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Lula lidera todos os cenários de primeiro e segundo turnos em Minas Gerais, aponta pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial em Minas Gerais em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados pelo instituto DATATEMPO. O levantamento, realizado no segundo maior colégio eleitoral do país, aponta que o atual chefe do Executivo federal ampliou sua vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro. No […]

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19.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de inauguração do Hospital Universitário da Univ
19.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis - MG.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial em Minas Gerais em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados pelo instituto DATATEMPO. O levantamento, realizado no segundo maior colégio eleitoral do país, aponta que o atual chefe do Executivo federal ampliou sua vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro.

No cenário estimulado de primeiro turno com dez concorrentes, o candidato petista alcança 42,3% das intenções de voto e abre uma vantagem expressiva sobre os demais adversários. O senador Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição com 23,8% da preferência, seguido de longe pelo ex-governador mineiro Romeu Zema, que registra 10,8%.

A comparação com a rodada anterior de pesquisas, realizada em março deste ano, mostra que a diferença entre o líder e o vice-líder disparou de 8,2 para 18,5 pontos percentuais. Esse crescimento coincide com o enfraquecimento das forças de oposição no plano regional, agravado pelo recente recuo de apoios a Flávio Bolsonaro entre partidos da base aliada tradicional.

Nas simulações de segundo turno, a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva se consolida com uma margem de 52% contra 35,1% do parlamentar fluminense nas urnas. Em um confronto alternativo sem a presença do atual governante, Romeu Zema lideraria a disputa com 41,1% das intenções contra 31,2% atribuídos ao senador conservador.

A fragmentação da direita em solo mineiro e a desarticulação partidária nacional alimentam um forte clima de disputa interna nos diretórios regionais da oposição. Esse isolamento das candidaturas conservadoras é acentuado pelo visível conflito de articulação política que opõe diferentes correntes do bolsonarismo.

A pesquisa DATATEMPO entrevistou mil eleitores de forma domiciliar entre os dias 12 e 15 de junho de 2026, sob contratação da Sempre Editora. O levantamento apresenta margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos e encontra-se registrado sob os protocolos MG-02109/2026 e BR-07479/2026.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral para a Presidência da República em Minas Gerais em todos os cenários de 1° e 2° turnos testados na pesquisa DATATEMPO. Esta é a segunda rodada a traçar um panorama sobre as eleições de 2026 no segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento indica que o atual chefe do Executivo federal também ampliou a vantagem contra o segundo colocado no estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As entrevistas foram realizadas de 12 a 15 de junho, e a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula chega a alcançar 42,3% das intenções de voto em um cenário estimulado de 1º turno contra outros nove oponentes. O recorte da pesquisa mostra que o petista está 18,5 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que atrai 23,8% da preferência dos eleitores mineiros.

Gráfico da pesquisa de intenção de voto estimulada para o primeiro turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO)

Gráfico da pesquisa de intenção de voto estimulada para o primeiro turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

Nesse quadro, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece na terceira posição, com 10,8%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 2,8%.

Na pesquisa DATATEMPO anterior, realizada em março deste ano, Lula figurou em primeiro em todos os cenários, e, em um deles, com 37,2% das intenções de voto. Flávio também aparecia em segundo, mas com 29%. Na ocasião, a diferença entre o petista e o liberal era de apenas 8,2 pontos percentuais.

A segunda rodada da pesquisa foi realizada cerca de um mês após conversas vazadas entre Flávio Bolsonaro e o sócio-fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em que o senador pediu ao banqueiro US$ 24 milhões para financiar a produção de “Dark Horse”, filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entretanto, o levantamento foi finalizado antes da operação da Polícia Federal, deflagrada no dia 18 de junho, que teve como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

Apesar disso, não é possível fazer inferências a partir dos números da pesquisa, considerando que o levantamento não cobre os motivos dos votos, como ressaltado pela cientista política Audrey Dias, coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO.

Lula mantém vantagem em cenário enxuto

Outro quadro testado pela segunda rodada da DATATEMPO, com apenas cinco pré-candidatos, mostra que Lula mantém a liderança ampla, com 42,7% da intenção de votos, mas não cresce significativamente. O petista aparece à frente de Flávio Bolsonaro (25,2%) por margem confortável e acima da margem de erro.

Nesse cenário, Zema se mantém em terceiro e foi citado por 13,2% dos eleitores de Minas Gerais. O dado, portanto, reforça uma estrutura de disputa em que Lula lidera, Flávio se consolida como principal adversário e Zema permanece competitivo, mas distante da segunda posição.

Petista também lidera em 2º turno

Em um eventual segundo turno, Lula está à frente nos cenários testados contra os principais adversários, em que venceria Flávio Bolsonaro com uma vantagem ampla e confortável de quase 17 pontos percentuais.

Gráfico da pesquisa de intenção de voto para o segundo turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO)

Gráfico da pesquisa de intenção de voto para o segundo turno presidencial em Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

Já contra Romeu Zema, a disputa fica mais competitiva: o ex-governador de Minas, que teve dois mandatos no estado, reduz a distância para pouco mais de 7 pontos.

Em um terceiro cenário, entre Zema e Flávio Bolsonaro, o mineiro venceria com vantagem fora da margem de erro. Com 41,1%, o ex-governador aparece com quase 10 pontos percentuais à frente do senador, que registrou 31,2%.

Entretanto, o dado politicamente mais forte neste caso é o do voto branco/nulo, de 24%. Isso significa que quase um em cada quatro eleitores afirma que não votaria em nenhum dos dois candidatos. Esse percentual é bem maior do que nos cenários envolvendo Lula.

De acordo com a cientista política Audrey Dias, coordenadora de pesquisa do instituto DATATEMPO, o dado revela que a ausência de Lula amplia a recusa de parte do eleitorado em aderir a Flávio ou Zema, mas a rejeição não se distribui da mesma forma. No primeiro cenário estimulado, 37,4% dos eleitores de Lula afirmaram que votariam branco ou nulo em uma disputa entre Zema e Flávio. Outros 53,4% migrariam para Zema, enquanto apenas 6,1% escolheriam Flávio Bolsonaro.

“Portanto, Zema aparece como uma opção mais aceitável para a maioria desse eleitorado, especialmente quando comparado a Flávio, mas não como uma candidatura capaz de absorver automaticamente o campo lulista. Há um contingente expressivo que, diante dessa combinação de nomes, prefere se retirar da escolha”, explica Audrey.

A pesquisa DATATEMPO também testou as intenções de votos entre os pré-candidatos ao governo de Minas. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera os cenários, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).

Metodologia

A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. Os dados foram coletados de 12 de junho a 15 de junho de 2026. Foram realizadas 1.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada: MG-02109/2026 e BR-07479/2026.

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Comentários

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Bernardo

27/06/2026 - 08h55

De fato Lula tem capital eleitoral muito grande em MG e isso está refletido nessa pesquisa. Apesar de quase 8 anos de um governo estadual direcionado para as classes abastadas e que fez ( e faz) muita marola na mídia mas que realiza pouco para quem mais necessita. Agora é a renúncia fiscal de anos que está exposta e beneficiou quem dela não precisava, inclusive empresas do ramo familiar do ex governador. Assim, o trem prospera para poucos. O que acontece de bom no estado atualmente é fruto de ações do governo federal direta e indiretamente e a economia estadual foi impulsionada assim, aliás, basta ver o que ocorreu nos desgovernos federais anteriores do inominável e do traidor, MG foi bastante desprestigiado e nada caminhou entre 2017 e 2022. O que MG precisa agora é eleger alguém comprometido com o povo para o governo do estado e, infelizmente, os dois candidatos colocados não são dignos da função, seja por despreparo funcional seja por inabilidade política.

Rodrigo Meireles

27/06/2026 - 08h25

Mais uma pesquisa mostrando o óbvio: Minas é o termômetro eleitoral do país e Lula segue forte por lá. A pergunta que fica é: esse capital político vai se traduzir em reformas concretas para destravar a economia? Dado sem proposta de resultado não paga imposto.

    Carlos Oliveira

    27/06/2026 - 08h27

    Concordo que pesquisa não põe comida na mesa, Rodrigo, mas “destravar a economia” pra mim é garantir emprego com direito, não lucro de banqueiro. Enquanto o motorista de app não tiver nem descanso, reforma que só mexe em imposto de rico é história pra boi dormir.

Marcos Andrade Niterói

27/06/2026 - 08h13

Lula liderando em Minas mostra que o povo sabe diferenciar quem tem compromisso com o país da extrema-direita. Aqui em Niterói vimos na prática com Rodrigo Neves que gestão séria transforma a cidade, enquanto o governo estadual abandona a população. Que venha 2026 com Lula e renovando esse legado.

    Augusto Silva

    27/06/2026 - 08h15

    Concordo plenamente, Marcos. Minas Gerais sempre funcionou como um termômetro político nacional e, com os números macroeconômicos atuais mostrando recuperação do emprego e da renda, não surpreende que o eleitorado mineiro reconheça onde há gestão séria e onde há apenas narrativa. O contraste entre a prefeitura de Niterói e o desastre administrativo do estado é a prova perfeita de que competência e compromisso social andam juntos.

      Laura Silva

      27/06/2026 - 08h18

      Caro Augusto, sua leitura de Minas Gerais como termômetro político nacional é historicamente precisa e compartilho inteiramente dessa percepção. Desde os anos 1950, com a alternância entre PSD e UDN, passando pela Nova República, Minas sempre antecipou movimentos eleitorais decisivos – foi lá que Tancredo construiu a Aliança Democrática, foi lá que Lula perdeu para Fernando Henrique em 1994 e depois venceu em 2002, e foi lá que a polarização atual se expressa com mais clareza. O dado macroeconômico de recuperação do emprego e da renda é inegável: a taxa de desemprego voltou a dois dígitos baixos, o salário mínimo teve ganho real, o Bolsa Família recompondo o poder de compra das periferias. O eleitorado mineiro, com seu pragmatismo histórico, sabe ler esses sinais melhor que qualquer analista de mercado. A gestão séria que você menciona não é abstração: é política pública que chega na ponta, é creche funcionando, é farmácia popular abastecida, é obra de saneamento em comunidade.

      Entretanto, preciso tensionar esse raciocínio com uma perspectiva de classe que me parece ausente no seu comentário. A comparação entre Niterói e o estado do Rio de Janeiro, embora correta no diagnóstico imediato, corre o risco de individualizar aquilo que é estrutural. A prefeitura de Niterói, comanda pelo PDT, tem indicadores melhores que a média fluminense, mas isso não apaga o fato de que a cidade opera dentro da mesma lógica de financeirização do solo urbano, de especulação imobiliária e de precarização do trabalho que afeta todo o estado. O “desastre administrativo” do governo do Rio não é fruto apenas de incompetência ou corrupção individual – é a expressão mais acabada de um modelo de estado capturado pelo capital financeiro, pelas milícias e pelo setor extrativista, que drena recursos públicos para o pagamento de juros da dívida enquanto corta investimentos em saúde e educação. A competência e o compromisso social são condições necessárias, mas não suficientes, enquanto a estrutura de propriedade e de poder não for transformada.

      O perigo de reduzir a disputa eleitoral a uma questão de “gestão séria versus narrativa” é que isso pode esvaziar o conteúdo de classe que está em jogo. O governo Lula tem méritos reais na recomposição de políticas sociais, mas sua aliança com o centrão e com setores do agronegócio revela os limites de uma frente ampla que não enfrenta o monopólio da terra, a reforma tributária regressiva e a hegemonia do capital financeiro. O eleitorado mineiro, com sua sabedoria prática, sabe que a vida melhorou, mas também sabe que o aluguel continua caro, que o transporte público continua precário, que a violência policial continua matando jovens negros nas periferias de Contagem e Ribeirão das Neves. A empatia pelos pobres exige que não nos contentemos com a gestão do capitalismo dependente, por mais competente que ela seja. Precisamos de um projeto que enfrente as causas estruturais da desigualdade, e isso passa por uma agenda que vá além do primeiro e segundo turnos – passa pela organização popular, pela consciência de classe e pela disputa do fundo público.

      Por fim, gostaria de registrar que sua contribuição ao debate é valiosa exatamente por levantar a questão da materialidade dos números. O problema não está em reconhecer que a recuperação econômica existe e que Lula lidera pesquisas – seria uma tolice negacionista ignorar os dados. O problema está em tomar essa recuperação como prova definitiva de que o modelo atual é suficiente. A história nos ensina que ciclos de crescimento no capitalismo periférico são interrompidos por crises que jogam milhões de volta à miséria. A gestão séria que você defende precisa estar a serviço de uma ruptura com o neoliberalismo, não de sua maquiagem. Sigamos atentos e organizados, porque Minas Gerais é termômetro, sim, mas também é campo de batalha – e a batalha não termina na urna.

        Cecília Alves

        27/06/2026 - 08h20

        Laura, seu comentário é um primor de retórica esquerdista que ignora que o único termômetro que realmente importa é a liberdade econômica — e Minas Gerais só lidera pesquisas porque o governo atual gasta o dinheiro dos outros para comprar votos, enquanto o verdadeiro desenvolvimento viria de menos Estado e mais propriedade privada.

          Maria Silva

          27/06/2026 - 08h23

          Cecília, entendo sua defesa da liberdade econômica, mas acho que a realidade é mais complexa: não adianta um estado mínimo que deixa o povo passar fome enquanto meia dúzia enriquece. O problema não é gastar, é gastar com honestidade e transparência — corrupção tem nome, partido e ideologia, não é exclusividade de governo A ou B.

Luisa Teens

27/06/2026 - 08h01

Fora Bolsonaro! Lula é a esperança do Brasil contra o fascismo e o aquecimento global #Lula2026 #MinasÉLula

    Julia Andrade

    27/06/2026 - 08h03

    Luisa, querida, sinto uma energia genuína no seu entusiasmo e entendo perfeitamente a urgência de se opor ao que vivemos nos últimos anos. A deterioração das políticas ambientais e o avanço de discursos autoritários são事实 que assustam qualquer pessoa minimamente atenta. Mas preciso fazer um pequeno desvio aqui: essa ideia de que um líder, sozinho, vai encarnar a esperança contra o fascismo e o colapso climático me soa como um repeteco de uma velha coreografia política que a esquerda brasileira nunca conseguiu desaprender. Lula é um quadro experiente e, sim, representa um alívio tático diante do desastre bolsonarista, mas transformá-lo numa figura messiânica que vai “salvar” Minas, o Brasil e o planeta é esvaziar a complexidade da luta política. O fascismo não se desmonta com votos apenas — ele se reproduz nas relações cotidianas, na misoginia estrutural, no racismo recreativo, na precarização que afeta corpos racializados e femininos de forma desproporcional. Colocar toda a aposta em um nome, por mais carismático que seja, pode nos levar a ignorar que a verdadeira disputa é por projetos de sociedade, e não por salvadores da pátria.

    Além disso, essa associação direta entre Lula e o combate ao aquecimento global merece uma camada a mais de nuance. Claro que o governo anterior foi um desastre nessa área — desmonte do Ibama, incentivo ao garimpo ilegal, flexibilização de licenças ambientais. Mas a política externa do PT nos governos Lula e Dilma também teve contradições profundas: grandes obras de infraestrutura com impactos socioambientais severos na Amazônia, como Belo Monte, e um modelo de desenvolvimento baseado no agronegócio exportador de commodities, que é um dos maiores vetores de desmatamento e emissões. Colocar a hashtag #MinasÉLula como se isso resolvesse a equação climática é ignorar que a mineração em Minas Gerais — com seus rompimentos de barragens, contaminação de lençóis freáticos e expulsão de comunidades tradicionais — não é uma pauta que se resolve com troca de governo, mas com uma transformação radical do modelo econômico. A esperança, pra mim, não pode ser externalizada num líder; ela precisa ser construída coletivamente, nas ocupações de terra, nos movimentos de mulheres periféricas, nas aldeias que resistem ao avanço do agronegócio.

    Não estou dizendo que seu voto em Lula seja errado — longe disso, num cenário de segundo turno contra o bolsonarismo, é uma escolha racional e necessária. Mas o que me preocupa é essa narrativa de que a política se resume a eleger “o bom” contra “o mau”. O Brasil não será salvo por um homem, por mais que ele tenha uma trajetória simbólica importante. O fascismo é um processo, não um evento — e ele se alimenta justamente dessa passividade de quem acredita que já fez sua parte ao apertar um botão na urna. A luta antirracista, feminista e ecológica exige mais do que entusiasmo eleitoral: exige organização cotidiana, tensionamento dos governos eleitos e recusa em terceirizar a esperança. Dito isso, adoro a energia da sua militância nas redes — só não deixe que ela se esgote no hashtag, porque o fascismo não está nem aí pra hashtag, ele está na rua, no trabalho, na escola, e é lá que a gente precisa estar também.

    Luciana Santos

    27/06/2026 - 08h05

    Olha, moça, pesquisa é pesquisa, mas esperança sem entrega concreta já cansei de ver. Enquanto isso, o povo continua pagando o pato — e o diesel nas alturas.

    João Batista Alves

    27/06/2026 - 08h08

    Minha filha, esperança de verdade não se encontra em homem algum, mas sim em Deus e na família tradicional. Esse discurso de “fascismo” e “aquecimento global” é cortina de fumaça para esconder o relativismo moral que querem impor ao nosso povo.

      Cecília Torres

      27/06/2026 - 08h10

      João Batista, respeito sua fé, mas confundir preferência política com relativismo moral é um atalho retórico que ignora dados objetivos da pesquisa e do consenso científico sobre o clima.


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