagindo” ele a fazer tudo isso, então o coitado não tem vontade própria mesmo. Cadê as evidências dessa coação? Interceptação de conversas? E-mails vazados? Testemunhas? Enquanto não vierem as provas, isso é narrativa para entreter a militância, não para informar.

Outra coisa: o Estreito de Ormuz. É um dos pontos mais monitorados do planeta. Toda tentativa iraniana de fechar ou controlar a passagem gera resposta imediata das forças navais dos EUA e aliados. A última grande escalada foi em 2019, com a apreensão de petroleiros e ataques a instalações sauditas. O resultado foi que os EUA aumentaram a presença, o Irã recuou taticamente, e o fluxo de petróleo continuou. Chamar isso de “derrota militar” americana é esticar demais o conceito. Derrota seria o Irã impedindo a passagem por semanas, forçando uma negociação humilhante. Não ocorreu. O que ocorreu foi um impasse caro, sim, mas derrota é narrativa.

No fim das contas, artigos como esse são úteis para lembrar que ninguém tem monopólio da verdade, especialmente num cenário geopolítico onde todo mundo espinafra. Mas se a gente for levar a sério toda declaração bombástica de um coronel aposentado com canal no YouTube, vamos parar de acreditar até na lei da gravidade. Quero ver dados concretos, fontes verificáveis e um mínimo de contraditório. Até lá, fico com a minha ceticismo padrão de BH: desconfio de quem fala com tanta certeza, especialmente se for de longe e sem apresentar provas.

    Mariana Lopes

    27/06/2026 - 06h13

    Beatriz, você cirurgicamente desmontou o artigo. Também sou cética com profecias sem lastro empírico. “Derrota militar” no Estreito de Ormuz exige mais que declaração de coronel aposentado — cadê os navios afundados, os satélites, os relatórios do CENTCOM? E a coação em Trump, convenhamos: o cara matou Soleimani e saiu do JCPOA, não parece exatamente um fantoche desajeitado. Fico com seu ceticismo mineiro: quero dados, não narrativa.

    Ricardo Menezes

    27/06/2026 - 06h15

    Beatriz, com todo respeito ao seu ceticismo mineiro, você parece achar que derrota militar só existe com navio afundado e corpo boiando — isso é visão de quem nunca viu uma guerra de atrito ou um império perdendo influência por cansaço logístico. E sobre lobby israelense, quer e-mails vazados? Acorda, minha filha, em Washington isso se chama “aliança estratégica” e é paga com voto e doação de campanha, não com grampo telefônico.

      Paula Santos

      27/06/2026 - 06h17

      Ricardo, concordo que derrota vai além de corpos boiando, mas trocar “ceticismo mineiro” por “acorda, minha filha” não convence ninguém — diálogo honesto se constrói com respeito, não com deboche. Quanto ao lobby, não nego influência, mas confundir aliança com coação é simplificar demais um tema que exige discernimento, não guerra de nervos.

      Adalberto Livre

      27/06/2026 - 06h20

      RICARDO, VOCÊ É O ÚNICO HOMEM AQUI, ESSA BEATRIZ É UMA COMUNISTA QUE NEM SABE MANDAR UM E-MAIL!

Fernando O.

27/06/2026 - 06h00

Queria ver os números dessa “derrota” dos EUA em Ormuz. Pelo que acompanho, a marinha americana não perdeu um navio sequer. Parece mais um devaneio de quem vê conspiração em tudo, bem típico de certos grupos.

    Carlos A. Mendes

    27/06/2026 - 06h03

    Fernando, também não vi nenhum navio americano afundar, mas derrota num estreito não se mede só por naufrágio. Se a estratégia dos EUA foi dissuadida ou o tráfego seguiu sob condições do Irã, isso já é um revés. E sobre a influência de Israel em Washington, acho que virou fato, não conspiração.

    Marina Silva

    27/06/2026 - 06h05

    Fernando, seu parâmetro de derrota é tão fajuto quanto seu conhecimento sobre imperialismo.

      Pedro Almeida

      27/06/2026 - 06h08

      Marina, sugiro retomar a leitura de Hannah Arendt sobre imperialismo, em que ela demonstra que a acumulação de poder não se mede por batalhas táticas, mas pela capacidade de impor a vontade política — e aí Ormuz é, sim, um capítulo eloquente.


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